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domingo, 3 de abril de 2011

Sede de poesia





... Uns mercam a "salvação", Outros danação A vender... Dementes fundamentalistas, anacrônicos neonazistas, esquizofrênicos racistas, moralistas pedófilos, enrustidos homofóbicos... Abundante farsa, epidêmica hipocrisia! Tenho sede, tenho sede de poesia! ...


Antonio Pereira Apon.



Desencontros do mundo moderno,  bandeira americana como fundo. - Composição de antonio Pereira Apon.


Cotidiano. Calada a melodia,

rotina a sonhos devorar.

Um suicida fuma crack na esquina,

na esquina a violência a espreitar.


Tanto carro e pouca rua,

Mal cuidada a metrópole.

A incompetência posta nua.

Governante ou zelador de necrópole?


Ensino que (des) ensina,

mobilidade um aleijão.

À saúde cabe a chacina,

Padece a população.


Tenho sede,

tenho sede de poesia!


Os flatos do progresso(?)

nos sufocam nos efeitos dessa estufa.

Dos hidrocarbonetos à energia nuclear,

vão sujando nossa casa, poluindo nosso lar.


Terra Mãe tão maltratada...

Seus mares, seus rios...

Suas veias a sangrar!


Tenho sede,

tenho sede de poesia!


Uns mercam a "salvação",

Outros danação A vender...


Dementes fundamentalistas,

anacrônicos neonazistas,

esquizofrênicos racistas,

moralistas pedófilos,

enrustidos homofóbicos...

Abundante farsa,

epidêmica hipocrisia!


Tenho sede,

tenho sede de poesia!


Babel de grana e interesses,

globalizada insensatez.

Fukushima nos ensombra,

Hiroshima faz lembrar.

Chernobyl em triste sombra,

persiste o átomo em assombrar.


Bélica apolítica do capital,

Tem nas guerras seu lucro.

Comunidade internacional.

Caiado sepulcro


Do Médio Oriente o terror,

Triste horror do ocidente.

O Império conquistador,

Pôs em risco toda gente..


Tenho sede,

tenho sede de poesia!



(Postado aqui em 03 de abril de 2011).


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Antonio Pereira Apon.