Quem morre vive. Vida após a “vida”



... Embotados pela densidade do corpo, os sentidos da alma, apercebem a realidade, enxergando um fatídico adeus, onde há apenas um até logo...


Antonio Pereira Apon.


Entardecer.


Somos filhos da eternidade e irmãos do tempo, a infinitude caracteriza nossa essência. Não morremos. Apenas deixamos a “vida” física e tornamos a viver a originalidade do nosso existir. O corpo retorna sua natureza material, enquanto o espírito redescobre sua imortalidade. Qual a semente. Que descendo à cova escura, permite à árvore nascer, crescer e frutificar.


Embotados pela densidade do corpo, os sentidos sutis da alma, apercebem a realidade, enxergando um fatídico adeus, onde há apenas um até logo. Não conseguimos distinguir o ser e o estar, esquecidos de que estamos corpo, mas somos espírito.


Assim como a escuridão é a ausência da luz, o frio é a falta do calor; a morte, é a exaustão do principio vital que anima nossa máquina biológica. Quem somos, aquilo que verdadeiramente nos identifica; segue! Despido da transitoriedade dos anos terrestres, revestido da atemporalidade imaterial de nossa espiritualidade.


Não morremos. Desencarnamos! Deixamos nosso corpo de carne, percebemos que não somos a aparência somática que momentaneamente nos veste, mas a psique imortal que nos vivifica. Enfim. A morte não é fim. É meio, passagem, ponte, porta entre as duas dimensões da VIDA.


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Comentários

  1. Antonio, verdade isso, já tive inúmeras provas dessa vida eterna, sou imensamente feliz por essa conscientização!
    Amei ler seu post, somos espíritos que estamos por aqui para nos revezarmos, um pouco por lá, (no mundo espiritual), um pouco por aqui, em meu modo de ver, é uma linda alternância!
    Amo a vida, amo exatamente por isso, por saber que tudo é passageiro, viver é eterno, somente isso!
    Abraços!

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  2. Oi Antonio,
    Gostei muito do texto explicativo, reflexivo!
    Tenha uma ótima noite e um maravilhoso fim de semana!
    Beijos!

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  3. Uma leitura de seu texto que se coaduna e muito com o meu pensar... Reflexão perfeita! Ótima!
    Abraço

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  4. Texto consciente de que a morte é uma transitoriedade. É reconfortante pensar assim. Um abraço!

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Antonio Pereira Apon.

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