sábado, 1 de outubro de 2016

A pedra. Para o distraído nela não mais tropeçar (Com mp3)

Antonio Pereira Apon


Nem Renato Russo, Chaplin, Fernando Pessoa e muito menos os plagiadores. Essa “pedra” é de Antonio Pereira (Apon). O resto é plágio. Confusão? “Achado não é roubado”? “Domínio público”? A lei mostra a diferença.


A pedra (mp3)
Antonio Pereira Apon.


Poema A pedra, de Antonio Pereira Apon.


Esse meu poema: A pedra (1999). Circulava como de autor desconhecido ou com o nome de plagiadores. Agora aparece como de Chaplin, Renato Russo, Fernando Pessoa, sem citar a autoria...

O real autor é Antonio Pereira (Apon). Todos os esclarecimentos em:

http://www.aponarte.com.br/2007/08/pedra.html Ou no "Recanto das letras".


Na internet, há quem queira (convenientemente) confundir o velho ditado: “Achado não é roubado” com “domínio público”. Outro dia, ao questionar a postagem de uma das formas plagiadas do meu poema (A pedra) no Facebook, recebi como resposta o (no mínimo) equivocado desargumento:


" O poema postado circula há muitos e muitos anos na internet, da forma como citou, ou seja, com várias denominações de autoria. Infelizmente não posso redeterminar a autoria do mesmo como sendo sua, ainda que você possuo registro do texto por você supracitado, tal qual não equivale ao por nós postado, uma vez que o referente texto, constante na publicação, não confere com o por si escrito e logo não posso dedicar a autoria do mesmo a você. Não obstante, vale lembrar que, conforme o artigo 14 da lei em questão, "Art. 14. É titular de direitos de autor quem adapta, traduz, arranja ou orquestra obra caída no domínio público (...) " , o texto por nós postado seria de autoria diversa e não ilegal, vez que consta de adaptação de obra de domínio publico, qual seja, o poema A Pedra, de Carlos Drummond de Andrade"

Cabe esclarecer:


1 - Uma obra, por estar publicada na internet (independente do tempo), não autoriza a ninguém apropriar-se da autoria nem modifica-la ou adapta-la sem a expressa aquiescência do detentor do direito autoral. Vide lei 9610 Capítulo III Dos Direitos Patrimoniais do Autor e de sua Duração Art. 33.

2 - É direito do autor (a qualquer tempo), exigir a inclusão dos devidos créditos, e fidelidade ao formato original da sua obra, bem como, determinar a exclusão do conteúdo que não esteja em conformidade com seus critérios para reprodução (ou não). Vide lei 9610 Capítulo II Dos Direitos Morais do Autor Art. 24.

3 - Uma obra só cai em domínio público após 70 anos da morte do seu autor, respeitando-se ainda o possível direito de terceiros. Vide lei 9610 Capítulo III Dos Direitos Patrimoniais do Autor e de sua Duração Art. 41.

4 - Qualquer obra protegida por direito autoral, que é modificada, adaptada e/ou reproduzida sem o consentimento do autor é ilegal, portanto, implica em crime. Vide lei 9610 Capítulo III Dos Direitos Patrimoniais do Autor e de sua Duração Art. 29.

5 - Meu poema (A pedra) não é uma adaptação da famosa poesia de Drummond. O título homônimo, trata-se de uma homenagem ao magistral poeta pelo uso dado a “sua pedra”. Também não autorizei (nem autorizo) qualquer modificação ou adaptação, conforme consta na licença de reprodução não comercial, publicada no rodapé de minhas postagens na internet. Vide lei 9610 Capítulo III Dos Direitos Patrimoniais do Autor e de sua Duração Art. 29.

6 - “A ninguém e dado desconhecer a Lei”.


A forma original do poema:


O distraído, nela tropeçou,

o bruto a usou como projétil,

o empreendedor, usando-a construiu,

o campônio, cansado da lida,

dela fez assento.

Para os meninos foi brinquedo,

Drummond a poetizou,

Davi matou Golias...

Por fim;

o artista concebeu a mais bela escultura.

Em todos os casos,

a diferença não era a pedra.

Mas o homem.




Inclusive, já está disponível a nova edição do livro: Essência (onde foi originalmente publicado esse poema em 1999): Na Agbook ou no Clube de autores.


Ajude-nos a resgatar a real forma e autoria do nosso poema. Envie-nos o(s) endereço(s) da(s) página(s) onde o encontrou com erro ou omissão do nome do autor.


