A arte da vida. Apon HP


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quinta-feira, 28 de maio de 2015

Direitos humanos? De quem?



... Cadê a preocupação da presidência para com a “pena de morte” imposta pela violência urbana de cada dia? Cadê o consolo? O socorro? O amparo para quem vai sobrevivendo com as perdas e sobressaltos dessa desumana selva de homens? Cadê os defensores, protetores, arautos dos direitos humanos?! ...


Antonio Pereira Apon.


Pessoas andando na rua.


Cadê os direitos humanos? Do cardiologista esfaqueado por jovens, que parecem ter perdido o coração? Do músico alvejado na cabeça, por quem escolheu não tocar a vida dignamente? Da professora assassinada por quem desdenhou a educação? Do estudante de veterinária, morto por um “bicho solto”? Da médica sequestrada e morta por um indultado sem remédio? Do coreógrafo, que perdeu a vida para a “dança” da violência? Dos moradores de rua queimados por mentes inflamadas de preconceito demente? Da doméstica espancada... Do Padre executado... Do turista... Da adolescente... Cadê???


Cadê os direitos humanos? Do policial assassinado, justamente por ser um policial? Dos magistrados e promotores, sentenciados por buscarem o cumprimento da lei? Dos pais, mães e órfãos chagados pelo crime? Dos “encontrados” pelas tais “balas perdidas”? Dos tantos sobressaltados, trancafiados em suas residências, acuados pelo medo? Das crianças e adolescentes, privados de uma juventude normal pelos “de menor”, patrocinados por tanta sensação de impunidade? Dos cidadãos de bem, cumpridores de suas obrigações e pagadores da escorcha dos impostos?... Cadê???

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Estamos nos acostumando... Até que...



... nos acostumando com a deseducação, com a insalubridade e a insegurança endêmicas, com pagar caro por serviços ordinários, pagar a conta, os impostos dos tantos malfeitos de governantes e agregados, os condicionamentos e modismos ditados pelas mídias, música vagabunda, a “extorsão” dos...


Antonio Pereira Apon.


Gato acomodado.


Pouco a pouco, como em gotinhas homeopáticas de condicionamento social, vamos nos acostumando, habituando e sem nem nos darmos conta, começamos a aceitar o inaceitável, admitir o inadmissível, justificar o injustificável, enxergar normalidade no que é absolutamente anormal... E quando nos apercebemos da realidade, estamos participando, compactuando com verdadeiras aberrações. Assim aconteceu com os alemães e o nazismo, os católicos e a inquisição, os mulçumanos e o terrorismo, torcedores de futebol e os confrontos nos estádios...


Estamos nos acostumando com o morticínio diário de nossas cidades, onde corpos se amontoam nas estatísticas, vitimados por balas perdidas ou não, por todo tipo de violência. Já não estranhamos, já não ficamos perplexos. “Vacinados” por essa sinistra rotina, nos posicionamos como meros espectadores. Até que o sangue respingue em nossa acomodação.

sábado, 16 de maio de 2015

Remake. Chuvas que matam



... assistem a encosta a rolar sem dó; sinistra mistura de gente e lixo. Drama da vida real; desgraça mais que anunciada, tragédia de vender jornal. Quem há de acudir...


Deslizamento de encosta.


Chuvas novamente,

descaso outra vez.

Quem apostou a vida,

Assiste o “azar” bater a sorte;

lama e entulho,

descuido parindo a morte.

Eleitas, reeleitas autoridades de agora,

exumando desculpas de outrora,

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Aprendiz de mim



... indiscreta confidente, espalhar em versos meus “segredos”. Eu; que de muito sei tão pouco, que de pouco muito sei. Graduação em indagações, pós em dúvidas, mestrando em...


Antonio Pereira Apon.


O Pensador. De Auguste Rodin.


Eu.

Filho dos ontens,

irmão do hoje,

aspirante a pai do meu amanhã.

Entre o pouco que sei

E o muito que me falta saber;

muitas vidas terei eu que viver!

Aprendiz de mim,

de tudo e de todos;

profeta de profecias já feitas,

incertas certezas,

metamorfoses imutáveis.

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Pessoas não são números



... precisam ser tratadas como pessoas, gente é questão de humanidade, não de matemática. Números se podem fraudar sem escrúpulos, amontoar em presídios... Números podem ser omitidos ou simplesmente "apagados"...


Antonio Pereira Apon.


Gatilho.


Estamos nos acostumando tanto com a violência, que para muitos, matar ou morrer, parecem acontecimentos normais, parte da rotina diária, como comprar o pão, descartar o lixo...


Houve um tempo, em que o espanto e a comoção eram reações comuns ante um cadáver exposto em via pública. Hoje, entre conjecturas levianas, patológica curiosidade, opiniões ferinas, julgamentos açodados, e risos de mórbida ironia, tudo se faz corriqueiro e normal, episódio banal, triste crônica urbana, espetacularizada pela mídia vampira. Na busca da audiência fácil, estabelecendo uma simbiose macabra, com o espectador desse circo de horrores da desgraça humana.


Gente é transformada em número da estatística policial. Mas, números não são pessoas, número não tem pai nem mãe, filhos, sobrenome, amigos, alma... Números não nasceram, nunca engatinharam, nunca sorriram...

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Cigarras e Formigas



Dia do trabalho. Finge que muda o Governo, faz de conta que modificou a ideologia... Mas o trabalhador segue pagando a conta, bancando a farra da politicagem nacional. 1º de maio? Ou 1º de abril?


Antonio Pereira Apon.


Escravos trabalhando, pintura de Debret.


Pensando em escrever sobre o dia do trabalho (1º de maio(, lembrei-me daquela fábula da Cigarra e da Formiga. Ela retrata bem o que vivemos no Brasil. As formigas, são os trabalhadores, que se arrebentam de trabalhar, para receber míseros mínimos salários. Enquanto isso, os tais políticos, incorporam o papel das cigarras. No Congresso Nacional, trabalham(?) Três dias por semana (de terça à quinta), caem na farra das passagens aéreas, verba disso, auxílio daquilo... Legislam muito pouco, e do pouquíssimo que produzem, grande parte, é inutilidade pública ou de interesses estranhos.


E as pobres formiguinhas, sustentando a bandalheira das cigarronas. Mas nas próximas eleições, o formigueiro, pode (e deve) botar a cigarraria para cantar em outro terreiro. Preferencialmente: no Afeganistão, Iraque, Faixa de Gaza ou mais adequadamente, nos quintos dos infernos, juntamente com o restante da fauna política nacional.