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sexta-feira, 2 de abril de 2010
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Até algum dia!
Até algum dia!
Por: Antonio Pereira (Apon)
Hoje nos despedimos de um espírita de verdade, desses que colocam o ser humano acima das teorias e o amor ao próximo à frente das retóricas. Ele nos deixa num 1º de abril, talvez para nos dizer que a morte é uma grande mentira, uma farsa, simples brincar de esconde-esconde.
Deixou a "gaiola corpórea" e alçou seu vôo rumo a amplidão. Foi buscar outras flores unidas, nascidas em um novo arrebol, uma nova aurora da vida que os anos não traziam mais.
Nossas lágrimas, não são gotas de tristeza, são pingos de saudade, de quem na humana condição, assiste um ser querido, nos anteceder nessa grande viagem, no retorno à verdadeira vida.
Ficam as lembranças, os exemplos e o grande lamento que nos envolve nessa hora, o lamento de não nos termos permitido dizer-lhe quanto era importante, o quanto de espaço ocupava em nossos corações, o quanto valeram aqueles domingos de estudo e poesia com bolo de cenoura, as terças de evangelho, nossas reuniões de psicografia... ... ...
Mas é chegada a hora, não de dizer adeus! Mas até logo, até algum dia! Segue em frente seu Milton, voa alto seu Miltinho. Que o Cristo e toda a espiritualidade superior te acolham num abraço luminoso, como bem merecem as grandes almas, que aqui na terra, fizeram da simplicidade, a grande superioridade e sabedoria.
terça-feira, 30 de março de 2010
1º de abril

Esse é o resumo de "fatos" que só podem acontecer em um 1º de abril:
Mudanças nos benefícios:
A partir desse mês, todos os cartões de benefícios daprevidência e do bolsa família, serão substituídos por cartões
segunda-feira, 22 de março de 2010
Espiritismo em nós

Espiritismo em nós
Por: Antonio Pereira (Apon)
Que espíritas estamos nos tornando? Essa indagação me veio à mente, diante de uma inesperada e despropositada resposta de um dirigente espírita. Acredito que estamos perdendo a conexão entre a teoria e a prática. Programamos nosso cérebro para amontoar ensinamentos, condicionamos o coração para ignorar o que foge dos formalismos e estereótipos.
Se o nosso grande modelo, é de fato o Cristo, precisamos não esquecer que sua exemplificação não foi retórica. Jesus corporificou aquilo que pregava, levando o amor e o respeito ao próximo, muito além de fugazes e efêmeras palavras.
O "amai-vos e instruí-vos" trazido pelo espiritismo, não pode e não deve ser utilizado como um simples chavão para adornar preleções baldas de consistência.
O que somos, revelamos em nossas ações. Nossas palavras, dão recado daquilo que queremos mostrar. Nossos atos (muitas vezes por descuido), denunciam o que desejamos esconder.
Espiritismo contemplativo e burocrático, não é espiritismo. A doutrina nos faz ativos e úteis, mais próximos do nosso próximo.
Perdemos tanto tempo em falações inúteis, desperdiçamos energias em argumentações tolas. E quando precisamos revelar o quanto verdadeiramente temos de espiritismo em nós...
Beberemos grana

Beberemos grana...
Por: Antonio Pereira (Apon)
Bem que podia,
Ser da vida sinônimo.
Sangue que corre,
Nas veias da terra e do homem.
Riqueza sem preço,
Que o humano desapreço,
Segue a poluir.
Futuro que se esvai,
No insustentável progresso.
Retrocesso na razão,
Condenando já o hoje,
Abortando o amanhã.
Desce ralo abaixo em desperdício,
Dando fim ao que nem teve início,
Esgotando o por vir.
Semeando sede,
Colheremos guerras.
Num planeta quente,
Beberemos grana,
E já sem refresco,
Restaremos almas,
Sombras errantes sob o orbe infécto.
Ou mudar agora,
Ou chorar já tarde.
Descuidar a água,
É ficar doente.
Adoece a terra,
Adoece a gente,
E doente a vida,
Faz-nos indigentes.

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original: Antonio Pereira (Apon) (Além do nome do autor, cite o link para o site http://www.aponarte.com.br). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.
sexta-feira, 19 de março de 2010
Escola e alforria

Escola e alforria
Por: Antonio Pereira (Apon)
Precisamos de escola,
Mas escola de verdade!
Onde não se finja ensinar,
Nem dissimule-se o aprender.
Sem pacotes de improviso,
Invenções, malabarismos...
Nem projetos mirabolantes,
Para o destino da verba explicar.
Precisamos de escola,
Onde o profissional da educação,
Não seja um "sacerdote",
Mas jamais esqueça de ser professor.
Onde o ensino seja realidade,
E a metodologia da qualidade,
Ensine o aluno a aprender.
Sem estelionato didático,
nem devaneios pedagógicos.
A escola e seu contexto,
Contextualizando o saber,
Saber sem fronteiras, sem barreiras,
Conhecimento a transcender.
Se o "sistema" é perverso,
A escola Não deve jogar o seu jogo,
O deseducar o povo,
Para sempre mal votar.
A escola e seu possível,
Semeando vontade, aspiração,
Sem instrução morre a liberdade,
Educar, é alforriar a nação.

