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sexta-feira, 24 de julho de 2009
Seu Jorge Guerreiro
Por: Antonio Pereira (Apon)
Existem pessoas, que se curvam passivamente ao peso dos anos, outros se entregam à depressão, à revolta ou desistem diante de pequenos problemas ou enfermidades banais. Jovens, que ao menor dissabor, entregam-se às drogas, à delinqüência, à rebeldia...
Precisavam conhecer Seu Jorge. Um guerreiro de quase 80 anos, que passou uma rasteira na morte, recuperando-se de uma grave enfermidade e uma delicadíssima cirurgia. Montado no “cavalo branco” da perseverança e empunhando a “lança” da determinação, ele partiu desassombrado, contra o “dragão” das limitações e da acomodação, Dando um show de força de vontade e esperança.
Muitos, com menos idade e em situação de menor gravidade, desistem da luta, prostram-se de corpo e alma, assinando a própria sentença de morte. Quando não tardam no aguardo de uma intervenção divina ou um socorro mágico, que não exija esforço.
Virei fã de Seu Jorge! Ele sim, é um exemplo de verdade. Não esses heróis de artifício, essas celebridades inventadas, esses famosos transgênicos, esses “avatares” da mídia.
Morre o "Velho Chico"

Morre o "Velho Chico"
Por: Antonio Pereira )Apon)
Vai morrendo o São Francisco,
Rio da integração nacional.
impotente, triste eu fico,
infame, esse crime ambiental.
Aqui, assoreamento,
Acolá, poluição.
Ao povo, resta o lamento,
À paisagem desolação.
O "Velho Chico" morre,
Esvai-se o ribeirinho e o sertão.
De indignação falta um porre,
Contra tal aberração.
Em terra de gente séria,
Buscar-se-ia solução.
Mas aqui é Brasil!
Faz-se "transposição"!

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original: Antonio Pereira (Apon) (Além do nome do autor, cite o link para o site http://aponarte.com.br). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.
Salvador à deriva
Por: Antonio Pereira (Apon)
23 de julho de 2009. A cidade tornou-se refém da guerra das facções do Sindicato dos rodoviários. ônibus atravessados nas pistas com os pneus furados, travavam o trânsito na capital baiana em pleno horário de pico. A politicagem interna, ganha as ruas, prejudicando a população, que não tinha absolutamente nada a ver com as disputas sindicais.
Manifestações de motoristas, não são nenhuma novidade, mas a motivação da bandalheira promovida nessa quinta-feira, mostra que Salvador virou “casa da mãe Joana”. Todo mundo faz o que quer e não dá em nada! Para que temos prefeito? Governador?
A segurança pública, já virou calamidade, a saúde uma tragédia, a educação um descalabro e ainda temos que tolerar esse tipo de patifaria. “Estimulada” pela inércia e omissão das autoridades (in)competentes.
Nesse caso, acredito que está na hora do Ministério Público, entrar em ação para colocar limites nos abusos em que se tornaram tais manifestações.
Estamos de volta!
Aproveito para ressaltar a boa assistência e dedicação dos médicos, enfermeiras, técnicos e demais funcionários, na prestação de um atendimento de qualidade e saúde com humanização.
Infelizmente, o serviço público de saúde está muito longe disso.
segunda-feira, 20 de julho de 2009
O natal dos bichos
Era uma noite calma na floresta quando o papagaio se aproximou do urubu para conversar:
- Seu urubu, estou recolhendo contribuições para fazermos uma festa de natal na floresta.
- Natal é coisa de gente rapaz! E de gente rica! Não é coisa de bicho, muito menos de bicho pobre.
domingo, 19 de julho de 2009
De Ploft ao planeta azul
De Ploft ao planeta azul
Por: Antonio Pereira (Apon)
Havia, numa galáxia muito distante, um belíssimo planeta chamado Ploft, era o lugar mais bonito que se podia imaginar; florido, perfumado, tranqüilo, colorido e tudo de bom. Mas um certo dia surgiram em Ploft os primeiros seres "inteligentes" que: começaram a caçar os animais por diversão, derrubaram e queimaram florestas, poluíram os rios o ar e o solo com suas indústrias que só pensavam em ganhar dinheiro, e começaram a brigar criando as guerras, assim, cada um queria Ter mais armas e armas mais fortes para meter medo no outro.
