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terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Quer mesmo ser feliz? Então seja!





... Gente que sobrevive de faz de conta, cultivando miragens e cultuando quimeras. Grife dos Rótulos, etiquetas e faustas embalagens para mascarar o vácuo de conteúdo. Ilusão tipo ostentação! ...


Calculadora.


Precisamos adoçar a alma, a mente e o coração. Contrapor com doçura a tanta e inútil amargura, o infrutífero azedume que a tantos infecta. Sorrir para a vida, para que ela possa responder com um outro sorriso.


Vive-se acuado entre o preço da pressa e a pressa do preço, vai-se trocando o ser pelo ter e artificializando mais e mais uma desumana humanidade, hipnotizada por valores sem valor, transitória posse de desnecessárias necessidades.


Se aposta nas aparências intentando desmentir a paupérrima situação interior, o vazio existencial de almas carentes, que encontram no ter o disfarce para sua falta de ser. Gente que sobrevive de faz de conta, cultivando miragens e cultuando quimeras. Grife dos Rótulos, etiquetas e faustas embalagens para mascarar o vácuo de conteúdo. Ilusão tipo ostentação!


Coisificação de tudo e todos, pondo na boca um desgosto de fel; amargurada, a felicidade trava triste. Amargosa desilusão. Não dá para comprar, financiar, botar no cartão, tomar emprestada, roubar; não adianta fingir nem invejar. Felicidade é uma construção interior. Não é um ativo financeiro, um investimento que se possa quantificar, nem ação da bolsa de valores, sequer Título do Tesouro Direto; não tem “conversa com o gerente”, “jeitinho brasileiro”, jogo, rolo; não admite “carteirada”. É. Ou não é! E esse “ser ou não ser” é uma só sua questão.


Sol sorrindo afastando as nuvens.



Foto do autor: Antonio Pereira (Apon).


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4 comentários:

  1. Olá, António!

    Mais uma inteligente e pertinente publicação.

    Infelizmente muita gente, a maior parte, vive de e para aparências. São os carros de luxo, os celulares topo de gama, as roupas de marca, as empregadas domésticas, as viagens, enfim bobagens, como vocês aí dizem.
    Eu não dou nenhuma importância a nada dessas coisas. Visto decente e razoavelmente, sou sensorial e sensitiva e MUITO OBSERVADORA DO QUE ME RODEIA.

    Tenho uma vida satisfatória, sem dívidas, com lisura, embora seja bastante imperfeita, mas tento a cada dia ser um pouco melhor e escorreita comigo e com os outros. Não gosto de viajar, nem de grandes sociabilidades, mas adoro dançar, escrever e cantar. Sou muito eu, privada, mas atenta e afável, sem excessos. O meu blogue "desmente" ou pode desmentir o que estou afirmando, mas sempre tive muita imaginação, portanto, viro atriz com facilidade.
    Tu e eu já nos contatamos há algum tempo e creio que, mais ou menos, tens uma ideia formada sobre a minha pessoa, como eu tenho de ti.

    Não vivo para o ter e desde que entrei nos entas, comecei a pensar em muitas coisas que aos vinte/trinta anos considerava mega necessárias e agora são desnecessárias para mim. Enfim, a idade, as vivências e as experiências nos vão ensinado o que devemos deletar ou não.

    Não tenho filhos, creio que sabes, por opção minha, e até hoje só conheci sexualmente um homem, quando tinha 35 anos, sensivelmente. Perdi na devida altura a inocência e com a pessoa que, ainda hoje, me parece ter sido a mais certa, a mais indicada.

    EU SOU AQUILO QUE SOU, SEM TIRAR NEM PÔR. JÁ DISSE MENTIRAS PIEDOSAS E PEQUENAS, MAS CADA VEZ MAIS FAÇO POR SER VERDADEIRA E EXPLÍCITA.

    Dias de luz e paz. CÉU de LUZ ou LUZ de CÉU é a mesma "coisa"/pessoa.

    Aquele abraço.

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    Respostas
    1. Vive-se sob o império do ter e quanto mais se tem, mais se quer ter. Assim as pessoas vão se consumindo numa ânsia vã de conquistar falsas necessidades, esquecem do que é realmente essencial. Vão apenas sobrevivendo invés de realmente viver.

      Em meio a toda essa coisificação dos teres, o sexo é banalizado e os afetos diluídos entre os "ficantes" que passam e são trocados como objetos mais que descartáveis.

      Quando tomadas pelo vazio, a depressão e tantas desilusões, as pessoas "não sabem, não compreendem" o motivo. Alegrias momentâneas podem até ser compradas, mas felicidade? Essa não tem preço. É coisa para quem merece e sabe construir.

      Um abração.

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  2. Leio em seu tema de hoje, como sempre, a sabedoria sua de viver e desfrutar da vida pelo "ser pessoa"! Sem nobreza alguma de títulos, de conta bancária ou grifes, mas a grandeza interior cultuada diariamente. Isso é o que vale a pena. Penso hoje em quantos devem estar estressados, depressivos com suas contas do "ter", diante da crise mundial que afeta a existencial de muitos! Feliz que sabe que "menos é mais". Parabéns!
    Abraço.

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    Respostas
    1. Muitos infelicitam a vida por sua insaciável busca dos teres e fatalmente insatisfeitos, mergulham mais e mais em seu vazio existencial.

      Um abração.

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Antonio Pereira Apon.