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sábado, 22 de setembro de 2012

Brevidade, da alvorada ao crepúsculo





Quão breve é um existir humano. Porque perdemos tanta vida desperdiçando o tempo? Hoje e amanhã, presente e futuro...


Luminária apagada.


Essa vida é breve:

Como um piscar de vaga-lume,

o riscar de cadente estrela,

raio a rasgar o céu qual cortante gume.

O hoje é uma realidade,

o amanhã uma abstração.

O presente uma oportunidade,

o futuro uma suposição.

O agora existe!

O depois?

Talvez!

Porque perdemos tempo,

desperdiçando vida?

Atidos em miragens,

contidos em medos,

entorpecidos por desatinos,

tropeçando e querelas tolas,

implicando, complicando...

Apressados e apreçados,

deixamos os anos escorrerem entre os dedos,

ignorando a finitude desses nossos dias.

Então;

desejamos alvorada,

quando já nos surpreende o crepúsculo.

Almejamos verões e primaveras,

quando já o inverno nos vem regelar.

Como o rio que corre ao pélago,

desaguamos nós no infinito.

Repletos de nossas incompletudes,

cheios de nossos vazios.


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Foto do autor: Antonio Pereira (Apon).


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6 comentários:

  1. Belo poema existencialista, Antonio. Que saibamos transformar nossos vazios em férteis.
    [ ] Célia.

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    Respostas
    1. Aprender a preencher positivamente os espaços vazios, é o caminho a trilhar.

      Obrigado Célia.

      Um abração e uma boa semana.

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  2. Olá, Antonio!

    "Cheios de nossos vazios"!
    Lindo! Verdadeiro!
    Disperdiçamos muito tempo de nossa preciosa vida o "nada" a somar, nada a acrescentar!
    Tenha um belo fim de semana!
    Beijos!

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    Respostas
    1. Infelizmente, o ser humano está cada dia mais transbordante de vazios.

      Obrigado Jossara.

      Um abração e uma boa semana.

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  3. Bom dia meu querido poeta Antonio!

    Ahh...Antonio, disseste tanta verdade nessa linda poesia, de lirismo tocante,nos convocando a refletir sobre a brevidade em que nos encontramos nesse mundo. Vivemos desde a infância, nos distraindo pela adolescência e juventude com os prazeres pra depois, encontrarmos-nos vazios apesar de se ter buscado incessantemente objetivos que nunca nos preencheu o íntimo...Somente no findar do anos, quando a maturidade, e a velhice se nos aconchega aos braços, percebemos que o Tempo, Benção de todos nós, se esvaiu pelos dedos, como areia fina, que tenta-se reter, com amargura. Feliz daquele que soube e sabe aproveitar a benção das horas, vivendo-as plenamente de forma produtiva em todos os sentidos!

    Que o nosso domingo seja de alegrias.

    Bjos meu querido amigo!

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    Respostas
    1. Felizes mesmo, aqueles que aprenderam o real valor, a preciosidade do tempo. Temos nos iludido, brincado de viver. Mas chega a hora de viver de verdade, de assumir a conta dos nossos desatinos.

      Obrigado Lú.

      Um abração e uma boa semana.

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Antonio Pereira Apon.