A arte da vida. Apon HP


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quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Quem morre vive. Vida após a “vida”



... Embotados pela densidade do corpo, os sentidos da alma, apercebem a realidade, enxergando um fatídico adeus, onde há apenas um até logo...


Antonio Pereira Apon.


Entardecer.


Somos filhos da eternidade e irmãos do tempo, a infinitude caracteriza nossa essência. Não morremos. Apenas deixamos a “vida” física e tornamos a viver a originalidade do nosso existir. O corpo retorna sua natureza material, enquanto o espírito redescobre sua imortalidade. Qual a semente. Que descendo à cova escura, permite à árvore nascer, crescer e frutificar.

A arte de reencarnar



...o Espírito singular tem na pluralidade das existências a oportunidade de desconstruir o mal, construindo e/ou reconstruindo o bem...


Pessoas andando.


A vida é feita de começo, meio e recomeço. Dos "reinos inferiores" aos altiplanos do infinito, as reencarnações transformam a essência do ser. Como em tudo na natureza: "nada se perde, nada se cria. Tudo se transforma". Pouco a pouco, o "homem velho" transmuta-se em "homem novo", o Tempo como um caprichoso artista, vai extraindo do denso monólito, a obra-prima da evolução. Dos rabiscos rupestres a mais avançada tecnologia, o traço das sucessivas encarnações, desenha a odisseia dos seres nas sendas do progresso, pigmentando

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Um museu de envelhecidas novidades



...foi-se o Atari, o walkman, o natimorto Betamax, discman, 3 em 1, máquina de escrever...


Tela do celular.


Tecnologicamente vivemos tempos onde o que ainda não é novo, já é velho e o “moderno” já nasce sentenciado à obsolescência. Um computador top de linha, vira “carroça num piscar de olhos, o videocassete com seu sistema autolimpante e suas tantas cabeças de leitura, virou sucata; o fax tornou-se uma peça um tanto retro, o CD já vai com o “pé na cova”, enquanto o DVD agoniza (o blu-ray que se cuide). A TV de tela plana e tubo de raios catódicos, ainda funcionava bem, quando a novíssima LCD já cedia espaço para o LED, que já é 3D, smart e vai virar ultra HD, OLED...

domingo, 20 de outubro de 2013

A vida precisa transitar. A morte não



...não são coisas e não são descartáveis. Mas, infelizmente, muitos reduzem o respeito à vida humana à sua estupida inconsequência alcoólica, à desatinada insanidade de um seu instante de fúria, à incúria de sua egocêntrica pressa, à leviandade... ...casal de jovens irmãos, foi assassinado após uma briga de trânsito na orla de Salvador. Qual a arma? Um automóvel.


Sinal vermelho.


Mais que veículos e pedestres, em nossas ruas, avenidas e estradas, transitam vidas. Não números, objetos ou abstrações. Pessoas! Gente como eu e você

terça-feira, 15 de outubro de 2013

“Ao Mestre (sem) carinho”



Dia do Professor. Parabéns aos verdadeiros “professores de ponta”, que realizam em cada escola o milagre de educar em um país deliberadamente deseducado.


Professora.


A você que resiste, persiste, faz da superação um seu oficio. Nadando contra o tsunami do sistema que põe a escola de cócoras, subjugando a educação aos humores da politicagem, ao aparelhamento político, aos “pacotes” novidadeiros, às invencionices tecnocratas, “metodologias” arrivistas, teorias mercenárias...


A você que ganha mal para ensinar bem, fazer tanto com tão pouco, e ainda levar a culpa pela deseducação. Você que sobrevive à inconsciência de muitos, à inconsequência de tantos, aos oportunistas e aventureiros, que “mamam nas tetas governamentais”, vendendo “soluções” miraculosas e panaceias salvadoras.


A você que não desistiu dos sonhos nem abandonou as utopias; você que não prostituiu seus ideais, e apesar de todos os pesares, segue fazendo a sua parte

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Tempo, temporão, temporal



...fragmento congelado no porta-retratos, instantes capturados na película. Rupestre e futurista, analógico e digital. Eros versus Thanatos, barro, silício e grafeno...


Relógios de Salvador Dali.


O tempo é a porta, a ponte, a janela,

o porto, o barco, é o mar.

É lugar algum e algum lugar.

Contem, está contido;

é o agora que já foi, o amanhã que logo vai

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Dia das crianças. De que crianças?



Será que é dia daquelas sem escola, sem abrigo, sem destino, sem nome... ?


Antonio Pereira Apon.


Jujubas coloridas.

Daquelas que expulsamos da frente da vitrine ou escorraçamos do shopping por estar importunando-nos com suas súplicas?


Será daquelas que esmolam nas sinaleiras?


Talvez seja das que cheiram cola, fumam crack... Ou das esquecidas nos orfanatos?


Será que é dia daquelas sem escola, sem abrigo, sem destino, sem nome...?


Ou achamos que essas crianças, não são crianças? Ou que são menos crianças que nossos filhos, netos, sobrinhos, afilhados...?

domingo, 6 de outubro de 2013

Palavra ou palavrão? Você é quem diz!



...a “porra” dos dias atuais, uma palavra que virou palavrão e um palavrão que virou palavra. Multiuso, multifacetada, proverbialmente coloquial, ela ganha...


Gritando no telefone.


O tênue limite entre a palavra e o palavrão, geralmente é determinado pelos usos, abusos e costumes que podem se modificar com o decorrer do tempo. Uma simples palavra pode tornar-se um pesado palavrão e vice-versa. É o caso do versátil substantivo feminino que vamos tratar aqui. Hoje exprimindo admiração, alegria, espanto, simpatia, entusiasmo, aversão, raiva, carinho, surpresa, chateação, impaciência... Em sua dilatada “gramaticidade”, pode aparecer como interjeição, adjetivo, adverbio, conjunção... Como podemos notar, não é aquela esponja de aço, mas tem “mil e uma utilidades”. Originalmente, o vocábulo designava uma tosca arma de madeira, um pedaço de pau com uma protuberância onde eram incrustados pedaços de metal, como pregos. Cacete, porrete, clava... diz-se também tratar-se de uma espécie de cetro eclesiástico, usado por autoridades da Igreja, entre os séculos XIII e XV. Dai, do latim, chegamos

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Infelicidade programada



...os ouvidos superlativam palavras, acordam a língua contundente e desatinada. Gênios indomados; de ego em riste...


Deserto.


Vivem a ruminar o passado,

indiciando “culpados” para suas culpas,

exumando ressentimentos a pretexto de pretensas razões.

Atidos, contidos;

cativos dos próprios fantasmas,

de um “autismo” mal arranjado