Poesia. Versando a vida que nos versa



A arte poética, versando a tudo e todos. Traduzindo, o viver e a vivência. Convivência...


Caneta flutuando num redemoinho no céu.


A poesia a tudo abraça,

e a inspiração que nos enlaça,

empresta a vida o versar.


Versa a tristeza e a graça,

no palco, picadeiro, rua, praça...

Erudita ou popular.


Versa o político ladino,

um sorriso de menino.

Um futuro a acreditar.


Versa a vida e versa a morte,

o azar e toda a sorte.

O que foi e o que será.


Versa no livro de rico papel.

no humilde livreto de cordel.

Versa como pode versar.


Versa no blog da internet,

no saco de baguete.

No recôndito ou no bar.


Versa o sacro e o profano,

espiritual e mundano.

Virtuoso ou vulgar.


Versa a defesa da natureza,

o “progresso” e sua dureza.

Essa estufa a sufocar.


Versa a “vertigem do cinema”,

versa Hamlet e seu dilema.

Versa a arte a nos versejar.


Versa tudo e todos,

versa velhos, versa novos.

Versa o atemporal versar.


Versa a “ultima flor do Lácio”,

inglês, chinês, croácio...

Toda língua a versificar.


Versa a febre tecnológica,

a lembrança melancólica.

O evoluir e o preservar.


Versa o ontem e o agora,

A pressa e a demora.

O tempo a nos guiar.


Versa a conquista do espaço,

a carência de um abraço.

Corações a desbravar.


Versa as quatro estações,

os sims e os senões.

A certeza e o divagar.


Versa a alvorada e o crepúsculo,

o intelecto e o músculo.

Corpo e mente a harmonizar.


Versa o dia e a noite,

a brandura e o açoite.

Alma humana a educar.


Versa o tumulo e o berço,

o revólver e o terço.

Haja fé para nos salvar!


Versa os filhos dá pátria,

Violentada e triste “mátria”.

Cidadania a torturar.


Versa e sempre versa,

Versa.

E sempre há de versar!


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Foto do autor: Antonio Pereira (Apon).


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Antonio Pereira Apon.

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