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Mostrando postagens de Janeiro, 2014

Os acomodados que se incomodem

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...quer ter sem ser, aparentar, parecer; para terminar sentindo-se afrontado pelo ter de quem buscou ser...

Tem gente que quer mais do que pode, sem nem perceber, só pode menos do que quer, porque apenas quer. Não se esforça, não se empenha nem se dedica; aposta no mais fácil, cai no conto do menor esforço e se acomoda, esperando favores da sorte, dádivas do céu; incomodando-se com quem faz acontecer e merecer o próprio querer.

Como vasos de barro

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... diferente de um vaso de barro ou qualquer outro objeto de argila. O homem tem livre arbítrio e por vontade própria, adora "pegar ar". Daí, as "bolhas" dos atavismos de estimação, do egoísmo, vaidade, orgulho, melindres, preguiça, vícios, arrogância, manias, má vontade...
Antonio Pereira Apon.

Para produzir uma peça de cerâmica, o artesão amassa bem a argila, sova o barro com vontade, para eliminar todas as bolhas de ar. Caso contrário, verá seu trabalho literalmente, estourar no forno, podendo até danificar outras peças que estejam juntas na fornada.

A presença da ausência

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... A miopia do ter, vai embotando a realidade, entorpecendo os sentidos materializados, insulando a criatura em seus hiatos delirantes... Diversamente, outros não tardam "lambendo as feridas" imaginadas pela própria imaturidade existencial...
Antonio Pereira Apon.

Há quem viva se lamuriando por faltas e ausências meramente artificiais e artificiosas. Apercepção de uma vaidade orgulhosa, futilmente egoísta. Tem gente que reclama da vida e se maldiz, por não poder ter o carro dos sonhos, aquela casa maravilhosa, o emprego mais endinheirado; por não ter uma mulher dessas de capa de revista, por não tirar a sorte grande na loteria, não poder fazer aquela viagem espetacular, não ser famoso nem consumir determinada marca... A miopia do ter, vai embotando a realidade, entorpecendo os sentidos materializados, insulando a criatura em seus hiatos delirantes.

A libertação das cores e o renascer da Arte

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Não existe arte de verdade sem liberdade, e não há liberdade de verdade, onde a arte é censurada.
Antonio Pereira Apon.

Uma terrível feiticeira resolveu aprisionar todas as cores. Aquele mundo colorido, afrontava a escuridão do seu ser. Aquela alma tisnada de maldade e amargor, começou a capturar as cores, uma após outra. Como cada cor representa uma porção da luz, tudo foi pouco a pouco escurecendo, até que a humanidade abismou-se numa tenebrosa escuridão.