A arte da vida. Apon HP


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terça-feira, 31 de julho de 2012

Educar a língua. Ouvir, falar e calar



... a verbal peçonha! Medonha vociferação. Se o seu dizer, carrega o “dom” Mefisto, de roubar a paz e furtar a calma. Pare! ...


Antonio Pereira Apon.



Mão com pedra.


O sábio ouve mais do que fala,

o tolo não ouve por demais falar.

Afiado fio de cortante lâmina.

Ensarilhe o gume fechando a boca,

quem não freie o verbo infame

na língua louca.

Quem a todos fere com a palavra em riste,

quem ignorante insiste,

em por vocábulos guerrear.

Instilar o fel da fala mal dita.

sábado, 28 de julho de 2012

Preconceito “nos olhos dos outros é refresco”


 
Certamente devemos combater toda e qualquer forma de preconceito e discriminação: racial, de classe, gênero, credo... Respeito ao ser humano é o mínimo que se espera de gente verdadeiramente civilizada e minimamente educada.

 
Eu estava no banco e presenciei uma cena que vou chamar de “descabida” para não admiti-la deprimentemente vergonhosa. A cidadã, uma mulher negra, com os cabelos tingidos de loiro. Ao ter sua entrada impedida pela porta giratória que travou, bradou: “EU SOU JORNALISTA, TENHO NÍVEL SUPERIOR! NÃO SOU BANDIDA. NÃO ESTOU AQUI PARA SER BARRADA”. Só agora eu descobri que profissão e grau de escolaridade, são atestados de idoneidade, e por si só, servem de “chave” para abrir portas. Mas o pior estava por vir. Num discurso infeliz e que considerei uma pérola do preconceito: “EU TENHO NÍVEL SUPERIOR. NÃO PASSEI DEZ ANOS NA UNIVERSIDADE, PARA SER BARRADA POR UM VIGILANTE”. É... Talvez se fosse o gerente, o dono do banco ou qualquer vagabundo pós-graduado. Mas, “um vigilante”?!

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Sem noção. Melindre de quem melindra



... em suas incertas "certezas", entorpecidas pelo hermetismo dos seus preconceitos, não acordam para a "real realidade" de serem "ilhas sem noção"...

Antonio Pereira Apon.


Vaso quebrado.

Certas pessoas possuem extrema sensibilidade para se melindrar por tudo e qualquer coisa. Porém, essas mesmas criaturas, costumam "jogar na cara verdades", usar a língua e a "sinceridade" como açoites implacáveis. Adoram vociferar irritadas, impondo sua verborreia aos seus interlocutores, mas não toleram a menor ponderação que arranhe suas tortas "convicções".


Usando (e abusando) de "dois pesos e duas medidas", são extremamente complacentes com seus erros, mas superlativamente intransigentes ao condenar o mesmo engano, quando praticado por outrem: Elas são "verdadeiras", os outros são grosseiros e ignorantes; elas são "conscientes", os outros são orgulhosos; elas são "destemidas", os outros são inconsequentes; elas são boas, os outros maus: elas são "tudo de bom", o resto...

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Amigo cachorro , cachorro amigo e outros bichos

 

Um cachorro amigo é sempre uma agradável e bem-vinda companhia. Já, aquele "amigo cachorro"... Para começo de conversa, chamar de amigo um "cachorro" desses, é uma esquisita figura de linguagem, uma metáfora desastrada e uma grande ofensa aos leais amigos caninos. Mas os animais e suas ações têm servido para qualificar ou desqualificar certas pessoas e seus comportamentos.

 

O traíra do "amigo cachorro" é o mesmo "amigo da onça" ou "amigo urso". Não se engane, o sujeito é "cobra criada". Tem quem seja um "pedaço de cavalo" (ou mesmo um cavalo inteiro), é o popular "cavalo batizado", vive distribuindo coices. Aquele é de uma passividade "bovina", tem "sangue de barata"! Aqueloutro tem "preguiça", o pouco afeito a limpeza, é um "porco", especulador voraz é "tubarão", Mau caráter? É um "rato". Se o sujeito é muito inteligente. É "fera"! Uma "águia"! Se for ignorante é "burro, jumento, jegue, asno", se for lento, "tartaruga, lesma". Caso o desafortunado, combine lentidão com pouco saber, vira "toupeira, anta".

 

Gente bonita, esteticamente bem servida, pode ser "gato, gata, gatinho, gatinha", mas se tiver, digamos, uma grande vocação para a ficação e ficar com meio mundo, logo-logo perde o status felino, vira "galinha". Se a problemática for com a balança, não perdoam. O "galináceo" dá lugar á "baleia".

 

Já as mulheres (Por motivos óbvios), reagem indignadas se chamadas de "vaca". Mas algumas, aceitam "dar a patinha" nesses pagodes indevidamente alcunhados de música. Ou admitem-se "cachorras" em outros ritmos destoantes, dissonantes... Enquanto, as que labutam na difícil "vida fácil", são rotuladas de "piranhas".

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Adultério. Atos, palavras, pensamentos...



São tantas as formas, os modos, intensidade... Adultério é bem mais do que preferimos pensar.


Antonio Pereira Apon.


Sinal de proibido.


Pensa-se logo na traição conjugal. Mas adultério é muito mais que sexo:

 

A mentira é o adultério da verdade.

Corrupção. O adultério da ética.

Ofensa. Adultério da palavra.

Plágio. Adultério da autoria.

Fanatismo. Adultério da fé.

Pessimismo. Adultério da esperança.

Covardia. Adultério da coragem.

Politicagem. Adultério da política.

Tirania. Adultério do poder.

Violência. Adultério da paz.

Delinquência. Adultério da lei.

Preconceito. Adultério do discernimento.

Palavrão. Adultério do vocabulário.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Quem sou eu? E você? Quem é?



... o tangível e o imponderável, concreto e abstrato, desperto e onírico... Enfim. Sou minha busca de...


Antonio Pereira Apon.



Sombra de homem com braços cruzados.


Sou a resultante de minhas venturas e desditas,

síntese de minha vida nessa e noutras vidas.

Sou minha maior incógnita e paradoxal certeza,

resultados das equações e inequações, dessa inexata "ciência" do viver.

Sou o rosto refletido no espelho,

e a face invisível, que não se permite espelhar.

Resulto de minhas interações, inter-relações com tudo e todos.

Individual, e coletivo, plural e singular,

inédito e repetitivo.