
Vã viagem
Por: Antonio Pereira )Apon)
Infeliz,
Quem precisa de álcool,
Para se sentir feliz.
Triste alegria:
Beber o tempo,
Embriagar a vida,
Afogar seus vazios
Em goles de vazia ilusão.
Na propaganda,
os “mantras” da lícita droga,
que distorcem a realidade,
maquiam os sonhos,
fantasiam as emoções.
Mas,
Para quem sobrevive
A um estúpido acidente,
uma fútil briga...
Como águas de março,
Chega a ressaca,
Fechando o etílico verão.
Faz-se inverno na alma,
Outono no coração.
Amarga na boca,
A amarga fuga de si,
inútil deserção,
vã viagem,
passagem do nada a lugar algum.

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