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segunda-feira, 29 de junho de 2015

Humor infame de uma realidade não menos





... esse “humor” de péssimo gosto. Mas, nesse demagógico “país da piada pronta”, só escárnio, ironia, sarcasmo, deboche, achincalhe... Talvez assim, a seriedade acorde, nos libertando das... ...Não surpreenderia a criação do bolsa quadrilha, auxílio traficante, minha arma minha vida, programa de aceleração da criminalidade...


Antonio Pereira Apon.


Cofre aberto.


A violência anda tão surreal que, Não seria de duvidar: Um sujeito solta um pum e leva um tiro. O atirador se aproxima do corpo e fala: - Foi só um pum?! Foi mal! Desculpa aí brother!


“Bala perdida” anda tão comum, vitimando tanta gente, que “perdida” parece eufemismo. Está mais para “bala encontrada”.


Se um bandido mata um policial: É um “lamentável incidente, inerente a uma profissão de alto risco”. Se o policial mata o marginal, vira caso de direitos humanos, ministério público, corregedoria... Só falta abrir processo de beatificação do “pobre” delinquente no Vaticano. Mártir da criminalidade!


Se um cidadão trabalhador, pagador da escorcha tributária e cumpridor de suas obrigações, reagir e matar um marginal “de menor”, vira um “monstro assassino”. Se esse criminoso “de menor”, violentar, torturar, matar... Sua vítima. Não vai passar de um “coitado menor infrator”.


Se um “coxinha” ou qualquer outro menos votado delinquir, é um abjeto criminoso, corrupto, ladrão, safado... Se for um “petralha” ou algum de sua “base aliada”. Que bobagem! É apenas um “mal feito”.


Auxílio reclusão, progressão de pena para crimes hediondos, polícia prendendo e lei soltando, sensação crescente de impunidade, indultados delinquindo... Não surpreenderia a criação do bolsa quadrilha, auxílio traficante, minha arma minha vida, programa de aceleração da criminalidade...


Traficante brasileiro fuzilado na indonésia vira questão diplomática internacional e ainda arrisca ganhar estátua. Os tantos “fuzilados” da cotidiana violência nacional. Nada além de estatística.


Desculpe-me por esse “humor” de péssimo gosto. Mas, nesse demagógico “país da piada pronta”, só escárnio, ironia, sarcasmo, deboche, achincalhe... Talvez assim, a seriedade acorde, nos libertando das leis modernosas dissonantes da realidade, códigos caquéticos, estatutos levianos e permissivos, autoridades incompetentes e inconsequentes, políticas sociais eleitoreiras e fantasiosas, desaparelhamento das polícias, descaso com a educação e outras negligências do Estado... E para quem não gosta de discutir política. Cabe lembrar que um dos grandes marcos desse absurdo que vivemos na insegurança pública, foi lançado por um já finado politiqueiro, que garantiu que a polícia não subiria os morros do “seu” estado. Aí está o resultado que se espalhou e consolidou em todo o país. Criminosos cada vez mais organizados, afrontando uma desorganizada e mal resolvida sociedade que desamparada e indefesa, assiste a banalização da violência num descalabro como nunca antes visto. Até quando?!


Detetive.


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4 comentários:

  1. Excelente seu post. De uma sobriedade que demonstra a ignorância de muitos quando concordam feito fantoches em mãos nem um pouco dignas! Miramos mais nas estatísticas que nos humanos. Faz-se leis e desfaz-se de pessoas. Até quando?
    Abraço.

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    Respostas
    1. Triste país de faz de conta, hipocrisia e alienação. Até quando???

      Um abração.

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  2. Oi, Apon, como vai?
    Penso que colocou muito bem quando diz que o crime está mais organizado que a sociedade, talvez o motivo da distância entre o que é correto e a impunidade. Usa-se o conceito de "dois pesos, duas medidas", aliado a um sistema carcerário fracassado, que não reabilita e beneficia aqueles que deveriam ser punidos.
    Não sabemos onde isso vai parar.
    Abraços!

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    Respostas
    1. Vivemos no país do jeitinho, do improviso e da absoluta falta de seriedade no cuidado da coisa pública. Vão "empurrando tudo com a barriga"... Daí esse descalabro não só na segurança, mas também na educação, saúde... Deus que nos acuda!

      Dentro do possível nesse país, vai tudo bem.

      Um abração e uma boa semana.

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Antonio Pereira Apon.