A arte da vida. Apon HP


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Nossos escritos mais recentes:



sábado, 26 de setembro de 2015

Alvorada proseando na janela;



... amarelo dourando a água calma, o vermelho rosando a rosa. E o branco todo prosa, Proseando a paz... Vaga um barco lá distante, toque humano no horizonte, Ocasional...


Antonio Pereira Apon.



Barco ao alvorecer.


Brilha o sol em minha janela.

É a vida a despertar!

Traz o prosear da alvorada

e o cantar da passarada,

Vem o dia musicar.

Dissipada a noite escura,

sai a luz de sua clausura,

vem as cores despertar.

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Quem doa



... Durante nossa vida, o que não mais nos serve vai para o lixo, ou se serve ainda para alguém, passamos adiante. Com a morte não é diferente; as opções são as mesmas! ...

Antonio Pereira Apon.


Aperto de mãos.

Quem doa um órgão, mais do que um órgão, doa: felicidade, amor, esperança, qualidade de vida, cidadania, dignidade, luz, saúde...


Por que, entregar ao vazio do sepulcro ou às chamas da cremação, a possibilidade de renovarmos vidas semeando sorrisos, multiplicando possibilidades, reescrevendo destinos?

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Qual “cracia” melhor define o Brasil?



Algo do tipo: Mitocracia está mais próximo da realidade. Um governo baseado em mitos, lendas, fábulas e mentiras. Tributocracia arrecadocrata também seria cabível; o governo baseado na desonesta gastança paga pelo excesso de impostos extorquidos do cidadão honesto e real trabalhador.


Moedas espalhadas.


É certo que a palavra democracia, que deveria designar um governo do povo, no Brasil, ganha ares de eufemismo e uma certa falsidade. A “cleptocracia”, que ganhou as manchetes nos últimos tempos, pareceu trazer a mais perfeita e completa tradução do nosso regime politiqueiro. Mas, consultando o sapientíssimo guru e professor/doutor Google, encontrei outras “cracias” que complementam, reforçam e ressignificam o sentido real da bandalherocracia brasileira. Vejamos: Bancocracia. Controle político e econômico dos banqueiros; timocracia. Tipo de governo em que o poder e os cargos são distribuídos em favor dos ricos (por isso, tantos querendo ficar ricos ou, ainda mais ricos), a plutocracia segue a mesma linha (creio que “putocracia” definiria melhor); partidocracia. O domínio do estado por um ou mais partidos políticos (aqui, absolutamente, qualquer semelhança não é mera coincidência). Nunca antes foi tão difícil designar isso aqui. “Delitocracia”? “Corruptocracia”? ...

domingo, 20 de setembro de 2015

Fim de domingo. Começo de saudades



... Fim do final de semana, end of the weekend; recreio, intervalo... Bye bye! A pressa tomando de assalto, apressada rotina que nos vem assaltar. Os tais dias úteis, trazendo saudades dos...


Andando de bicicleta.


Fim de domingo,

prenúncio de segunda.

Resto de preguiça querendo restar,

gosto do lúdico querendo ficar;

o tempo ruminando as horas,

fugazes lembranças teimando em passar.

A força da lida,

o ritmo da vida que nos vem acordar.

sábado, 19 de setembro de 2015

Eu e nós



Ser mais nós e menos eu. Somar o que der, multiplicar o que puder e dividir com o outro o nosso melhor. O melhor do nós e seus “eus”.


Escola de Atenas.


Eu; um verso. Nós; poesia.

Eu; uma nota. Nós; melodia!

Eu; estrela. Nós; constelação.

Eu; minifúndio. Nós; vastidão!

Eu; a pedra. Nós; bela escultura.

Eu; falta. Nós; fartura!

Eu; procura. Nós; achado.

Eu; incógnita. Nós; resultado!

Eu; caminho. Nós; caminhada.

Eu; flor. Nós; florada!

Eu; a uva. Nós; o vinho.

Eu; a linha. Nós; o linho!

Eu; eclipse. Nós; alvorada.

Eu; passarinho. Nós; passarada!

Eu; labirinto. Nós; o rumo.

Eu; pêndulo. Nós; aprumo!

domingo, 13 de setembro de 2015

Poema de um amanhecer, crônica de um outro dia



... acordando o desacordo das ruas. Acorda a cidade e seus sobreviventes: Engarrafamentos crônicos, violência endêmica, modernidade polêmica. Grita o despertador apressado e apreçado...


Cidade amanhecendo.