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quarta-feira, 17 de março de 2010
Uma espiadinha na realidade

Uma espiadinha na realidade
Por: Antonio Pereira (Apon)
Vou começar falando do BiG Brother, apenas pegando um gancho para o "BBB" que de fato quero aqui abordar.
Mais uma edição do "reality show" global, ressurgem as velhas e requentadas críticas, dessa vez, "temperadas" por uma certa dose de homofobia e preconceito. Como se a opção sexual de alguns "confinados", pudesse por si só, servir como balizador de qualidade. Se o programa chega a sua 10ª edição, é por ter tido audiência, e tem audiência, justamente por explorar uma "patologia" do comportamento humano. O gosto por patrulhar a vida alheia. Pena que esse patrulhamento seja algo fútil, frívolo... Não focando nas coisas sérias e necessárias.
Enquanto damos demasiada importância aos artifícios televisivos, a cidadania segue "emparedada", com gente sendo sumária e literalmente "eliminada" nos "paredões" dos (des)serviços públicos: saúde, segurança, educação...
Enquanto o povo vive de "pão e circo", remexendo os glúteos, ao som de música vagabunda, os políticos fazem seu jogo sujo, "combinando votos" contra o interesse público. E sem "anjo" que "imunize" quem não tem grana, quem não tem direito nem a um mísero "puxadinho", faz sua "prova da comida" nos lixos e lixões.
A urna é o nosso "confessionário", onde podemos e devemos "emparedar" os "emparedadores" que até aqui temos eleito para representar interesses outros. Precisamos "tirar da casa" uns 90% dos que jogam contra o povo brasileiro.
Não iremos ganhar um milhão e meio, mas vamos começar a desmontar o prostíbulo político, verdadeiramente mais imoral e danoso que qualquer fio dental, seios e edredons mostrados na telinha.
Que importa a opção sexual dos participantes de um programa de televisão? precisamos é atentar para a opção ideológica da politicalha (se é que eles ainda sabem o que é isso). E libertarmo-nos do falso moralismo hipócrita, que nos tem feito meros espectadores do show da realidade, partícipes do outro "BBB" que citei no início
Que "BBB"?.
o Big Babacas Brasil!

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segunda-feira, 15 de março de 2010
O estagiário

Por: Antonio Pereira (Apon)
Após longos séculos de trabalho na portaria celeste, S. Pedro, resolveu tirar umas férias. Assim, foi colocado um estagiário para aprender o serviço antes que fosse liberado o efetivo descanso do honorável porteiro.
O tal aprendiz logo começou a se achar o último acarajé do tabuleiro. Substituiu o "protocolo celestial", e as instruções do titular, por suas convicções e preferências pessoais. Barrou um por ser gay, outro por ser ateu, aquele por ser de um partido de oposição, aqueloutro era de outra religião, Fulano era adúltero, Cicrano era corrupto, Beltrano era falso... Não importava o mérito nem as obras do sujeito, o foco era o que o substituto considerava certo ou errado.
S. Pedro que monitorava tudo, chamou o dito cujo em seu escritório:
- Meu filho, tenho notado sua austeridade na triagem de quem vai entrar no céu.
- É S. Pedro. Comigo é assim, tolerância zero! Escreveu, não leu, é analfabeto!
- Pois bem, tenho aqui um caso que quero sua opinião. Um cidadão que foi assessor político no Brasil e se envolveu em todo tipo de maracutáia, usou a religião para explorar os mais pobres, era extremamente preconceituoso e hipócrita. Batia na mulher, fornicava com as muitas amantes, abandonou os filhos...
- Esse não tem nem que analisar. Vai pro inferno!
- Mas apesar disso tudo, acreditamos que ele tem alguma chance de se reabilitar e tem muitos amigos dispostos a ajudá-lo. Seus pais foram grandes beneméritos, pessoas merecedoras de toda reverência por sua caridade, altruísmo e correção...
- Mas, como diz o ditado: "pau que nasce torto, morre torto". O lugar dele é lá com o Capeta.
- Então pegue suas coisas e desça. Esse de quem falei, é você.
Foi quando o despertador tocou e o cidadão acordou de seu pesadelo.

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domingo, 7 de março de 2010
Seu ladrão, devolva o meu chip

Seu ladrão, devolva o meu chip
Por: Antonio Pereira (Apon)
Temos andado tão apegados às coisas, que em momentos extremos, terminamos por protagonizar episódios no mínimo surreais. Pode até parecer piada ou coisa de ficção, mas foram fatos reais.
Duas senhoras tiveram roubados seus respectivos celulares. Uma em via pública e a outra na loja onde trabalha. Ao perceberem o larápio fugindo com seus queridos aparelhos, ambas tiveram a mesma reação, gritaram algo semelhante a isso:
- Seu ladrão, seu ladrão... Devolva o meu chip.
Gente. Precisamos lembrar que nossa vida é muito mais importante do que um mísero chip ou qualquer outra coisa material. Nossa integridade é nosso bem mais precioso. Insubstituível é o nosso existir, o resto...

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sexta-feira, 5 de março de 2010
Paz
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Paz
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quinta-feira, 4 de março de 2010
Vã viagem
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Vã viagem
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