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sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

A arte de reencarnar

 

A vida é feita de começo, meio e recomeço. Dos "reinos inferiores" aos altiplanos do infinito, as reencarnações transformam a essência do ser. Como em tudo na natureza: "nada se perde, nada se cria. Tudo se transforma". Pouco a pouco, o "homem velho" transmuta-se em "homem novo", o Tempo como um caprichoso artista, vai extraindo do denso monólito, a obra-prima da evolução. Dos rabiscos rupestres a mais avançada tecnologia, o traço das sucessivas encarnações, desenha a odisseia dos seres nas sendas do progresso, pigmentando

a retina da alma com a policromia das possibilidades humanas.

 

Multifacetado, o Espírito singular tem na pluralidade das existências a oportunidade de desconstruir o mal, construindo e/ou reconstruindo o bem. As garatujas do passado sedem à escrita do presente no versejar do futuro. A dissonância do ontem abre espaço para os acordes do hoje, prenunciando as harmonias do amanhã. Os passos trôpegos de outrora, reciclam-se no agora para compor a coreografia do porvir.

 

Entre dramas e comédias, sorrisos e lágrimas, venturas e desventuras, caminhos e descaminhos... Lições, cenas, capítulos, passagens da arte da vida, arte de reencarnar.

 

Licença Creative Commons Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original: Antonio Pereira (Apon) (Além do nome do autor, cite o link para o site http://www.aponarte.com.br). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.

Leia mais no Apon HP: Mensagens, poesias, artigos, crônicas, humor...

1 Comentários::

  1. Vejam que belo texto que nos convida a maiores reflexões:


    O CÉTICO E O LÚCIDO


    No ventre de uma mulher grávida estavam dois bebês. O primeiro pergunta ao outro:
    - Você acredita na vida após o nascimento?
    - Certamente. Algo tem de haver após o nascimento. Talvez estejamos aqui principalmente porque nós precisamos nos preparar para o que seremos mais tarde.
    - Bobagem, não há vida após o nascimento. Como verdadeiramente seria essa vida?
    - Eu não sei exatamente, mas certamente haverá mais luz do que aqui. Talvez caminhemos com nossos próprios pés e comeremos com a boca.
    - Isso é um absurdo! Caminhar é impossível. E comer com a boca? É totalmente ridículo! O cordão umbilical nos alimenta. Eu digo somente uma coisa:
    A vida após o nascimento está excluída - o cordão umbilical é muito curto.
    - Na verdade, certamente há algo. Talvez seja apenas um pouco diferente do que estamos habituados a ter aqui.
    - Mas ninguém nunca voltou de lá, depois do nascimento. O parto apenas encerra a vida. E afinal de contas, a vida é nada mais do que a angústia prolongada na escuridão.
    - Bem, eu não sei exatamente como será depois do nascimento, mas com certeza veremos a mamãe e ela cuidará de nós.
    - Mamãe? Você acredita na mamãe? E onde ela supostamente está?
    - Onde? Em tudo à nossa volta! Nela e através dela nós vivemos. Sem ela tudo isso não existiria.
    - Eu não acredito! Eu nunca vi nenhuma mamãe, por isso é claro que não existe nenhuma.
    - Bem, mas às vezes quando estamos em silêncio, você pode ouvi-la cantando, ou sente como ela afaga nosso mundo. Saiba, eu penso que só então a vida real nos espera e agora apenas estamos nos preparando para ela...
    (AD)


    A pessoa que escreveu este texto foi muito iluminada pelo Criador.
    A forma utilizada para esclarecer uma dúvida que atormenta a maioria da humanidade é muito criativa.
    Como achar que não exista vida após o nascimento? Esta questão é a mesma de não acreditar em vida após a morte!
    Tudo depende de um ponto de referência. Usar o óbvio para explicar o duvidoso.
    Aliás... "O que é vida e o que é morte?"




    Amo aqueles que não procuram atrás das estrelas uma razão para sucumbir e serem sacrificados: mas que se sacrificam à terra, para que a terra um dia se torne do além-do-homem.

    F. Nietzsche

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