Com o tempo as florestas que sobraram começaram a murchar e morrer e um calor enorme tomou conta de Ploft. A poluição tinha criado uma capa de sujeira ao redor do planeta e o calor não podia sair, a água dos rios e lagos estava quase toda envenenada, assim como os alimentos que vinham do solo poluído. Com falta de água e alimento as guerras aumentaram, pois quem não tinha queria e quem tinha não queria dar. Foi quando num triste dia eles resolveram usar suas armas mais modernas e mais poderosas. Ploft o nosso querido planeta explodiu, desapareceu no meio do espaço.
Mas um grupo de proftnianos (habitantes de Ploft) haviam criado uma base na lua do seu planeta, onde colocaram um casal de cada animal, sementes de todas as plantas e tudo de bom que seu povo tinha criado e não tinha sabido aproveitar: livros, computadores, remédios, máquinas, artes...
Agora eles procuravam um planeta que fosse parecido com Ploft, onde pudessem recomeçar a vida sem poluição e sem guerras, onde a tecnologia só seria usada para o bem, nunca para o mal. Várias espaçonaves saíram espaço afora a procura desse lugar, foi quando uma dessas naves que chamamos de disco voador se aproximou de um pequenino planeta azul e os seus sensores acharam logo uma enorme floresta com animais coloridos e plantas de tipos inimagináveis; eles tinham encontrado o nosso planeta terra e estavam vendo a floresta amazônica onde logo pousaram e passaram uma mensagem para os que ficaram na lua de Ploft:
- Atenção base! Atenção base! Aqui fala a nave KWY!
- Fala KWY estamos na escuta.
- Encontramos um belíssimo planeta azul, onde a natureza colocou tudo do bom e do melhor, tem animais e plantas de variadas espécies no mais perfeito equilíbrio, aqui "em se plantando tudo dá".
- E vida inteligente? Vocês encontraram alguma forma de civilização?
- Xiii! Eu sabia que tinha esquecido de alguma coisa, nós ficamos tão entusiasmados com toda essa beleza que nem lembramos de checar o restante do planeta, mas vamos fazer isso agora mesmo.
Nesse instante uma zoada ensurdecedora se fez ouvir, primeiro foi um vrruuummm depois uma enorme pancada seguida de uma sufocante nuvem de poeira que envolveu todo o lugar. Tristes os nossos amiguinhos proftinianos descobriram que havia vida "inteligente" no planeta azul, escondidos eles puderam ver homens com suas motoserras prontos para a derrubada de mais árvores enquanto outros com seus rifles caçavam os animais apavorados com todo aquele barulho.
De volta a sua nave nossos amiguinhos ligaram seus sensores e decolaram para um estudo completo do planeta. Não demoraram muito para descobrir que o planeta azul estava seguindo o mesmo caminho do seu tão saudoso e belo Ploft: poluição, guerras, fome; com seus moderníssimos computadores, eles entraram na Internet e começaram a pesquisar tudo o que encontraram; descobriram que o nome do planeta era Terra, estudaram nossos continentes, nossos países nossas línguas e costumes e concluíram que se nada fosse feito, de fato a terra teria o mesmo fim de Ploft.
Preocupadissimos eles mais uma vez se comunicaram com a base e passaram todas as informações que haviam conseguido, um conselho dos proftinianos se reuniu para resolver o que fazer.
- Vamos procurar um outro planeta, já bastam os nossos problemas se os terráqueos querem se destruir, problema deles! - disse Egoísticus.
- Nós atingimos uma superioridade tal que não devemos perder tempo com seres atrasados, inferiores; vamos continuar a nossa procura por um planeta digno de nos receber, esqueçamos esse planetinha ridículo. - sentenciou Orguliuns.
Assim todos foram opinando contra a ida para a terra, todos achavam que o planeta azul deveria ser esquecido e que deveria se prosseguir na busca de um outro planeta sem problemas, até que falou Sensatus, que todos respeitavam por sua sabedoria e justiça:
- Por cada um pensar somente em si, por cada um sempre querer levar vantagem em tudo e todos quererem conquistas sem trabalho e pela lei do menor esforço foi que nós destruímos nosso planeta. Além disso, de que adianta todo o nosso conhecimento e tecnologia se somos incapazes de usá-los em favor dos outros? As dificuldades não devem ser um convite ao desânimo e à desistência, deve funcionar como um desafio a nossa capacidade de vencê-las, provando que estamos crescendo como seres inteligentes. O planeta Terra como pudemos ver , tem todas as condições de nos acolher e em troca dessa acolhida, podemos ajudar seus habitantes a preservarem esse lindo planeta azul para que a lição do progresso verdadeiro não precise se dar pela dor da destruição.
