A arte da vida. Apon HP


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Nossos escritos mais recentes:



sábado, 30 de junho de 2012

O "Professor de ponta"



... sala cheia e sistema oco, projeto torto e governo tonto que gasta mal e lhe paga troco. Luta contra quem trata o aluno como objeto e não sujeito, dando-lhe o alinhavado e malfeito, alcunhando de educação...

Antonio Pereira Apon.


Professora dando aula.

Verdadeiramente "de ponta",

é o professor que a tirania afronta,

em números sem noção.


Não tem Datashow, microfone ou lousa eletrônica,

tem salário curto e jornada longa,

benesse aguda e desdita crônica.


Faz milagre onde só a quadro e voz,

carrega a cruz do ensino,

nessa terra de nenhum de nós.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Simplesmente, poesia



... alquimia da palavra: Terrena e universal, finita e infinita, democrática e tirana...


Antonio Pereira Apon.


Ponte.


De que é feito o verso?
Do tudo e do nada,
do eterno e do provisório,
do ontem, hoje e amanhã.
Do seco e do molhado,
da noite e do dia,
do som e do silêncio,
da tristeza e da alegria.
O verso é feito:
Da paz e da guerra,
do drama e da comédia,
do sagrado e do profano,
erudito e popular.
Do celeste e do mundano,
água, terra, fogo e ar.
A poesia,

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Eu, meu todo e minhas partes



... Sou a frigidez e o orgasmo, arrebatamento e marasmo, meu alívio e minha dor. Sou moderno e antiquado, a moldura e o quadro, o escrito e o escritor. Sou a chave e a fechadura, anarquia e ditadura, carrasco e...


Antonio Pereira Apon.


Quebra-cabeça.


Sou meu saber e minha ignorância,

maturidade e infância,

sou plural e singular.


Sou gaiola e passarinho,

O caminhar e o caminho,

Meu dizer e meu calar.


Sou água e também vinho,

arrumação e desalinho,

recatado e pecador.


Sou a chuva e a estiagem,

sou real e sou miragem,

pragmático e sonhador.


Sou inverno e verão,

razão e coração

sou todas e nenhuma estação.


Sou o cheio e o vazio,

a fome e o fastio,

o desprezo e o querer.


Sou desamparo e esteio,

o trabalho e o passeio,

o crer e o duvidar.


Sou lume e escuridão,

grão, amplidão,

sou céu, entretanto chão.


Sou o certo e o incerto,

tolo e esperto,

vitorioso e perdedor.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Trovas de uma greve de Professor



... Discípulos de Goebbels, repetem a maquiada e artificial cantilena. A verdade largada ao léu, números em jogo de cena. Onde andam os traidores, que fizeram do Servidor escada? Dão as costas aos professores...


Moedas.


Era de ACM a mais tirana tirania,

conta o conto opositor.

Mas, jamais se viu tal vilania,

contra o mal pago Educador.


O Estudante agora amarga,

a lambança feita na urna.

O mal eleito da a paga.

põe a Bahia na furna.


O povo posto em maus lençóis,

sem educação, saúde e segurança.

Terra de todos os nós.

Terra da desesperança.


Resta apelar pro Bispo,

para tentar a solução.

Enquanto em discurso sinistro,

prepondera a embromação.

sábado, 9 de junho de 2012

Mangas na laranjeira

 

Caminhando por um pomar, dois amigos conversavam:

 

- Estou aborrecido com meu filho. Quero que ele faça medicina, mas ele quer fazer teatro. Desde pequeno que ele falava isso, mas pensei que quando crescesse ele mudaria de ideia. Mas...

 

Próximo a um arbusto, o outro apontou e solicitou:

 

- Pegue uma dessas mangas para mim.

 

- Mangas? São laranjas! Isso é uma laranjeira...

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Lembrando (Com mp3)



... Homens matando-se: Em batalha$ $sanguinolenta$, laboratório$ e prancheta$, linha$ de produção. Eu?.. Lembro Gandhi e Cristo! Digo...


Lembrando (mp3)
Antonio Pereira Apon.


Explosão nuclear.


A convulsão do átomo,

dilacera o marca-passo da razão

no peito da História;

é feito estufa o planeta

no efeito inconsequência;

mulheres de barriga vazia,

carregam no útero cheio

mais um herdeiro da fome.

Por um verde sonho

Amazônia Mendes,

cai ecológico