Solidão (Com mp3)



...o afeto perdido, o sonho esquecido, o que resta do que não restou; versa triste a triste...


Lua.


Ausência tão presente,

coração indigente,

vazio

que à alma vem encher.

Silêncio

na mudez da noite.

calada, a emoção

contempla o silente firmamento;

crepúsculo do sentir,

tempo que passou

sem levar o que deixou de passar.

Confinado, o amor

Já não quer nem querer,

solitário menestrel

já não versa o afeto perdido,

o sonho esquecido,

o que resta do que não restou;

versa triste

a triste solidão,

que lhe molha os olhos

abortando as palavras,

que natimortas

amargam a boca

que ela vem beijar.


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Foto do autor: Antonio Pereira (Apon).


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Comentários

  1. Quando outras emoções se estiolam no vaivém dos choques, a amizade perdura, companheira devotada dos homens que se estimam.

    Se a amizade fugisse da Terra, a vida espiritual dos seres se esfacelaria.

    Ela é meiga e paciente, vigilante e ativa.

    Discreta, apaga-se, para que brilhe aquele a quem se afeiçoa.

    Sustenta na fraqueza e liberta nos momentos de dor.

    A amizade é fácil de ser vitalizada.

    Cultivá-la, constitui um dever de todo aquele que pensa e aspira, porquanto, ninguém logra êxito, se avança com aridez na alma ou indiferente ao elevo da sua fluidez.
    Joanna de Ângelis

    Apon, passando prá te deixar o meu carinho.

    Paz e luz no seu caminhar, amado irmão.

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Antonio Pereira Apon.

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