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terça-feira, 28 de junho de 2016

Triste fábula sobre a Violência





... a Cidadania, resolveu custear um tratamento de regeneração da facínora. Contratou a Política para cuidar do assunto. Mas a mandatária, que mantinha um “affair” com a Corrupção, embolsou o dinheiro e só fez de conta...


Gatilho.

O Descaso teve um caso com a Omissão e desse “acaso” nasceu a Violência. Abandonada pelos pais, a “órfã” ficou aos cuidados da titia Impunidade que a encheu de mimos e relevou todas as suas “travessuras”. Crescida, a adolescente problema, terminou sob a tutela de uma parente distante, a Justiça. Essa, cheia de permissividades e senões, não dando conta de tanta rebeldia, optou por “lavar as mãos”. Sobre si, a jovem delinquente, aprimorou e deu vazão aos seus instintos criminosos...


Homem correndo.

Cansada de sofrer, a Cidadania, resolveu custear um tratamento de regeneração da facínora. Contratou a Política para cuidar do assunto. Mas a mandatária, que mantinha um “affair” com a Corrupção, embolsou o dinheiro e só fez de conta: Botou a Educação para fingir que educava, a Segurança encenar que assegurava, a Assistência disfarçar que assistia...


Detetive.

Assim, sem limites e com absoluto despudor, a moça ganhou poder e força. Todos a temiam, mas ninguém a enfrentava. Até que um dia, ela chacinou a todos. Sem ter mais a quem atormentar, entediada, a sociopata se matou.

Triste.

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Antonio Pereira Apon.