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Mostrando postagens de Setembro, 2011

Existe vida após a internet?

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... a "guerra dos browsers" ganhava as ruas: os amantes do Firefox atacavam os adoradores do IE, que perseguiam os devotos do Chrome... Era rede social contra rede social...
Antonio Pereira Apon.

21 de dezembro de 2012. Como de costume, João estava lá em frente ao seu computador:
Tuita daqui, dihitta dali, bloga acolá, curte no Facebook... Em toda parte, só se fala no chabú do apocalipse, o mundo não acabou! Deu tilt nas previsões maias, pifou o armagedom. Repentinamente, um apagão! A princípio se pensou que fosse um desses tão comuns no Brasil, ao qual o eufemismo governamental prefere apelidar de "interrupção temporária". Mas quando a luz voltou, a realidade era sinistra: blackout global! E a internet? Parou, morreu, escafedeu-se!!!

Lhe caía tão bem...

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... Teu corpo foi aquela roupa bacana, que lhe caía tão bem. Mas agora já não lhe veste mais. Você pode jogá-la fora ou ajudar outros a continuarem bem vestidos. O apego é egoísta, o medo é ignorante, a dúvida é vã... Informe-se, converse, pense...Antonio Pereira Apon.

Deixa que teu coração se emocione,  no peito insone, que sua doação salvou Deixa teus pulmões se encherem do ar, de quem Eleva ao infinito, uma prece de gratidão... Deixa que o brilho dos teus olhos, rebrilhem em outros olhos, no redescobrir da luz. Deixa que por teu fígado, rins... outro sangue reencontre o fluxo saudável da vida.

Trem do tempo. Estação da ilusão

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... Acordar?! Só quando o trem for chegando lá no túnel que vai dar para além do infinito...
Antonio Pereira Apon.

Quando tardamos distraídos na estação da espera. O trem do tempo passa e a gente nem vê. O existir segue sem detença, e o tempo esse expresso sem ré. Não se demora, não tolera nem transige. O tempo tem seu tempo. A vida não atrasa ou adianta. Vive!
Mas tem gente que insiste, persiste em indefinida espera. Estagnados no ontem, quando o hoje já vislumbra o amanhã. Aguardam a hora passada, almejam um dia ido. Estacionam em antigas primaveras, quando, findo o outono, o calendário já há muito invernou.

Língua afiada

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...é coisa de marginal!!! Deve ser filho de alguma quenga safada, que fica correndo atrás de homem e não educa esse maconheiro herege...

D. Rosa era a beata das beatas, quase que morava na igreja e acumulava com a carolice, o oficio de fiel patrulheira da vida alheia. Sabia da vida de Deus, o mundo e mais alguém. Quem batia na mulher, quem traía o marido, a filha de quem tinha embuchado, o filho de quem se drogava, quem era gay enrustido... Ela sabia e falava de tudo e de todos. Como toda boa fofoqueira, não perdia a oportunidade de falar mal. Durante as missas, era nenhum olho no padre e os dois rastreando o decote devasso de uma, a saia curta da outra, a gola puída daquele, a calça rota de fulano, a roupa repetida de sicrana, o filho mal educado de beltrana...

Passional. Motivo para matar?

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Cornélio era segurança de um proeminente político. Naquela noite, deveria estar fora do Estado. Mas seu Chefe precisou antecipar o retorno, para tentar abafar um desses escândalos tão corriqueiros na politicagem nacional.O rapaz resolveu fazer uma surpresa para sua esposa. Passou na floricultura e comprou um buquê de belas rosas vermelhas, na delicatessen pegou um bom champanhe. Ao entrar em casa, ouviu uma música sensual que vinha do quarto do casal. Aproximando-se, começou a escutar sussurros, risos e gemidos. Lívido, estancou no meio do caminho. Deixou as flores caírem, colocou a garrafa sobre um móvel e após alguns instantes. Sacou a pistola da cintura, destravou a arma e lentamente dirigiu-se à porta da alcova com o dedo no gatilho.

Pontes ou muralhas. O que construir?

