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domingo, 6 de janeiro de 2013

Sem ela, eu...





...Sou pé que perdeu o chão, estrela sem amplidão, “Homem de lata” sem coração. Sou bussola sem norte, azar da sorte, relógio que o tempo congelou...


Luar.


Saudade...

Ausência que não se ausenta,

farta vacância,

próxima dorida distancia.

Sem ela:

Sou noite sem luar,

alvor sem luz solar,

arco-íris que perdeu toda cor.

Sou esperar sem esperança,

brinquedo sem criança,

areia sem castelo ou mar.

Sou pé que perdeu o chão,

estrela sem amplidão,

“Homem de lata” sem coração.

Sou bussola sem norte,

azar da sorte,

relógio que o tempo congelou.

Sou primavera sem flor,

outono sem fruto,

verão sem calor.

Inverno eu sou!

Minha alegria mais que triste,

em desistir insiste,

persiste, compraz-se na dor.

Tão completa incompletude,

torna o peito ataúde.

Jazigo de toda emoção.

Caminhar sem rota,

natureza morta,

errante composição.

Deserto sem qualquer miragem,

nenhum oásis na paisagem,

realidade. Ressequida desolação.

Sou nota dissonante,

incerto que destoante,

acre dissabor.

Sou o desbotar de aquarelas,

louco cultor de quimeras,

sonho que desertou.

Eu sou...

Ela existe? Não existe?

Realidade ou ficção?

Se foi, Há de vir?

Sem ela...


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Foto do autor: Antonio Pereira (Apon).


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3 comentários:

  1. Muito bonito o poema, carregado de paixão.
    Adorei!

    Um abraço, Antonio.

    ResponderExcluir
  2. Se eu fosse ela aparecia logo...

    Gostaria de saber falar de amor assim. Belo poema!

    Quando abraço meu amigo poeta

    Leila

    ResponderExcluir
  3. Belo poema.
    Desejo um 2013 cheio de alegrias e bençãos para você e sua família!!
    Abraços

    ResponderExcluir

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Antonio Pereira Apon.