Diante daquelas palavras, todos baixaram a cabeça envergonhados e decidiram partir para o planeta azul.
Em pouco tempo, num ponto inexplorado da Amazônia nascia a colônia de Ploft na terra sem que nossos aparelhos pudessem detectar, eles usavam despistador de satélite, neutralizadores de radar e outras coisas para se manterem invisíveis.
Pesquisando formas de puder ajudar a humanidade a não destruir o planeta, eles descobriram que podiam se comunicar mentalmente com as pessoas que tinham bons pensamentos em relação ao planeta, então eles começaram a estimular telepaticamente essas pessoas a lutarem para salvar a terra.
Os proftinianos tinham o poder de ficarem invisíveis ou mudar de forma, ficando iguais aos seres humanos. Assim começaram a aparecer grupos defendendo a natureza, pedindo pela preservação das matas, dos rios e dos mares, contra as armas nucleares, contra a fome; cientistas começaram a pesquisar produtos que não poluíssem, os governantes começaram a criar leis para proteger a terra.
Com o tempo os próprios seres humanos viram que precisavam salvar a terra e não precisaram mais do estímulo dos nossos amiguinhos do espaço. Os homens começaram: a desmontar as bombas atômicas, a limpar o que estava sujo, não matar os animais sem necessidade, procurai remendar o buraco na camada de ozônio e dar um gelo no efeito estufa.
Nesse momento Graziela acordou e viu papai jogando papel no chão, e disse:
- Meu pai, agente não pode jogar papel no chão , nem fazer fumaça, nem derrubar as árvores, nem matar os bichinhos, nem ficar brigando; porque senão vamos destruir o nosso planeta como fizeram no planeta que eu sonhei, assim vai precisar os homenzinhos do espaço ensinarem para gente. Está certo isso?

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original: Antonio Pereira (Apon) (Além do nome do autor, cite o link para o site http://aponarte.blogspot.com). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.
sábado, 18 de julho de 2009
O menino e o tempo
O menino e o tempo
Por: Antonio Pereira (Apon)
Adriano era um menino muito esperto e brincalhão, mas naquela manhã ele estava triste e pensativo, sentado numa pedra, parecia não ver nem ouvir nada a seu redor. Foi quando uma linda fada apareceu em sua frente.
- O que houve Adriano? Por que você está triste?..
- Eu queria ser gente grande minha fadinha.
- Mas você vai crescer, vai se tornar um homem, vai ser gente grande.
- Mas vai demorar muito!
- Mas para que essa pressa toda? Tudo acontece no tempo certo. Mas por que você quer tanto ser gente grande logo?
- Eu quero poder fazer tudo o que eu quiser.
- E quem disse a você que os adultos podem fazer tudo o que querem? Todo mundo tem que obedecer regras, receber ordens, respeitar limites...
- Mas criança não pode fazer nada, tudo é: deixa isso aí menino, não pode, isso é feio, ainda é cedo, você vai apanhar, está de castigo...
- Então por isso você quer ser gente grande?
- Quero!
- Eu vou realizar o seu desejo, mas se prepare para enfrentar muitas dificuldades, pois o mundo dos adultos é muito diferente do mundo das crianças.
- Mas o mundo não é um só?
- Aparentemente! Mas você vai entender o que eu estou falando; durante um mês, será gente grande, será adulto e terá que viver como tal; passado esse tempo, mandarei um senhor te procurar, para saber se você vai querer continuar como gente grande.
- Mas quem é esse senhor? E por que não vem a senhora falar comigo?
- Esse senhor é o tempo, ele estará em meu lugar, porque gente grande não acredita em fadas, por isso não pode vê-las.
- Mas eu nunca vou deixar de acreditar.
- Quando você for adulto seu pensamento irá mudar, e eu, na cabeça do Adriano adulto, não passarei de um sonho de criança.
