A arte da vida. Apon HP


Obrigado por sua visita. Boa leitura!


Clicando na imagem, você lê uma postagem sorteada pelo sistema.



Pensata. Apon HP - Pense nisso...>

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Um portal (Com mp3)





Este texto é contra-indicado para os rigoristas e puristas ortodoxos que consideram textos literários, mensagens, parábolas e analogias, como coisas piegas e não harmônicas com a doutrina espírita. Não ignoramos o movimento de rotação da terra, mas usamos aqui algo conhecido como sentido figurado.


Um portal (mp3)Antonio Pereira Apon.


Entardecer na praia.


Um sábio caminhava com um seu discípulo na praia ao entardecer, quando o jovem aprendiz perguntou:


- Mestre, o que é a morte?


- A morte é o intervalo entre duas existências corpóreas


- Como assim?


- A morte é semelhante a noite que separa dois dias. Nosso espírito é como o sol, nosso corpo é como um dia.


- Não estou conseguindo entender...


- O sol que se põe hoje, é o mesmo sol que resurgirá amanhã. Mas o hoje e o amanhã são dias diferentes, ainda que brilhe o mesmo sol. Durante a noite, o "astro rei", cintila do outro lado da terra e não podemos vê-lo daqui, senão através da lua, que funciona como uma médium a refletir seu lume.


- Mas, e a morte?


- O espírito humano, é o sol que fulgura em cada um de nós. No ocaso de uma existência terrena, encerra-se um ciclo e como o dia que se vai, deixamos o corpo e vamos luzir do outro lado da vida, numa noite chamada erraticidade, um período onde perdemos Parcialmente o contato com o mundo físico, até que possamos reencarnar, renascer num corpo novo, como o amanhecer de um novo dia. Assim cumprimos o ciclo natural da vida.


- Então a morte é uma passagem?


- Uma ponte, um simples brincar de esconde-esconde. Hora aqui, hora lá. Um trocar personagens, permutar cenários. O fechar um capítulo dos múltiplos capítulos de nossa evolução, um "virar a página", um seguir em frente... Na verdade, não existe morte, sim o desencarne, o deixar a carne. Assim como a cova é o berço da semente, o túmulo é o portal para um novo existir.


Os dois seguiram em silêncio, enquanto o crepúsculo recolhia os derradeiros raios de luz.



Subscreva aos destaques RSS de:
Powered by FeedBurner

Subscreva aos destaques RSS de:
Powered by FeedBurner

Compartilhe:

0 Comentários::

Postar um comentário

Obrigado por ler e comentar nosso texto. Esse espaço é feito para você. Volte sempre!

Antonio Pereira Apon.