A arte da vida. Apon HP


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Nossos escritos mais recentes:



quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Máximas (e mínimas) políticas



O bom humor nos ajuda a engolir os sapos e rir das tantas piadas prontas desse país. Só na sátira, no deboche para contrapor as desditas politiqueiras.

Antonio Pereira Apon.


Cavalo de Tróia.

Fidel Castro nos olhos dos cubanos é refresco.


Todo político é honesto. Até que a cueca, a meia, a pasta preta, o panetone... Prove o contrário.


Mensalão, caixa 2, maracutaia, recursos não contabilizados, superfaturamento, licitações fraudadas... São como chifres. Coisas que colocam em sua cabeça.


Político não rouba. Toma empréstimo a fundo perdido.


"Errar é humano". Acreditar em promessa

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Morre quem deixa de viver

 

O título desse texto pode parecer redundante e óbvio. Mas, não falo da morte propriamente dita, do desencarne, do inexorável fenecer do corpo. Trato aqui das mortes vividas no dia-a-dia e que transformam tanta gente em mortos-vivos, zumbis, insepultos penitentes, sentenciados por si mesmos:

 

Quem faz do ganhar dinheiro a sua razão de viver. Confunde ter e ser, acha que pode comprar tudo e todos, acredita que qualquer meio, serve de atalho justificável para seus fins.

 

Quem deixa o tempo esvair-se, contemplando o féretro das

domingo, 26 de setembro de 2010

Eleição é coisa séria



... recentes episódios das tragicomédias, urdidas por nossos politiqueiros e seus coadjuvantes, mostram que não existem santos nem demônios. Temos conduzido ao poder, lama do mesmo lodaçal. Até aqui, esquerda e direita vem se mostrando como os dois lados de uma mesma e podre moeda: o fisiologismo...

Antonio Pereira Apon.


Urna. Tela de encerramento do voto.

Grande parte de nossos políticos não são sérios. Mas, ainda que pareça paradoxal, eleição é coisa séria.


Transformaram a política nacional, num surreal "circo de horrores", que encontra numa frase de Cazuza, a sua mais explícita e fidedigna tradução: "Transformam o país inteiro num

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Desencontro

Quem eu quero

não me quer,

quem me quer

não quero eu.

Desencontros do destino,

desatinos do coração;

convergente inconvergência,

desconexas relações...

o que fazer

para equacionar

essa inequação,

a inexata "ciência" do amor?

Ignora a razão,

desdenha

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Pura poesia



... só o agora importa nessa hora em que a felicidade nos afaga a alma e o sonho...


Antonio Pereira Apon.


Pombo ao por do sol.


Tudo entre nós é perfeito,

se encaixa de modo singular.

Nossos corpos

como instrumentos

de uma orquestra

executam a sinfonia do amor.

Tudo é pura poesia:

como o sol tecendo o dia

e a lua

com prata linha

bordando o manto da noite.

Nossos olhos se abraçam,

os corações se enlaçam,

fazendo o tempo calar.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Um querer (com mp3)



...estás distante; o sonho adormece, entra em recesso a alegria, entontece o sentir. Letárgico o tempo tropeça nas horas...


Um querer (mp3)
Antonio Pereira Apon.


Luminária apagada. Entardecer.


Queria estar contigo agora

mas estás distante;

o sonho adormece,

entra em recesso a alegria,

entontece o sentir.

Letárgico

o tempo tropeça nas horas,

debruçada na janela

a vida suspira por ti,

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Distâncias

Existem distâncias

reais e imaginárias;

a distância física,

a do pensamento,

do sentimento;

distância distante

ou próxima;

distância que é lágrima,

distância que é sorriso,

que liberta,

que acorrenta;

distância de quem fica,

distância de quem

domingo, 19 de setembro de 2010

Esquina (Com mp3)



... a magia das estrelas... Todo brilho não tem brilho sem o brilho do seu olhar... Resta a lembrança, a saudade, que por pirraça faz-se parceira da solidão...


Esquina (mp3)
Antonio Pereira Apon.


Entardecer. Luminária apagada.


Dobrando uma esquina do tempo

ela se foi:

como sonho fugaz,

como sol que adormece

sob o mar,

mar que apaga suas pegadas;

o artifício das luzes

da cidade,

o lume dos faróis,

a ternura do luar,

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Defesas

Quando feridos

nos escudamos

em nós mesmos;

erguemos muralhas,

levantamos barreiras...

enxergamos algozes em todos.

