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segunda-feira, 15 de março de 2010

O estagiário

Condenar os pequenos erros(?) alheios é muito fácil. Consertar nossas grandes faltas...


Por: Antonio Pereira (Apon)

 

Após longos séculos de trabalho na portaria celeste, S. Pedro, resolveu tirar umas férias. Assim, foi colocado um estagiário para aprender o serviço antes que fosse liberado o efetivo descanso do honorável porteiro.

O tal aprendiz logo começou a se achar o último acarajé do tabuleiro. Substituiu o "protocolo celestial", e as instruções do titular, por suas convicções e preferências pessoais. Barrou um por ser gay, outro por ser ateu, aquele por ser de um partido de oposição, aqueloutro era de outra religião, Fulano era adúltero, Cicrano era corrupto, Beltrano era falso... Não importava o mérito nem as obras do sujeito, o foco era o que o substituto considerava certo ou errado.

S. Pedro que monitorava tudo, chamou o dito cujo em seu escritório:

- Meu filho, tenho notado sua austeridade na triagem de quem vai entrar no céu.

- É S. Pedro. Comigo é assim, tolerância zero! Escreveu, não leu, é analfabeto!

- Pois bem, tenho aqui um caso que quero sua opinião. Um cidadão que foi assessor político no Brasil e se envolveu em todo tipo de maracutáia, usou a religião para explorar os mais pobres, era extremamente preconceituoso e hipócrita. Batia na mulher, fornicava com as muitas amantes, abandonou os filhos...

- Esse não tem nem que analisar. Vai pro inferno!

- Mas apesar disso tudo, acreditamos que ele tem alguma chance de se reabilitar e tem muitos amigos dispostos a ajudá-lo. Seus pais foram grandes beneméritos, pessoas merecedoras de toda reverência por sua caridade, altruísmo e correção...

- Mas, como diz o ditado: "pau que nasce torto, morre torto". O lugar dele é lá com o Capeta.

- Então pegue suas coisas e desça. Esse de quem falei, é você.

Foi quando o despertador tocou e o cidadão acordou de seu pesadelo.




Leia mais no Apon HP.




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Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original: Antonio Pereira (Apon) (Além do nome do autor, cite o link para o site http://www.aponarte.com.br). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.

domingo, 7 de março de 2010

Seu ladrão, devolva o meu chip

Olha meu chip aí gente!.


Seu ladrão, devolva o meu chip

Por: Antonio Pereira (Apon)

 

Temos andado tão apegados às coisas, que em momentos extremos, terminamos por protagonizar episódios no mínimo surreais. Pode até parecer piada ou coisa de ficção, mas foram fatos reais.

Duas senhoras tiveram roubados seus respectivos celulares. Uma em via pública e a outra na loja onde trabalha. Ao perceberem o larápio fugindo com seus queridos aparelhos, ambas tiveram a mesma reação, gritaram algo semelhante a isso:

- Seu ladrão, seu ladrão... Devolva o meu chip.

Gente. Precisamos lembrar que nossa vida é muito mais importante do que um mísero chip ou qualquer outra coisa material. Nossa integridade é nosso bem mais precioso. Insubstituível é o nosso existir, o resto...


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sexta-feira, 5 de março de 2010

Paz







 

Mãos dispostas ao encontro, constroem a paz.


Paz

Por: Antonio Pereira )Apon)




A paz no mundo,

Começa na paz de cada coração,

Que se desarma e liberta a mão,

Ao encontro de outra mão.




Paz não é coisa de tratado.

É amor, é mais cuidado,

Com quem nos partilha esse chão.




Paz é sorrir de criança a brincar,

É a realidade podendo sonhar,

É sonho pra vida viver.




São pontes, no lugar de muralhas,

Diálogos calando batalhas,
,
mais alegria, menos sofrer.




É gente acima da grana,

Política bacana,

Pro bem vencer.




Paz é raça humana,

Nem brancos, nem pretos,

Igualdade que irmana,

Menos ditos e mais feitos.




Paz é verdade calando a mentira,

Esperança que inspira,

O melhor do nosso melhor.




A paz é feita de encontros,

Do suplantar desencontros,

Diferenças transcender.




Paz é tudo isso e mais um pouco,

Quem não a quer é louco,

Ou se fez enlouquecer.




