Renove-se! O tempo está passando...



... Só os tolos e os mal intencionados, advogam o atraso, aferrando-se ao rançoso, anacrônico e dogmático. Apostando no descontexto de sua cainofobia, seu medo do...


Antonio Pereira Apon.


O grito - Edvard Munch.

Tudo passa e nós, passageiros do tempo, avançamos na revolução de cada instante. Quem para estagna, quem tarda entorpece; a vida flui, reciclando ideias e costumes; velhas e "imutáveis certezas" desmoronam com a evolução do ser que multiplicando saberes, dilata os limites do universo, rompe as fronteiras da ignorância.


"verdades absolutas" são desmentidas, ideologias caducam, tecnologias obsolescem, muros ruem… O ontem é o berço do hoje, que é o portal para o amanhã. Só os tolos e os mal intencionados, advogam o atraso, aferrando-se ao rançoso, anacrônico e dogmático. Apostando no descontexto de sua cainofobia, seu medo do novo.


Acomodados, acoitados, acoitadados em suas conveniências, ruminam seu "complexo de avestruz", a feição da lendária crença de essa ave, quando assustada, enfiar a cabeça num buraco. Triste gente que se toma por medida, intenta insular a vida em seu umbigo. Já passou da hora de renovar-se.


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Comentários

  1. Olá, António!

    Mais um excelente texto, de cariz social e crítico.

    "Os velhos do Restelo" de que Camões fala nos Lusíadas, existem por todo o lugar, infelizmente.

    Embora eu seja conservadora das coisas que considero boas, gosto muito de andar para a frente, sonhar e preparar o futuro, porque o passado fica para a História.

    Gostei da pintura. Andas ligando teus posts à arte, de uma forma perfeita. Nessa pintura, o homem está mesmo assustado, com medo do novo, da renovação. Essa é a interpretação, que lhe dei.

    Achas que meus poemas matam alguns idosos de infarte - risos? Sabes, eu sou muito exigente e abrangente e gostaria de "matar" homens a partir dos 30 anos e não só idosos.

    Abração (estou te plagiando-risos) e boa semana!

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    1. Do passado, o aprendizado, o ponto de partida... O problema é tentar perpetuar o que já deixou de ser. Coisa de gente tonta.

      Guardar do pretérito, aquilo que possa somar ao presente e multiplicar para o futuro. Aqui mesmo, com essas obras de arte antigas que uso como ilustrações, elas adicionam significado e permitem releituras que transcendem ao tempo.

      quanto a suas postagens "fatais". Podem provocar mortes literais dos mais velhos. Já os mais jovens, a "morte" é de outra dimensão... Kkkkkkkk...

      Um abração protegido por direito autoral. Boa semana.

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  2. Sim, concordo, António! O passado nos ensinou muita coisa, mas aquilo que deixou de existir ou que já não faz mais sentido, é tolice perpetuar.

    Ai, "minino", quanta operação! Somar, multiplicar. Olha acho que já não sei fazer uma conta de dividir e colocar, de forma correta, as casas decimas, as vírgulas, Te lembras, ainda?

    Fatais, entre aspas. Muito acertado. Mortes literais dos mais velhos, devido ao conteúdo da letra, do poema, é isso? Então, e os mais novos morrem de que jeito? Ora, fico aguardando sua explicação.

    Ah, ah, um abração protegido. Aceito - risos!

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    1. Pois é, "quem vive de passado é museu". Matemática? Tô fora! Sempre foi uma "pedra no meu sapato". Quanto às "mortes" que podem ser promovidas por escritos calientes... Kkkkkkk...

      Um abração contido.

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  3. Boa! Termo, expressão, adjetivo que muito se usa por cá.

    Estamos fora, porque eu nos anos de exame, e um nem tive acesso a ele, tal era a minha nota, tive nota mínima para passar de ano, ou seja 10, que ai corresponderá a 5, portanto, eu acho que os números servem para pouco.

    KKKKK... está fugindo à minha pergunta, Sr. Professor, é o que é. O "minino" tá reprovado -risos. Todavia, como sou "boazinha", acho que os mais novos gostariam de juntar a teoria à prática, mas isso até hoje, só um conseguiu comigo e está longe de ser jovem.

    Bom, contido é uma forma do verbo conter, mais propriamente o Particípio Passado e também é adjetivo. Quer dizer, é contido, porque tem vontade de se não se conter, mas as subordinativas estragam sempre o contexto. Entendi, agora.

    Beijinho, garoto (ai, que "menina" essa, pensa António e quem lê o que escrevo). Pas de problèmes, mes amours!

    Bonne journée!

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    1. Como se diz por cá: "Para bom entendedor, meia palavra basta".

      Bom dia! Um abração.

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  4. Por aí e por aqui. Entendi, Professor António -risos.

    Tudo de bom, minino!

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    1. Ok! As bolhinhas de sabão que não apareceram na postagem: Tempo de criança. Agora surgem num poema só delas.

      http://www.aponarte.com.br/2016/10/bolhas-de-sabao.html

      Um abração.

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Antonio Pereira Apon.

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