Entrincheirados na solidão

tememos a dor,

que como um ser dantesco

nos assalta a alma,

ressuscitando fantasmas

como harpias infernais.

Cativos de nossas defesas,

sobrevivemos por trás

desse "front" emocional,

sepultos nesse temor

transmutamos  escudos

em algemas,

abortando na garganta

o que fala o coração;

calando natimortas

coisas que desaprendemos a dizer,

sonhos que deixamos de sonhar,

desejos que deixamos se perder.

Nos defendemos dos outros,

mas quem nos defende

de nós próprios?

de nossas defesas?..

vemos a vida passar

pelas gretas acanhadas,

dessa velha

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Procura-se (Com mp3)



... Órfãos dessa complexa simplicidade os homens trocam flores por fuzis, marchando para o abismo onde ter é mais que ser. Quantos Cristos serão ainda crucificados? Quantas Hiróshimas...


Procura-se (mp3)
Antonio Pereira Apon.


Galeria vazia. Composição de Antonio Pereira Apon.


Perdido
antes mesmo de ser encontrado;
não consta nos classificados de nenhum jornal,
nem nas páginas amarelas,
e muito menos entre os 10 mais do "hit parade".
Sua falta fica clara no noticiário policial:
o prostíbulo da politicagem
é o retrato da sua ausência.
Órfãos dessa complexa simplicidade
os homens trocam flores por fuzis,
marchando para o abismo
onde ter é mais que ser.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Inimigo oCulto

 

 

19 de maio. Dia internacional de divulgação das hepatitis.

 

Certamente, cada um de nós, gostaria de contar com mais que um abecedário de amigos e nenhum inimigo. Mas, um descuido, uma desinformação, um acaso, um acidente, um "sei lá o que"! que nem se percebeu. E o estrago está feito! ... Muitas vezes, levamos anos para descobrir aquele inimigo silencioso, aquele conspirador assintomático nos preparando o bote. Tem inimigo que pode ser mesmo de morte. Mas, quanto antes detectamos o problema, podemos com mais chances remediar os males e até mesmo, dissipar a virulência inimiga. Não podemos ter medo nem adiar nossas lutas, amanhã a dificuldade pode ser maior ou insolúvel a questão. Hoje é o melhor dia, agora é a hora!

 

Descubra se você tem um inimigo oculto. Faça o teste da hepatite C. Seus parentes, seus amigos e a sua vida agradecem. Informe-se, informe, não deixe esse inimigo se criar.

 

Assista ao vídeo, visite o Animando-c.

 

O relógio

Marca o tempo que passa

e o que tarda a passar;

idas e vindas,

encontros e desencontros;

a vida a marcar.

Marca o tempo de Deus

que o homem criou,

marca o tempo do homem

que de Deus desdenhou;

marca a paz e a guerra,

o aborto e o nascer.

Marca o tempo

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Palavras (Com mp3)



... são bem mais que palavras quando calam os daninhos ecos do passado compondo a ária de um novo tempo. Palavras...


Antonio Pereira Apon.


Livro aberto.


Palavras

são bem mais que palavras

quando falam do coração,

expressam sentimentos,

substanciam emoções;

tocam a alma

com a sutileza de uma melodia

e a poesia de um grande bem querer.

Palavras

são bem mais que palavras

quando aram

o terreno árido da vida

preparando o existir

para a floração

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Destino (Com mp3)



... como as folhas do outono voeja ao sabor do vento. Vento... hora é tempestade, hora brisa, calmaria ou furacão; vento destino que o homem julga...


Destino (mp3)
Antonio Pereira Apon.



Relógio. Composição de Antonio Pereira Apon.


Parafraseando o filósofo:

o destino tem razões

que a própria razão

diz desconhecer.

São encontros e desencontros

traçados nas linhas da vida,

nas idas e vindas,

no teatro louco do louco viver.

São chegadas e despedidas,

desamores e amores,

desejos que passam

e que ficam também.

É ele o regente das vidas

que com as rédeas do tempo

galopa o existir,

sábado, 4 de setembro de 2010

Rosa



... poesia daquele momento. Presença em silêncio que se revelou; num jeito sem jeito, perfeito instante imperfeito...


Antonio Pereira Apon.



Rosa vermelha.


Pensei ser Rosa

mas rosa não era;

não que a flor

seja mais ou menos bela...

com o nick de sonho

teclou mil perguntas

e às minhas silenciou.

Igualmente em silêncio

chegou como um verso;

incógnita

compondo a poesia daquele momento.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010