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Pontes aproximam, ligam, unem, libertam... Muralhas escondem, cercam, prendem, limitam...O existir nos oferta vastas opções de "materiais" para edificarmos pontes ou erguermos muralhas. O nosso projeto de vida, o traçado que damos a nosso viver. É que determinam a arquitetura de nossas "construções".

Uma questão de palavras

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... Palavras nobres, ratificam, nobilitam, avalizam... Palavras preconceituosas, apequenam, manietam, abatem...
Antonio Pereira Apon.

Palavras não ditas,sufocam, engasgam, espinham...Palavras mal ditas,machucam, deprimem, constrangem...Palavras bem ditas,estimulam, alegram, acariciam...Palavras ofertadas,iluminam, enlevam, semeiam...Palavras atiradas,estilhaçam, ofendem, desiludem...Palavras poéticas,inspiram, encantam, seduzem...

A piração da bicharada

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... Decepcionada, a mãe natureza castiga os seus filhos; não por vingança, não por maldade, nem por querer. Mas seus filhos precisavam de uma lição, de umas palmadas da vida para aprenderem a viver juntos. - Já que vocês não se unem, não buscam o entendimento...
Antonio Pereira Apon.

Um texto para crianças de 5 a 105 anos! Um dos sete contos do nosso livro: Coleção Graziela.
Assista a animação experimental:

Havia uma floresta muito verde e bela, onde nasciam os frutos mais saborosos, as flores mais singelas. Lá, a brisa sempre fresca, brincava com as águas cristalinas do rio, e os animais corriam em paz pelos campos.
Tudo era harmonia e tranquilidade, até que um dia, o rei leão, resolveu ser astro de cinema:
- Estou cheio de ser o rei dessa floresta, aqui é tudo muito parado, não acontece nada de novo, eu quero ser famoso, sair nos jornais, ser capa de revista, falar na TV...
Assim, o nosso amigo, rei leão, fez as malas, colocou seus óculos escuros e partiu, deixando vago o trono real.

New York

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11 de setembro de 2001:
insana sanha
assanha
a obscura face humana;
“gafanhotos de fogo”
voam entre
as “montanhas de vidro”.
Jaz a razão
ante o ódio

Amor urbanoide

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... plugada, eletrificada... O mundo emoldurado na telinha. Tudo perto, sem demora. Sem silêncio muito, sem comodidade pouca...

Gosto de naturezaCheiro de mar, perfume de flor...Cantar de passarinho, todo encanto ribeirinho...Mas sou bicho urbano!Faz-me falta a rua e seus burburinhos,os rumores vizinhos.Minha "toca" conectada em banda-larga,

Você pode. Uma questão de escolha (ou não)

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... Você pode reclamar, lamentar, se maldizer. Ou buscar e construir soluções para seus problemas. Você pode fantasiar, cultivar quimeras, comprazer-se na mitomania. Ou, construir pontes entre seus sonhos e a realidade...
Antonio Pereira Apon.

Você pode ser preconceituoso, orgulhoso e intransigente. Ou, aceitar que o universo não gravita em torno do seu umbigo e que existe (a despeito do seu ego), uma multiplicidade infinita de pensares, sentires e fazeres.
Você pode assumir uma postura fanática e contemplativa, aguardando que milagres caiam do céu. Ou, converter-se num instrumento dos reais prodígios da fé verdadeira e ativa.
Você pode se drogar, encher a cara de birita, entupir-se de cigarro, cheirar, tornar-se um peso para sua família e a sociedade. Ou, ter personalidade, encarar tudo e todos sem muletas químicas, sem os artifícios da ilusão.
Você pode ser invejoso e ressentido. Ou, parar de perder tempo patrulhando a vida alheia, e construir seus próprios sucessos e vitórias.

Primavera na alma, setembro nos corações

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... Espalhar estrelas para calar a escuridão, fazer dos versos arautos da esperança, multiplicar sorrisos de criança. Florejar as mentes, florescer mais gente...Antonio Pereira Apon.

Aprender com as flores, com as cores...Semear na alma primaveras,para colher setembros,mesmo em momentos invernais.Fazer florir o amor,e a flor da paz brotar.Perfumar a vida,perfumando os corações.