Mulher (Uma homenagem)



O tempo passou, a Mulher evoluiu, o machismo caducou. Falta os retrógrados acordarem do atraso e partilharem com elas o protagonismo do existir.


Antonio Pereira Apon.


Estátua da liberdade.


Síntese da síntese humana,

frágil e forte,

bela e fera.

Do seu ventre nasce o mundo,

nasce o homem

que julga tudo poder,

mas sucumbe à sua doce sedução.

Ela que era a “Amélia”,

motorista de fogão,

maestrina das panelas;

já não é mero utensílio de cama,

é mulher com letras garrafais,

é gente que sabe o que quer e faz,

é a guerreira do dia-a-dia,

um ser sofrido

que não perdeu a poesia

do seu doce ser.



(Postado aqui em18 DE AGOSTO DE 2007).


Mãe Terra.


Leia abaixo alguns de nossos escritos tendo a mulher como tema:



Subscreva aos destaques RSS de:
Powered by FeedBurner

Comentários

  1. Poeta sensível e amado, Antonio, lindo o seu poema dedicado a nós mulheres, eu por mim estou aqui feliz por ser mulher, amo isso, tenho uma imensa sorte por ter encontrado em minha Vida um homem maravilhoso, o meu amado marido, sempre gentil, como dizem "gentileza gera gentileza" é bem verdade, em nossos longos anos de casados(vamos fazer 42 anos,nossa, nem acredito de tão lindo), sempre nos amamos e nos respeitamos mutuamente, raridade hoje em dia!
    Grande abraço meu amigo poeta querido!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Respeito. Essa a grande senha das relações humanas. Sem respeito, perduram aberrações como o preconceito, o machismo e todo tipo de violência.

      Um abração Ivone.

      Excluir
  2. E, assim, Antonio, com poetas sensíveis como você, é que a mulher encontra sua razão explícita de ser. Seu respeito e dignidade no existir e seguir sua vida independente no realizar, mas inteiramente dependente e integrante da família - célula mater da felicidade, do respeito e do amor entre todos! Obrigada, Antonio!
    Abraço, Célia.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. A sensibilidade está na mulher, que é a inspiração e a própria poesia; que merece respeito e reconhecimento, dentro e fora do lar.

      Um abração Célia.

      Excluir

Postar um comentário

Obrigado por ler e comentar nosso texto. Esse espaço é feito para você. Volte sempre!

Antonio Pereira Apon.

+ lidas nesses 30 dias

Apedra. Poema de Antonio Pereira (Apon). O distraído nela tropeçou...

Folclore brasileiro em acróstico

Precisa de tinta para escanear?

Anonimato, internet e o anel de Giges

Você não precisa de cerveja para ser feliz

A gente (Paródia de: A casa - Vinicius de Moraes)

Pai. Sem ser super, ser “Herói”

Cidadão. Saia da caverna!