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quinta-feira, 4 de março de 2010

Vã viagem







 

Não beba seu destino.Viva a vida.


Vã viagem

Por: Antonio Pereira )Apon)




Infeliz,

Quem precisa de álcool,

Para se sentir feliz.

Triste alegria:

Beber o tempo,

Embriagar a vida,

Afogar seus vazios

Em goles de vazia ilusão.

Na propaganda,

os “mantras” da lícita droga,

que distorcem a realidade,

maquiam os sonhos,

fantasiam as emoções.

Mas,

Para quem sobrevive

A um estúpido acidente,

uma fútil briga...

Como águas de março,

Chega a ressaca,

Fechando o etílico verão.

Faz-se inverno na alma,

Outono no coração.

Amarga na boca,

A amarga fuga de si,

inútil deserção,

vã viagem,

passagem do nada a lugar algum.




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terça-feira, 2 de março de 2010

Antonio Pereira (APON). Quem é.








O autor:


Aqui, você fica sabendo um pouco mais sobre o autor do site.




Antonio Pereira (Apon)



O autor




Antonio Pereira (Apon), professor, escritor e artista plástico, graduado pela Escola de Belas Artes (UFBa).



Lecionei artes, desenho e composição gráfica nas escolas: Emmanuel Kant, Moderna Jean Piaget, Celina Pinho, Tereza Conceição Menezes e no Colégio Estadual Duque de Caxias, chegando à direção deste último, que foi também, meu “berço artístico”, onde escrevi meus primeiros versos e com o apoio da professora Silverina Garrido, tive publicado o livro: Espaços vazios (1983). A saudosa e muito querida, professora Neyde Aquino, foi minha grande incentivadora e quem me presenteou com uma visão de arte plural e multifacetada; sem esquecer,os professores: José Abade, Ana Angélica Fonseca, Railda Barbosa, Lígia Amado e tantos outros, que fizeram um “Duque” de qualidade.



Poeta amador, participei do CEPA – Círculo de Estudo Pensamento e Ação, onde integrei a coletânea “Transpoema”, depois, publiquei de forma independente e “despatrocinada” os livros: Essência, Eu poético, versos para... (com CD interpretado por mim) e o CD Palavras mais que palavras (todos com edição limitada, entre 50 a 100 exemplares). Tenho ainda diversos textos infantis inéditos. Estou com material pronto para outras publicações, mas, como boa parte dos escritores desse país, Não tenho editor..



Nascido em 29 de abril de 1964 em Salvador, aos 17 anos, perdi a visão do olho direito por conta de um descolamento de retina. Em janeiro de 2005, meu outro olho também foi acometido pelo mesmo problema. Com a retina operada e aguardando o resultado de um transplante de córnea, uso o computador, com um software leitor de tela, para vencer as limitações e seguir criando, dando vida à arte, à poesia que emprestam asas à minha alma.



Esse site é uma síntese do que fiz, do que faço e do que farei. A vida é um convite à superação e renovação constantes, temos que utilizar o instrumental disponível, para construirmos o nosso melhor, viver é fazer, é reescrever o destino, recriar os caminhos, acreditar em si e em Deus, andar na contra-mão do medo e da dúvida, é sonhar, ter esperança, fé e muita, mas muita vontade e certeza de vencer.


Nossa Galeria


Meus olhos, já não podem “tocar” as formas nem mergulhar nas cores. Mas aqui, está um pouco do meu trabalho, que trago gravado na retina da alma, na tela das lembranças.







quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

O silêncio ratifica

"O que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons". (Martin Luther King)

A citação acima me fez pensar na bandalheira que prolifera na política, sobretudo quando coligações espúrias, derrubam as máscaras e explicitam o real caráter (ou a falta dele) dos candidatos, que não tem absolutamente nenhum compromisso com a coerência nem a verdade.
Ideologia tornou-se coisa dos ingênuos que insistem em não perceber que, “esquerda e direita, virou estercou do mesmo pasto”.
Mas o mais grave, é que o eleitor, assiste calado a tanta falta de vergonha e vota nos responsáveis pelas tragédias da nossa gente. Pior que esses estelionatários da cidadania, é o silêncio que ratifica a corrupção e a canalhice deles.