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Mostrando postagens de Maio, 2012

Construir castelos, sair da areia

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... mal rabiscado croqui. Não evolui para um projeto de verdade, quiçá uma realização. Contemplam , admiram, invejam os castelos alheios. Mas não se dignam a avançar além da areia, do terreno movediço da acomodação...

Castelos devem ser edificações seguras, firmes. Precisam proteger de possíveis ataques, prováveis embates. É bom que sejam confortáveis e acolhedores. Necessário que combinem fortaleza e lar.
Mas há quem construa castelos de areia e neles tente morar. Confundem sonho com fantasia, depois, quando desmoronam as ilusões. Debatem-se, soterrados sob os restos do que não restou. Deprimem-se, exasperam-se amargurados pelas desditas, ébrias de desilusões.

Destino. Uma obra inacabada

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Algumas pessoas pensam o destino, como algo pronto e acabado, uma inapelável sentença, inexorável determinismo, "prato feito", inalterável roteiro a seguir. O destino é uma obra em aberto! A incógnita nossa de cada dia, a resultante de nossas interações. O destino não cabe numa ciência exata, tem a inexata condição humana. É a sinopse da novela que estamos a escrever (e reescrever), o folhetim do nosso existir.

Desiderato

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... o acaso garatujas escrever. Assuma agora do teu desiderato a autoria, não terceirize teu existir...
Antonio Pereira Apon.

A vida é o que fazemos ser,
hora bonança, hora temporal ,
intercalar de noite e amanhecer.
Como em ondas
vem o bem e o mal,
na alternância do aprender viver.
Parte do destino está escrita,
outra está por escrever (ou reescrever).
Nossa caneta é o livre arbítrio...
Comemorar? Ou arrepender?
Qual tua escolha?
Qual tua opção?
Não culpe aos outros,
não culpe a Deus,
se permitiste a vida escolher por ti,

O ponto

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... Arquitetônico, físico, comportamental, sexual, geométrico, filosófico... O ponto de vista, o de encontro, o ponto certo, ponto de interesse, de discórdia, concordância. Tem gente que "dorme no...Antonio Pereira Apon.

Pequenino no tamanho, mas nem por isso, pequeno na importância. É o "maestro" da leitura, rege o ritmo, o tempo, a "arte" da pontuação. Vem em trio nas reticências, para dizer que que o que ali termina não acabou. A vírgula faz uma pausa curta. Seguimento ou continuação traz uma pausa maior. Mas, quando não é tanto nem tão pouco, o ponto sobe na vírgula para um meio termo criar. Dois pontos anunciam que aí vem coisa! Já o parágrafo finda um bloco prenunciando outro que vai chegar.

Mãe, flor de vida

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...Flor de Deus, nos jardins da vida, vida em flor, nos jardins do amor...

Vida,que floresce e frutifica,Dando vida a outras vidas,Multiplicando o existir.

Perfume de Mãe

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Um aroma de vida, perfumando o existir com a floral fragrância do maternal amor. Bálsamo Divino feito mulher, mãe.

Mãe é todo apreço,Amor sem preçoque faz a vida florir.Luzir de um sorriso,Quintessência do sentir