Poema A pedra, de Antonio Pereira Apon

Visite a Fan Page oficial do poema.

Vejam algumas das formas plagiadas que circulam na internet:


Plágio 1 (Esse é o mais difundido):


O distraído nela tropeçou...

O bruto a usou como projétil.

O empreendedor, usando-a, construiu.

O camponês, cansado da lida, dela fez assento.

Para meninos, foi brinquedo.

Drummond a poetizou.

Já David, matou Golias, e Michelangelo extraiu-lhe a mais bela escultura...

E em todos esses casos, a diferença não esteve na pedra, mas no homem!

Não existe "pedra" no seu caminho que você não possa aproveitá-la para o seu próprio crescimento.


Plágio 2 (Esse eu comecei a encontrar mais recentemente):


O bruto a usou como arma...

O empreendedor a usou para construção...

O camponês dela fez um assento...

Drummond a poetizou...

Já Davi, com ela matou golias...

Jacó a fez de travesseiro e Deus lhe deu um sonho maravilhoso...

Michelangêlo dela fez belas esculturas...

OBSERVE: que a diferença não está na Pedra,mas sim nas pessoas! Não existe pedra no seu caminho que você não possa aproveitá-la para o seu próprio crescimento...!!


Plágio 3 (encontrei dois dessa forma):


Os distraídos tropeçam nelas.

Os violentos as usam como armas.

Os empreendedores constroem com elas.

As crianças as usam como brinquedos.

Com uma pedra Davi matou Golias.

Michelangelo extraiu das pedras as esculturas mais bonitas.

E em todos os casos a diferença não estava na pedra, mas naqueles que as utilizaram.


Plágio 4:


O distraído tropeçou nela,

O violento, projetou-a

O empreendedor construiu com ela.

O homem do campo, cansado, usou-a como assento.

As crianças brincaram com ela.

Drummond poetizou-a

David usou-a para matar Golias.

Miguel Ângelo fez com ela as mais belas esculturas

Em todos os exemplos, a diferença não estava na Pedra... Mas sim no tipo de Homem.

Não existe pedra no teu caminho que não possas usar para teu próprio benefício.


Outra forma de plágio circulante:

O distraído nela tropeçou...

O bruto a usou como arma...

O empreendedor a usou para construção...

O camponês dela fez um assento...

Drummond a poetizou...

Já Davi com ela matou o gigante...

Michelangelo dela fez belas esculturas...

Jesus mandou remover para ressuscitar Lázaro.


Tem plágio até em espanhol:


El distraído tropezó con ella...

El bruto la usó como proyectil.

El emprendedor, usándola, construyó.

El campesino, cansado del trabajo, la convirtió en un asiento.

Para los chicos, fue un juguete.

Drummond la poetizó.

David mató a Goliat; y Miguel Ángel extrajo de ella la escultura más bella...

En todos estos casos, la diferencia no estuvo en la piedra, ¡sino en el hombre!

No existe "piedra" en su camino que no pueda aprovechar para su propio crecimiento.


Olha só que “gracinha”! Mais plágios multilinguais de: A pedra.


The distracted stumbled on it.

Violent used as a projectile.

The entrepreneur has used in construction.

The tired farmer used it as a seat.

For children was a toy.

David slew Goliath with her and Michelangelo made it the most beautiful sculpture.

In all cases, the difference was never in the stone, but in man.

There is no stone in your way that you can not use to their knowledge.


Le distrait trébuché sur elle.

Violent utilisé comme un projectile.

L'entrepreneur a utilisé dans la construction.

L'agriculteur fatigué utilisé comme siège.

Pour les enfants était un jouet.

David tua Goliath avec elle et Michel-Ange a fait la plus belle sculpture.

Dans tous les cas, la différence n'a jamais été dans la pierre, mais dans l'homme.

Il n'y a pas de pierre dans votre façon que vous ne pouvez pas utiliser à leur connaissance.


El distraído tropezó en ella.

Violento utilizado como un proyectil.

El empresario ha utilizado en la construcción.

El granjero cansado la utilizó como asiento.

Para los niños fue un juguete.

David mató a Goliat con ella y Miguel Ángel hizo la escultura más hermosa.

En todos los casos, la diferencia nunca estuvo en la piedra, pero en el hombre.

No hay piedra en tu camino que no se puede utilizar para su conocimiento.


