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quinta-feira, 2 de maio de 2013

O ponto de vista de cada um e o cada um do ponto de vista





...nem tudo que parece é, pode haver a nossa “realidade”, a “realidade” do outro e a realidade propriamente dita. Ainda não conquistamos o discernimento para justamente julgar além da nossa ilha...


A ultima ceia.


Basicamente, podemos definir comunicação como a interação entre emissor e receptor. Mas, entre um e outro, a mensagem transmitida, sofre distorções e outros ruídos, como naquela brincadeira do “telefone sem fio”, muito usada em dinâmicas de grupo, onde a fala inicial, não raramente, chega no final alterada. Além disso, cada um percebe ou interpreta o que vê, sente ou ouve, de forma muito particular.

Se pegarmos uma paisagem marinha e pedirmos que pessoas diferentes relatem o que sentem diante dela, certamente encontraremos respostas como: Tranquilidade, medo, paz, angustia, liberdade... O olhar de cada um, revelando visões diferentes de uma mesma paisagem.


Entre o que queremos comunicar e o que comunicamos, existe uma série de “filtros”, dentre os quais, a percepção de cada individuo, atido em seu momento, disposição e expectativa. Certa vez, numa palestra, citei os jovens “mal educados”. Talvez por falta de maior clareza minha ou pela falta de um maior desenvolvimento do tema, percebi num dos comentários, que a pessoa tinha enxergado em minha fala, uma condenação aos pais, uma critica aos genitores por uma possível negligência na educação dos filhos. Mas, alguém é deseducado, necessariamente pela falta de ensino e exemplo dos pais? Quantos se negam deliberadamente a aprender, optando por comportamentos equivocados? Quantos filhos espelham a dignidade vivenciada no ambiente familiar, enquanto um irmão igualmente educado, desvirtua e degringola em lastimáveis desatinos? Portanto, os pais, nem sempre são culpados pelos disparates dos filhos. Pena que não me fiz suficientemente claro naquele dia.


Nas artes o olhar de cada um, dá espaço ainda maior aos voos da interpretação, podendo conceber-se no final, uma obra completamente diversa da imaginada por seu Autor. Um exemplo disso é “A ultima ceia”, pintura de Leonardo Da Vinci. Que para uns, é um retrato fidedigno da narrativa evangélica de João. Outros veem segredos, códigos, símbolos e tantos mistérios fantasias e invencionices. Enquanto muitos consideram a obra-prima do genial Artista.


Assim, podemos concluir que, a percepção humana pode ser a mais inexata e não científica incerta “certeza”. Lembremos que nem tudo que parece é, pode haver a nossa “realidade”, a “realidade” do outro e a realidade propriamente dita. Como costumamos ser imensamente condescendentes com nós mesmos e extremamente críticos com os demais, ainda não conquistamos o discernimento para justamente julgar além da nossa ilha perceptiva.


O que você acha?


Paisagem marinha.


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Foto do autor: Antonio Pereira (Apon).


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6 comentários:

  1. Boa tarde amigo Antonio, professor, uma das mais difíceis profissões, pois é, ensinar é mesmo dificílimo, nem dá para se saber se o que queremos passar é o que realmente se vai alcançar!Educar, missão, é isso, educar é missão difícil!
    A alma humana é mesmo um mistério, nem tudo o que se vê é o que se percebe na realidade.
    Ponto de vista, eis o que é, eu tenho meu jeito de ver a Vida, nem todos podem ver do jeito que vejo, nem sempre encontro palavras para me expressar e me fazer entender, assim é todo mundo, comunicação é mesmo isso, nem sempre se consegue,nem sempre!
    Entendi bem o que você quis dizer, ah, como entendi amigo professor, sempre aprendo muito contigo!
    Abraços!

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    Respostas
    1. Nesses tempos de tantos monólogos e tão pouco dialogo, o entendimento fica cada vez mais difícil. Cada um vê, ouve e sente o que quer e como quer, fazendo secundária a “real realidade” e sobrelevando a interpretação pessoal. Andamos esquecidos de que, o respeito às diferenças é que constrói a verdadeira igualdade. Sob a ditadura do eu. Não se aprende, não se comunica, e portanto, como dizia o Chacrinha: “se estrumbica”.

      Obrigado, Ivone. Um abração.

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  2. Olá Antônio! Compactuo com o seu pensamento, pois em uma mesma família, de uma mesma mãe, com a mesma educação com seus filhos, há as individualidades a serem respeitadas. Quantas vezes temos, principalmente, nós professores, que mudarmos nossas lentes para termos uma visão melhor dos fatos. Jamais generalizar. Como disse você - a falta do diálogo, hoje é terrível! Fica mais ou menos no patamar: - dialogo com você desde que você concorde comigo!! Oras, se isso for dialogar, for 'discutir toda e qualquer relação', prefiro ser muda! Parabéns por sua manifestação. Assino embaixo!
    Abraços, Célia.

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    Respostas
    1. As pessoas se acomodam em seus pontos de vista e deliberadamente, ignoram outros pontos de vista e mesmo a realidade, que normalmente não se encaixa nesse “autismo” das falsas convicções, forjadas no orgulho, vaidade ou ignorância.

      Obrigado, Célia. Um abração.

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  3. Olá Antonio, tudo bem?
    Rapaz que texto bom esse seu. Muito verdadeiro. O pior é que tem gente que nuuuunca entende as nossas colocações da forma que queremos expressar. Hahahaha, mas talvez a culpa seja nossa mesmo né?
    Gostei do seu blog, voltarei mais vezes!

    Um abraço e tenha um lindo final de semana!

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    Respostas
    1. Com certeza, muitas vezes não nos fazemos entender. Temos que buscar sempre uma linguagem clara e objetiva. Lembrando que cada pessoa tem a sua maneira de perceber e captar as coisas. Comunicar não é um prato feito, uma receita de bolo ou uma equação resolvida.

      Obrigado, André. Bom fim de semana para ti também.

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Antonio Pereira Apon.