A arte da vida. Apon HP


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Nossos escritos mais recentes:



domingo, 28 de fevereiro de 2016

Expectativa. Quem espera, nem sempre alcança



... Tudo é o que é, todos são o que são e serão como quiserem, puderem ou tiverem que ser. Decepção, desengano, desilusão são efeitos colaterais...


Antonio Pereira Apon.


Mulher na janela em Figueras - Salvador Dali.


Não se deve contemplar a vida como mero espectador nem portar-se como contumaz expectador. Um assiste a tudo passivamente, enquanto o outro espera em demasia. O primeiro segue a reboque dos acontecimentos, sobrevivendo conforme os humores do azar e da sorte; o segundo, vive a ruminar a ansiedade e frustração do seu tanto expectar.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Nas redes sociais ou na rua?



... No Facebook você grita, no Whatsapp brada e xinga, esbraveja no Twitter, escracha no Instagran, desanca no Pinterest, ofende no...


Digitação.


Nas redes sociais você “tudo pode”.

É forte!

Bate, julga, condena,

pinta, borda, chuleia...

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

O sonho e o tempo



... natimortas existências, sem tempo pros sonhos, sem sonhos pro tempo. Onírico vazio...


Antonio Pereira Apon.


Mão com flor amarela.


Quando não ousamos realizar,

sonhar a realidade,

idealizar...

As possibilidades morrem sem nascer.

Esvaem-se como o tempo perdido,

a ciranda insana dos ponteiros do relógio,

que caminham para lugar algum.

Vagam por entre as horas,

domingo, 21 de fevereiro de 2016

Fim de festa. E agora?!



... desviou da blitz para escapar do bafômetro, da multa, dos pontos na carteira... Alinhavou o destino, ziguezagueou na avenida...


Cerveja.


Nada resta,

sobram sombras;

assombram,

ensombram...

A música calou,

acabou a comida,

a bebida acabou.

Sua possível “Cinderela”;

se foi,

não deixou o “sapatinho de cristal”...

Você “tomou todas”!

E após tantas “saideiras”;

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Mosquito que mata, maltrata... Não pode viver (Com mp3)



... no lixo jogado ao léu, a “mosquita” curte o descaso. Agua parada; berçário da assassina, seja limpa ou mesmo suja...


Mosquito que mata maltrata, não pode viver (mp3)
Antonio Pereira Apon.


Mosquito da Dengue, Zica...


Essa bandida pica,

dá dengue,

dá Zica;

CHIKUNGUNYA também.


Dá em microcefalia,

coceira e hemorragia,

pode a qualquer um matar.


Agua acumulada,

na mansão ou no casebre;

Eita mortal cilada!

Pode matar de febre.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Brasil folião. Feliz ano novo!



... essa farsa malsã. Impostos e mais impostos, Bobos-da-corte a custear a torpe fantasia; tributos para o bloco do nada, “contribuição” para o cordão de coisa alguma. Nefastos bailes nos palácios da ilusão, discursos vãs de vãos bufões. Cada vez mais caro: O impagável pão, o intragável circo...


Papel picado metalizado.


Finda em cinzas a folia;

acordar da realidade,

recesso do ócio,

ocaso da foliã fantasia.

Findo o carnavalesco delay;

tardio,

o tempo desperta para o ano que já foi novo,

e o país do faz de conta,

finge deixar os braços de Morfeu.

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Os pés do pavão. Ilusão tipo ostentação



... quando devidamente apresentadas à realidade, partem para o desargumento da agressão e do preconceito, tentando desqualificar quem não se faz devoto de sua ilusão...

Antonio Pereira Apon.
Pavão azul.


Em: “O CORVO E O PAVÃO”. Magnífico conto de Monteiro Lobato, que se diz tratar de releitura de uma fábula de Esopo, convida-nos a refletir. Vejamos:


O pavão, de roda aberta em forma de leque, dizia com desprezo para o corvo:


“Repare como sou belo! Que cauda, hein? Que cores, que maravilhosa plumagem! Sou das aves a mais formosa, a mais perfeita, não?”


“Não há dúvida de que você é um belo bicho”, disse o corvo. “Mas, perfeito? Alto lá!”


“Quem quer criticar-me! Um bicho preto, capenga, desengraçado e, além disso, ave de mau agouro... Que falha você vê em mim, ó tição de penas?”


O corvo respondeu:


“Noto que para abater o orgulho dos pavões a natureza lhe deu um par de patas que, faça-me o favor, envergonharia até a um pobre diabo como eu...”


O pavão, que nunca tinha reparado nos próprios pés, abaixou-se e contemplou-os longamente. E, desapontado, foi andando o seu caminho sem replicar coisa nenhuma.


Tinha razão o corvo: não há beleza sem senão.


***


Pois é. Muitos, como o pavão, vivem a ostentar aparências, virtudes e teres, autocolocando-se no olimpo da perfeição, supondo-se acima dos outros. Entorpecidos por um vão orgulho e uma tola vaidade, ignoram ou recusam-se a perceber seus defeitos.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

A noite e os “invisíveis”



... vidas rotas, rotas tortas, usuários e afins. Um cadáver na esquina, noutras outros cumprindo...


Lua.


Fim de tarde...

Adormecer da lida, adormecida a vida,

Bate o ponto, quem tem ponto pra bater,

Vai pra algum lugar quem tem um ir nalgum lugar.

Quem não tem?

Vai ficando por aí;

no caminho desses descaminhos,

nas sombras que vestem a paisagem,

na realidade que despe a cidade.