Arrulham os pombos,

bem-te-vis saúdam o alvorecer

Em meio à selva de concreto e tantas inconcretudes.

Ainda desacordada,

grande parte da cidade,

apercebe a paisagem,

poética pintura desse arrebol.

Trôpega,

a boemia Ainda intenta prorrogar a noite,

postergar o alvor;

tropeça nos restos desumanizados que disputam as sarjetas,

nos cães abandonados que viram latas,

reviram o lixo humano.

Qual penitente,

o gari varre a rua que já se vai sujar;

um, outro e outros tantos,

passam, jogam,

explicitam no chão seu grau de educação.

Vagam pedintes, prostitutas, gays e afins,

espreita o ladrão, o azar e a sorte.

O jornaleiro grita adormecidas manchetes.

As teclas do meu computador;

vão devorando o silêncio,

parindo esses meus versos sem rima.

Assobios de Whatsapp,

insones redes sociais,

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

A droga das drogas



... restos de gente, escombros de dignidade; zumbis errantes, sonhos farsantes, pesadelo da realidade. Voluntária tormenta, tormentosa opção; arriscar tudo, fazendo-se nada. Reclamar de que? ...


Frasco de droga.


O que é o próprio nome diz:

Droga!

Quem é feliz não usa,

o infeliz abusa;

vai entorpecendo a vida,

sai apostando a sorte,

cai com odor de morte.

Azar do vício,

aziago risco.

Fuga louca,

inteligência pouca.

Ruminar o tempo,

agendar lamentos,

comprazer na dor.

Atalho pra lugar algum,

ponte pra lugar nenhum,

passarela de ilusões.

Amargo trago,

fumado abismo,

cheirado aprisco,

delirante autismo.

Roleta tonta;

à lucidez afronta,

desaponta a razão.

O “barato” é passageiro,

“viajar” tão ligeiro...

sábado, 5 de setembro de 2015

Poema de um primeiro verão, versos de primavera. Mitologia de uma estação



A bela estação das flores, aromas e poesia, não poderia ficar sem belas explicações da mitologia.


Alegoria da primavera.


Em latim, o primeiro verão,

inspiradora primavera;

magia da floração,

florir de nova era.


Clóris grega,

Romana Flora;

entre bóreas e zéfiro a refrega,

pelo o amor da bela Hora.


O vento leste ganhou do norte,

fê-la das flores a fada;

o amor se fez mais forte,

essa lenda a mais contada.


Outro mito nos dá conta:

Perséfone tem em Hades o raptor;

a mãe que a filha não encontra,

acha em Hélio (o sol) o delator.


Sabendo do acontecido,

Deméter sonega à Terra nutrição;

resta a Zeus, o seu querido,

arrumar uma solução.

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Aniversariar



... Aniversário. Uma nova página para traçar, riscar, rabiscar, escrever, reescrever... Eis a lida, eis a vida, eis a arte do viver. O destino está escrito, mas não pronto. É rascunho! É de próprio punho que essa biografia se faz...

Antonio Pereira Apon.


Caneta nos ares.

O tempo que passa, é o lecionar da vida. Não é mera cronologia, adicionar de anos... É multiplicar possibilidades! Quem ainda não apreendeu o sentido real da vida, envelhece, estaciona assistindo o tempo passar. Quem sabe das coisas, segue, testemunhando o tempo envelhecer.


Na cartilha dos meus aniversários. Aprendi que as pedras do caminho, não são para tropeçar nem ferir! São para construir, esculpir, pavimentar! Descobri que os espinhos, por mais agudos que sejam, não tornam menos bela, nem (des)perfumam a rosa. Entendi que por mais que se esforcem. Nem as nuvens, nem as noites, conseguem impedir o alvorecer.


Na leitura dessas minhas primaveras, verões, outonos e invernos. Assimilei o quanto tudo é passageiro e quão inútil é se aclimatar às lamentações, revoltas, desesperanças... A vida não pode conspirar positivamente, para quem vive a sabotar o bom ânimo, a confiança, o otimismo... Desilusão é como uma síndrome de abstinência, efeito colateral do vício nas ilusões. Sonhar, é adivinhar possibilidades. Jamais, planejar quimeras.


Folheando as pági nas desses anos, internalizei que não sou melhor ou pior que ninguém, minhas dores e alegrias não são maiores nem menores, meus erros e acertos não são mais nem menos importantes. Cada um traz suas singularidades, necessidades e instrumentos que burilam o espírito na trilha da evolução.