Acróstico junino



Versando essa supra religiosa festança a três santos católicos, herança europeia, releitura nordestina, mania nacional. Anarriê! Xaxado, forró, baião e o que vier. Viva Santo Antônio! Salve São João! Valha-nos São Pedro!


Antonio Pereira Apon.



Barco com Bandeirinhas e Pássaros, de Alfredo Volpi - 1955.


Fogos, festa e fogueira,

estética do festejar,

saracotear e levantar poeira;

triângulo, sanfona e zabumba,

arraiá, quadrilha abunda,

sanfônico celebrar.


Juninos santos; Antônio, João e Pedro,

uníssono folguedo,

nordestino festar;

internacional herança,

nacional festança,

sabores, cores, forrozar.



Postado aqui em 20 de junho de 2016.


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Comentários

  1. Olá, tu tens nome de santo, de santo popular, já tinhas pensado nisso...

    Adorei o acróstico que fizeste, Antonio. bem concebido e executado. Eu não sei fazer acrósticos, ou os faço com imensa dificuldade.

    É uma festança, que só vendo... Santo António, padroeiro de Lisboa, é muito festejado por cá. Eu ainda não entendi o porquê deste folguedo todo. tu, já... É uma herança, uma questão cultural, ok, mas isso dá direito a tanta loucura e exploração... Sim, digo exploração, porque uma sardinha assada na noite de Sto. António, por cá, chega a custar 3 euros.

    Aqui, é quase meia-noite. Vou comer alguma coisa leve e depois fazer os preparativos para dormir.

    Até breve. Abraço.

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    1. Meus dois avôs eram Antônio, meu padrinho, idem. Meu pai era João e minha mãe e Maria. Bota santo popular nisso! Kkkkk...

      Aqui, não só Santo Antônio, mas também São João é bastante popular, já São Pedro, fica meio de coadjuvante. A exploração aqui também é grande. Mas, no Brasil, com motivo ou sem, tudo acaba em festa. Até certa medida, é salutar. Quando passa do ponto, vira alienação e dá no que está dando nesse país.

      Como diria o povo do interior: "Inté"! "Té mais vê, sô"!

      Um abração.

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  2. Tu e sua família tem, com acento, nomes normais, contrariamente a cada um que encontro na blogosfera. Mas qual o motivo desses nomes tão estranhos e invulgares...

    Aqui, também. Em Lisboa, Sto. António, no Porto, S. João e S. Pedro, com pouca relevância pelo país todo, como já te disse.

    Alegria é necessária, sim, mas os brasileiros, em geral, ultrapassam o conveniente e até calamidade pode virar folguedo, entre aspas, com samba e tudo. Pois, por isso, é que o teu gigante está como está. Pobrezinhos, mas contentinhos, como aqui se fala.

    Inté, António...

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    1. Pois é... Infelizmente, Charles de Gaulle estava certo: "O Brasil não é um país sério". E nunca antes na história, isso ficou tão evidente.

      Um abração.

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  3. Charles de Gaulle, Salazar e o General Franco tinham razão em muita coisa e cada vez mais as afirmações deles se estão, infelizmente, cumprindo.

    Abraço. Noite de paz e luz.

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  4. Olá, Apon, gosto muito de acrósticos, penso ser uma das formas mais criativas de se treinar a arte da escrita. Trouxe no seu a essência das festas juninas. Abraços!

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    1. De fato. O acróstico é bastante interessante de ser feito, um bom exercício para a criatividade.

      Um abração e uma boa semana.

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Antonio Pereira Apon.

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