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domingo, 8 de novembro de 2015

As portas, as janelas e a vida





... Os olhos ouvem, os ouvidos enxergam, a língua curte e compartilha: Fulano faz, Beltrana acontece, Sicraninho...


Homem com binóculo.


Portas entrefechadas,

vidas entreabertas,

janelas a espreitar.

Quem sabe pouco de si;

dos outros,

sabe demais.

Os olhos ouvem,

os ouvidos enxergam,

a língua curte e compartilha:

Fulano faz,

Beltrana acontece,

Sicraninho...


Um dia a Polícia.

Alguém sai algemado.

Não sabia de nada?!

A vizinhança sabe de tudo!!!

Portas entre abertas,

vidas entrefechadas,

janelas...



Foto do autor: Antonio Pereira (Apon).


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6 comentários:

  1. As portas e janelas da alma sabem de tudo e transcendem informações. Quem tem sensibilidade capta, não tenho dúvida alguma.
    Abraço.

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    Respostas
    1. Infelizmente, muitos embotam os sentidos da alma, materializam as percepções, canalizando para a frivolidade, a fofoca e a maledicência. Esquecidos de si e dos seus, patrulham a vida alheia até serem surpreendidos pelo inesperado.

      Um abração e uma boa semana.

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  2. Olá, António!

    Tudo rolando e domingo quase passado.

    Pois é, as portas, as janelas e a vida têm muito em comum. Até parece que não, mas a vida é uma janela aberta ao mundo, e a porta, lugar por onde nela se entra.

    Mas os sentidos estão todos trocados e baralhados, assim como a própria vida, onde as pessoas fazem que são "outras" pessoas, não sabem "nada" da vida do vizinho ou da vizinha ( e aquela menina, que é "fresca", diz uma que passa os dias à janela e na rua, observando tudo o que se passa, que não passa e que ela inventa, também). Quando colocados frente às autoridades, ninguém sabe de ninguém. É o que eu chamo de "boa" vizinhança.

    Poema bem certeiro, inteligente e crítico.

    Boa semana.

    Aquele abraço!

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    Respostas
    1. Não só os sentidos se embaralham. Temos vivido tempos da mais absoluta inversão de valores,onde tratar da vida alheia, parece ser mais relevante do que da própria. Sabe-se de tudo o que não é da conta. Do necessário e devido? Uma abissal ignorância! Futilidade, fofoca e maledicência, temperadas com generosa porção de mediocridade, parecem inspirar as relações humanas, cada vez mais superficiais, descartáveis e artificiosas. Assim, vai-se superlativando as mazelas dos outros, para esconder aquelas próprias, que a todo custo se intenta minimizar, justificar e desculpar. Errado, imperdoável, criminoso... É sempre o outro.

      Um abração e uma boa semana para ti também.

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  3. Oi Antonio!
    É, a vida está assim mesmo! Escancarada!
    Acho que as pessoas nem percebem, pois estão muito "ocupadas".
    Belo post!
    Abraço carinhoso, feliz semana

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    Respostas
    1. Pois é. Vive-se muito ocupado em patrulhar e escancarar a vida alheia. Para os próprios desatinos, faz-se cara de paisagem, de aé? Joga-se o lixo de casa para baixo do tapete e o do vizinho se espalha por toda a rua. "Gente estúpida! Gente hipócrita!" Já dizia aquela música de Gil.

      Um abração e uma bela semana.

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Antonio Pereira Apon.