Falando algumas palavras mágicas a linda fada movimentou as forças do universo e transformou Adriano em um homem.
Adriano adulto, todo dia levantava cedo para trabalhar, não tinha tempo para nada, como ele havia passado de criança para adulto sem adolescer, só tinha o segundo ano primário, sem estudo, ele ganhava muito pouco e tinha que estudar à noite para ver se conseguia melhorar sua situação.
Quinze dias se passaram e as saudades do seu tempo de menino começavam a lhe apertar o peito, ele lembrava da professora que com carinho corrigia o seu erro lhe ensinando o modo certo de fazer, ela era muito diferente do patrão que agora aos gritos lhe jogava na cara um pequeno erro que cometeu; lembrou dos pais que as vezes premiavam com castigo suas travessuras, só agora ele entendia que aquela dor não doía, pois aquelas mãos mesmo quando castigavam, eram mãos de amor.
Vinte e nove dias passados e Adriano estava triste, seus amigos estavam todos preocupados com seus próprios problemas, não tinham tempo para nada que não significasse ganhar dinheiro, foi quando ele lembrou dos coleguinhas da escola, com os quais dividia o lanche e as brincadeiras do recreio, lembrou também dos amiguinhos de sua rua e descobriu como era bom ser criança.
No trigésimo dia, ele já não mais suportava a angústia daquela espera pelo senhor tempo, parecia que as horas não passavam, os minutos se arrastavam tornando aquele dia uma eternidade, a noite chegou e Adriano desiludido achava que ficaria adulto para sempre, não mais voltaria a ser criança o senhor tempo, havia esquecido dele e ele não acreditava mais em fadas.
Uma lágrima rolava em seu rosto quando um senhor de longas barbas brancas, colocou a mão em seu ombro e disse:
- Está na ora de voltar, tudo tem seu tempo, as árvores não crescem se não forem plantadas e
cuidadas: existe o tempo da semente, o do pequenino rebento, o do frágil caule, até chegar o tempo da árvore que dá flores e frutos. Assim também é com as pessoas; há o tempo do bebê, o da criança, o do adolescente, o do jovem, do adulto e o tempo do idoso, ninguém pode pular o tempo e só o tempo pode nos ensinar que a felicidade está em aproveitar e aprender o máximo de cada fase da vida, pois a vida é como um quebra-cabeça, se faltar a peça da criança, da adolescência ou qualquer outra a vida estará incompleta e a felicidade também.
Nesse momento Adriano acordou, tudo tinha sido um sonho, mas daquele dia em diante muita coisa mudou para ele que aprendeu que tudo o que ele fizesse de bom ou de ruim, serviria para que ele fosse mas ou menos feliz no futuro e que era preciso aprender a ser criança, para um dia saber ser adulto.

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sexta-feira, 17 de julho de 2009
Alex o melhor aluno
Alex o melhor aluno
Por: Antonio Pereira (Apon)
Alex era um menino rebelde, na escola ele vivia com o pensamento longe. Enquanto a professora dava aula de português, matemática, estudos sociais...
ele sonhava com a praia, o vídeo game ou as brincadeiras na rua.
Quando não estava no mundo da lua Alex aprontava na sala: era bolinha de papel, badogue, beliscão... ele fazia de tudo menos estudar, dizia que queria ser jogador de futebol ou cantor de pagode e para isso não precisava estudo.
A professora ele via como uma bruxa, uma megera que só sabia dizer: “Senta menino!
cala a boca Alex! vai ficar de castigo! vou chamar seu pai! preste atenção! não abuse seu colega!..”. Definitivamente, escola não era para ele.
O pai dele então resolveu matriculá-lo numa escolinha de futebol para ver se melhorava alguma coisa, duas semanas se passaram e Alex desistiu pois tinha que estudar táticas, treinar, fazer exercícios físicos... ele pensava que era só chegar lá e sair jogando sem nenhum esforço.
A mãe dele então resolveu comprar alguns instrumentos para que pudesse formar um grupo de pagode, um mês depois o grupo estava desfeito pois Alex achava que ensaio era perda de tempo que era só chegar e tocar, sem ensaios o grupo desafinou e dançou.
Sem escola, sem futebol nem pagode Alex foi crescendo sem estudo e sem futuro.
