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terça-feira, 25 de maio de 2010

Para não ver a coisa preta

Para não ver a coisa preta

Por: Antonio Pereira (Apon)

 

Uma "Patricinha genérica", tipo "made in camelot", chega em casa com um pacotinho feito de jornal:

- Oi geentê! Comprei lentes para deixar meus olhos lindamente verdes e uns óculos de estilo para tirar onda. Foi baratinho... Eu nem sabia que camelô vendia coisas tão boas.

Quando o projeto de dondoca ia enfiar uma das lentes no olho, a família gritou em coro: - Naaaaão!!!

- Você ficou maluca! Quer pegar uma infecção, ter uma úlcera de córnea?! Usar essa porcaria que nem se sabe de onde veio, é querer ver a coisa preta, ou seja. É pedir pra ficar cega e não ver mais zorra de nada. – Falou um de seus irmãos.

- Não se usa isso sem passar pelo oftalmologista e conhecer a procedência e qualidade do produto. – Complementou o avô.

 - Vocês são muito exagerados... Mas a lupa eu posso usar Né?

- Acho que aquela tintura loira pirata, amaconhou os seus neurônios. Esse treco pode ter imperfeições prejudiciais, além de fazer com que sua pupila se dilate, e como essa coisa não tem filtro UV, seu fundo de olho é bombardeado por esses raios nocivos e sua retina dança... Olha a coisa preta aí gente!!! – Sentenciou outro irmão.

- Ta bom, ta bom. Chega desse terrorismo. Não precisam mais cansar minha beleza e gostosura. Vou consultar um bom médico e procurar uma boa ótica.

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