Aparecem outros plágios com pequenas variações de forma e com títulos diferentes, para confundir e dificultar a detecção.


Conto com a colaboração do(a) amigo(a) leitor(a). Na divulgação desses esclarecimentos em e-mails, Blogs/Sites e Redes Sociais.



Um grande abraço
Antonio Pereira (Apon)
@aponarte


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Antonio Pereira Apon / Author & Editor

Professor, poeta e escritor baiano, verdadeiro autor do poema: A pedra. O distraído nela tropeçou...

9 Comentários::

  1. Antonio, Querido!

    Esse é o lado negativo informação rápida. Quando é informação errada, então... é igual erva daninha,tamanha rapidez que se propaga.
    Muito chato isso!
    Beijos!

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  2. Cara, tem gente que não tem vergonha mesmo... a galera faz esse tipo de coisa para tentar dar mais mobilidade as postagens colocando nomes de gente "fodona"

    Uma vez a informação publicada errada ela se espalha por aí.

    Isso acaba com a profissão de blogueiro, faz todos nós parecermos um bando de quibadores

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Pois é meu amigo. A babaquice é epidêmica na internet. Mas pior que os Babacas que saem republicando equívocos, ou atribuindo nomes notáveis para amealhar visitantes e ranking nas pesquisas, são os sem caráter, que assumem a autoria do que não criaram. Muita gente boa e de bem, termina desavisadamente, reproduzindo tais enganos em seus Blogs e Sites, gerando audiência indevida para esses criminosos. O plágio se dissemina rápido feito praga. Já os esclarecimentos lleeennntttaaammmeeennnte.

      Um abração e bom final de semana.

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  3. Olá, Antonio. Gosto muito de tudo o que você escreve e gostaria de usar o seu poema para uma brincadeira no meu blog. Será que posso?
    Seria um concurso cultural, em que a pessoa deve responder: E você, o que faria com a pedra?
    A melhor resposta ganhará o prêmio.
    Espero sua resposta no meu blog. Ah... e é claro que eu colocarei todas as referências!

    deiaklier.blogspot.com

    Obrigada!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá Déia.

      Gostei muito da ideia. Acredito que vai ajudar muito para o esclarecimento da forma original do poema e resgate da real autoria. Através desse concurso mais pessoas ficarão sabendo que essa pedra é de Antonio Pereira (Apon).Não é do Renato Russo, nem do “famoso Autor Desconhecido” e muito menos dos criminosos plagiadores, praticantes do parasitismo intelectual.

      Um abração.

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    2. Que bom, Antonio! Que bom que você gostou da ideia. Também acho q será uma boa forma de divulgar seu trabalho e o nome correto do autor desse poema que me encantou. Sempre respeitei e muito os autores. Procuro sempre nomeá-los e até colocar links.

      Ah... e só por curiosidade... fui conhecer seu poema em um blog argentino e, obviamente, estava em espanhol! Com direito a um fundo com a foto de uma bela pedra. rsrsr
      Na verdade era essa versão 1, que você citou. Não trazia referência alguma, nem mesmo do famoso Desconhecido...

      Um abraço!

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    3. Após seu alerta, Fui buscar no Google e encontrei varias páginas com essa “gracinha”:

      El distraído tropezó con ella...

      El bruto la usó como proyectil.

      El emprendedor, usándola, construyó.

      El campesino, cansado del trabajo, la convirtió en un asiento.

      Para los chicos, fue un juguete.

      Drummond la poetizó.

      David mató a Goliat; y Miguel Ángel extrajo de ella la escultura más bella...

      En todos estos casos, la diferencia no estuvo en la piedra, ¡sino en el hombre!
      No existe "piedra" en su camino que no pueda aprovechar para su propio crecimiento.

      Portanto. Reitero meu pedido de ajuda a todos os amigos, no sentido de divulgar esses esclarecimentos.

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    4. Viu só? Que triste né?
      Bom...
      Assim que der, comprarei o prêmio e montarei a brincadeira. Se quiser, poderá ajudar a divulgá-la. hehe
      Um abraço e até breve.

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    5. Oi, meu amigo!
      A brincadeira já está rolando!
      Se quiser, vá lá conferir!
      E me ajude a divulgar! rsrsrsrsr
      Um abraço!
      http://deiaklier.blogspot.com.br/2012/08/brincadeira-de-aniversario-do-blog.html

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Antonio Pereira Apon.

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