Um dia ele foi se empregar como balconista numa loja de um grande shopping mas na entrevista:
- Senhor Alex porque o senhor quer se empregar em nossa loja?
- Sabe qualé véio? é qui eu priciso discolá uma verba aí pra pudê dá meus pinóte nos regae.
- O senhor fala alguma lingua?
- Eu tô instudano ingrês purque purtuguês nós já sabe.
- O senhor tem alguma experiência em shopping.
- Eu gosto muito, mas prefiro uma cervejinha.
Com respostas tão maravilhosas como essas e muitas outras, ele não conseguia emprego em lugar algum então resolveu vender frutas na feira, mas os “amigos” o chamaram para dar uns mergulhos na lagoa que ficava ali perto, e lá se foi Alex deixando as frutas para trás e quando resolveu voltar não achou mais nada.
O seu tio fazia jogo do bicho e chamou ele para trabalhar, mas tinha um problema: Alex não sabia fazer conta nem em faz de conta.
A empresa de limpeza pública abriu vagas para gari, mas pedia o certificado do primeiro grau que Alex não tinha.
Assim ele resolveu entrar para o mundo do crime, entrou para o bando do Pescoção, um ladrão muito conhecido daquelas redondezas. Estava tudo marcado, seria um assalto a uma joalheria, mas havia um problema; tudo tinha que ser bem cronometrado, todos só tinham relógios de ponteiros (analógicos) e Alex só sabia ver as horas em relógio digital .
Sem estudo, nem para ladrão ele servia, assim desanimado e triste ele começou a usar drogas e com as drogas ele ficou mais desanimado e mais triste, foi emagrecendo ficou doente e um dia, de tanta droga ele morreu, morreu sem amigos pois ninguém queria ser amigo de um viciado sem estudo e preguiçoso; morreu sem os pais pois havia trocado a casa pelas ruas. Nesse instante o despertador tocou e Alex acordou aliviado, tudo tinha sido apenas um sonho. Daquele dia em diante ninguém sabia porque, Alex passou a ser o melhor aluno de toda a escola.

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quinta-feira, 9 de julho de 2009
Rosas para você
Por: Antonio Pereira (Apon)
Mais que flores,
São poemas perfumosos,
Feitos de inspiração e beleza.
Gotas de amor,
Pingos de emoção.
Versos silenciosos,
Que falam alto ao coração.
Colhidas no jardim do infinito,
Cultivadas pelo poeta Criador.
Reuni-as num buquê para você,
Numa poesia sem palavras,
Pois:
“rosas não falam”,
“exalam, o perfume que roubam de ti”.

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sábado, 4 de julho de 2009
Ter razão
Ter razão
Por: Antonio Pereira (Apon)
Você é daqueles que quer sempre “ter razão”?.. É dessas pessoas que não admitem estar erradas e querem dar a “última palavra”?.. Cuidado!
A violência doméstica, a possessividade, a intolerância, os crimes passionais, muitos erros médicos, diversos acidentes no trabalho e no trânsito... Aconteceram e acontecem por culpa de gente que quer sempre “ter razão”.
Ainquisição, o holocausto nazista, guerras, atentados terroristas, ditaduras (de direita e de esquerda), armas de destruição em massa, o fundamentalismo, a corrupção política, a fome, a deseducação, a insegurança, a epidemia de criminalidade, a miséria, a mentira, a hipocrisia, o fanatismo... Foram e são obras
De quem finge “ter razão”.
A obsessão do “ter razão”, revela um ser, infectado pelo orgulho e a vaidade. O pretenso monopólio do “ter razão”, traveste tiranos e arrogantes de toda espécie, racistas e preconceituosos de todos os matizes, truculentos e belicosos de todos os graus, estelionatários e farsantes de todos os tipos...
Querer sempre “ter razão”, é o caminho mais curto para perder a razão. Ter ou não ter razão, é uma conseqüência do bom ou mal uso do livre arbítrio e do discernimento. Ninguém tem sempre razão, ninguém é perfeito. “ter razão” não é um troféu, um título, um diploma, um prêmio... Procure se melhorar como ser humano, aprender com os seus erros e os dos outros, conheça-se melhor... Logo logo você estará livre da síndrome do “ter razão”. Os cemitérios, as prisões, os sanatórios e os hospitais, estão cheios de quem preferiu “ter razão” do que viver.

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