A arte da vida. Apon HP


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Nossos escritos mais recentes:



sexta-feira, 31 de julho de 2015

Crise?! A culpa é do Pina



... não é política nem econômica. Essa crise é que nem chifre. É apenas um acessório que estão inventando de colocar na cabeça do brasileiro. Basta...


Dinheiro espalhado.


Não entendo por que se estende tanto a “Operação Lava Jato”. Pra que CPI? Por que tanto furdunço entre a politicalha? PT, PP, PMDB, PQP, FDP... Lula, Dilma, ministro disso, presidente daquilo, advogada encerrando carreira... Pra que tanto arerê? Para que essa crise ameaçando a sociedade brasileira.

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Expresso da vida



... folhinhas desfolhadas, amarfanhados calendários; vividos, amarelecidos, idos. Lugares vagos nos vagões, trazem lembranças...


Trem ao sol.


A vida passa,

e nós,

passageiros desse expresso,

partilhamos destino incerto.

A passagem não indica a estação do tempo,

não revela o dia,

omite a hora.

Pode ser mais tarde;

até mesmo agora!

domingo, 26 de julho de 2015

Quimera. Do mito à palavra



... Com o tempo, a imagem da quimera cede espaço aos dragões. Por falar nisso! São Jorge matando o Dragão, seria uma releitura de Belerofonte e a quimera? ...


Belerofonte enfrentando a quimera.


Algumas palavras por nós usadas, guardam uma origem por muitos desconhecida e insuspeita. Um desses casos é o substantivo feminino: Quimera. Normalmente usado para designar aquilo que é fruto da imaginação, o impossível, utópico, sonho, fantasia... Mas, de onde veio esse vocábulo?

sábado, 25 de julho de 2015

A arte nas flores



Um poema às flores, arte divina da artesã natureza, que nos encanta e inspira. Colorindo, perfumando esse nosso existir.


Flor narciso.


Flores são poemas sem palavras,

pinturas sem tinta, tela ou pincel,

canção sem voz,

esculturas...

Declamam a beleza,

proclamam o perfume;

declaram sentimentos,

adornam emoções;

tudo dizem seus silêncios,

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Hebe, Narciso, Sísifo. Ser ou não ser? Eis a nossa humanidade



... Hipnotizado por aquele lindo rosto, apaixonou-se por si espelhado na água. Em vão tentou abraçar a encantadora imagem imersa. Exausto, seu corpo deitado ao solo, foi desaparecendo, dando lugar, a uma flor amarela com pétalas brancas no centro. O Narciso. Pois é, assim também a humanidade vai se apaixonando por sua imagem imaginária refletida nos espelhos da cosmética e todo tipo de artifício...


Narciso admirando sua imagem refletida.


O ser humano vem se tornando uma mal rascunhada caricatura mitológica, frankensteinianamente misturando traços de figuras lendárias: Como Sísifo, vamos tentando enganar a morte. E qual Narciso, apaixonados por nós mesmos, perseguimos a juventude eterna da deusa Hebe.


Entre avanços da ciência e artificiosos paliativos estéticos, a humanidade vai de: peeling disso, daquilo e daquilo outro; radiofrequência reaction, glicerol, fenol, laser de co2 fracionado, revitacell, esfoliantes, máscara despigmentante, lifting, microrroller, preenchedores de volume, toxina botulínica (vulgo, Botox), plásticas até onde se possa imaginar, lipoaspiração, cremes mil, ácido hialurônico, glicólico, retinóico, “paranoico”... E a ditadura da “vida eterna”, segue de medicina ortomolecular, persegue os radicais livres, vai de dietas, chás, sucos, fitoterápicos, panaceias, urinoterapia, auto-hemoterapia, isoterapia, suplementos, shakes, fitness; todo estrangeirismo e qualquer modismo que alimente a mitológica ilusão da perfeição e beleza imorredoura. A busca pela saúde, apenas serve de pretexto para esconder essa febre, essa obsessão insana contra os inevitáveis: Envelhecimento e morte.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

As pedras. Quem faz a diferença?



Pedras diversas na forma, na origem, nas cores, no propósito... Sagradas, profanas... Artísticas, pragmáticas... Figuradas, concretas... O que ou quem para dar sentido?


Antonio Pereira Apon.


Mão com pedra.


Pedra de construir,

pedra de atirar;

pedra de esculpir,

pedra de tropeçar.


Pedra de Drummond,

pedra de Davi;

pedra de Apon,

pedra na Geni.


Pedra de Jacó,

pedras de ornamento;

pedra mó,

pedras dos mandamentos.


Pedra de Sísifo

pedra fundamental;

pedra do Litóglifo,

pedra filosofal.


Pedras que rolam,

pedras que ornam;

pedra de Aleijadinho,

pedra sabão.


Pedras de Moisés, Lázaro, Pedro e Jesus,

pedras dos ditos e provérbios;

pedras jogadas na cruz.

sábado, 11 de julho de 2015

Letras que fazem diferença



Uma, duas letras podem mudar, dar novo sentido, descobrir, ressignificar, recriar, reinventar possibilidades, oportunidades. Aprendamos com elas! Transmutemos o nosso mundo!


Antonio Pereira Apon.


Terra vista do espaço.


Do fundo do poço

ao mundo do posso;

ç ou ss inspirando a decisão,

um f ou m apontando a direção.

Simples letras.

Complexas diferenças:

É a sorte ou a morte,

a porta, o parto e o porto,

apressado ou apreçado,

o falar e o calar,

linho e vinho,

mão e pão;

na lida e na vida,

o fel e o mel,

a trinca, o trinco,

o brinco que brinca;

Fedra e pedra,

solo e colo,

bar ou lar,

o trago e o trigo,

a figa, o figo,

lama e fama,

ladrar e lavrar,

domingo, 5 de julho de 2015

O estagiário 2. Barrados no céu



Racismo, homofobia, intolerância e toda forma de preconceito, são moléstias do caráter, patologias de almas apequenadas e mesquinhas, ensimesmadas no delírio de uma falsa superioridade. Ouro de tolo.


Antonio Pereira Apon.


Porta aberta.


São Pedro foi chamado para uma audiência com Deus e pediu para um estagiário tomar conta da portaria do céu. Menos de uma hora depois, o porteiro celeste, retorna apressado:


- Mas o que você pensa que está fazendo? Estão chovendo reclamações no Serviço de Atendimento Celestial!


- Eu?! Nada São Pedro!


- Você barrou a entrada de uma generosa senhora que abrigou e cuidou de dezenas de órfãos e socorreu outras tantas pessoas durante sua vida na Terra...


- Ela era de candomblé. Era macumbeira...


- E o dedicado médico que aliviou as dores e se desvelou no atendimento aos pobres, aos quais jamais negou socorro?


- Mas ele era homossexual!


- O que você tem a dizer sobre o professor que tirou inúmeros jovens do caminho do crime, educando com amor?


- Esse era ateu!


- Um político honesto! Você barrou um dos raros políticos honestos que só vez por outra aparece por aqui!


- Não era cristão.


- Você teve a capacidade de vetar a entrada de um homem injustiçado, condenado por um crime que não cometeu!


- Era negro...