Postagens

Mostrando postagens de Setembro, 2013

A fila há de andar

Imagem
Aonde a ficção oficial não vai além da propaganda, onde só a desassistência assiste. Já não sorri a criança...

Na fila da vida, uma gente indigente, errante penitente; ruminando azar e sorte, aguardando a morte chegar. Numa “Biafra nordestina”, ressequidos destinos vão carpindo sua sina; numa desgraçada cracolândia, no Haiti de cada gueto...

Vaso de poesia

Imagem
Do pouco, o muito; do simples, o complexo. Na poesia: “Em se plantando, tudo dá”.Antonio Pereira Apon.

Em um vaso; cabe flores, cabem cores; cabe um tanto de jardim. Cabe um que de primavera, porção de terra da Terra; cabe um quinhão de mim. Cabe uma dose de sonho, parte finita de infinito, minifúndio para se assenhorear. Cabe uma fração de vida, fragmento de lida, semente a germinar.

Quem “não quer se aborrecer”, pode terminar aborrecido

Imagem
A ilusória fuga de alguns aborrecimentos. Costuma ser o caminho mais curto para maiores aborrecimentos.
Antonio Pereira Apon.

A pretexto de não se aborrecer, algumas pessoas sobrevivem engolindo uma indigesta, aborrecida e aborrecedora ração de “sapos, cobras e lagartos”: Em casa, os filhos se recusam a ajudar nas atividades domésticas, apesar de consumirem, sujarem, bagunçarem... Crescem na idade e estacionam na imaturidade, eternos “filhinhos de papai (e de mamãe)”. Se gasta o que tem, o que não tem e mais alguma coisa. É quando surge o tal do: “Para não me aborrecer”... Alguém arca com a sobrecarga de tarefas que outrem poderia e deveria fazer; além de “se arrebentar” de trabalhar, para bancar a gastança desregrada.
Na vizinhança: Um discute relação às duas da manhã, outro põe o som naquelas alturas, violentando os ouvidos adjacentes com seu dissonante lixo pagodeiro; tem quem suje a porta alheia... Mas, em nome da “política de boa vizinhança” e: “Para não me aborrecer”...
Estudando: T…

O sonho. Desejo de um doador

Imagem
... quero doar os órgãos que já não me servem, como doei aquele monte de brinquedos com os quais eu não mais brincava, mais que fizeram a alegria das crianças do orfanato; e as roupas “ainda boas” que já não davam em mim, os sapatos que eu “perdia tão rápido”...Antonio Pereira Apon.

Euclides, um motoboy, como de costume, estava com extrema pressa para fazer suas entregas. Vinha já em considerável velocidade, quando percebeu o semáforo entrar no amarelo. Acelerou tudo o que pôde, calculando que conseguiria ultrapassar o ônibus que ia a sua frente e fazer a curva antes do sinal ficar vermelho. Errara por poucos centímetros... Atingido pelo coletivo, rodopiou na pista com sua moto e foi violentamente arremessado ao solo. Seu capacete “ching ling paraguaio”, não resistindo ao forte impacto com o asfalto, espatifou-se...
10 minutos se passaram para que as motolâncias do SAMU conseguissem vencer o crônico congestionamento de Salvador. Os dedicados socorristas conseguiram reverter o quadro de …

Flores, cores, ação! Prelúdio de primavera

Imagem
Vem chegando a primavera lá fora. Quando semearemos setembro nos corações?Antonio Pereira Apon.

Como criança a descobrir encantamentos em sua caixa de lápis de cor, sai a rabiscar flores, rascunhar perfumosos poemas. Qual magnífico artista, acorda na tela da vida paisagens mais que impressionistas. Dança ao som de setembros abaixo do equador, trilha erudita e popular. Borda um acróstico para Rosas, Violetas, Verbenas, Margaridas, Hortênsias, Jacintos