Canto de canto, canto de cantar



Poetizo o canto de todo canto, encanto de um canto qualquer: Tudo e nada, bruxa e fada, o que se foi e o que vier. Meu canto é a poesia a cantarolar, recanto, canto que te intenta encantar.


Antonio Pereira Apon.


Caneta nos ares.


Canto de cantar, canto de lugar,

encanto de ouvir ou lá estar.

Meu canto é a Poesia quem canta,

recanto de encantar;

não canto. Escrevo!

Eu só sei poetizar.

Poetizo a vida e a lida,

verso a pedra:

tropeçada, atirada ou empreendida,

assentada,

brincada, poetizada, acertada,

esculpida, diferenciada!

Terra, água, fogo e ar,

céu e mar,

elementar!

Poetizo o canto de todo canto,

encanto de um canto qualquer:

Tudo e nada,

bruxa e fada,

o que se foi e o que vier.

Meu canto é a poesia a cantarolar,

recanto, canto que te intenta encantar.

Canto que é lavra,

palavra!

Apalavrada composição.

Poética,

peripatética;

lírica e estética versação;

versa a ação,

versar da ação.

Inspirada ação,

inspiração!

Canto de Bragi e dos aedos,

rapsodos e bardos;

arautos do versar da arte:

Versar-te,

poetizar-te,

cantar-te…

Canto, encanto,

cantar da arte.


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Comentários

  1. Lindo canto, a canção da vida, o sentir da alma, linda inspiração!
    Abraços apertados amigo Antonio, que caminhemos juntos de novo nesse novo ano, feliz 2017!

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    Respostas
    1. Que em todo canto, o cantar de boas novas, acorde a esperança e o bem, inspirando renovados e renovadores tempos. Sigamos em frente! Felicidades mil!

      Um abraço.

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  2. Apon, fico encantada como seu repertório a cada dia está mais aprimorado! Lindo cartar em prosa e verso! Abraços!

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    Respostas
    1. Obrigado. Vamos procurando melhorar um pouquinho a cada dia.

      Um abraço.

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  3. Eu sei, Professor, eu sei! São palavras homónimas (risos, mas são mesmo, agora, falando sério.

    E com o canto, no teu canto, fizeste uma obra prima, um palacete poético, onde eu gostaria, também, de habitar, mas me falta aquele talento pra trocadilho, pra entrosamento, que você trem aos molhos.

    A imagem é da tua autoria. Que linda! Estás escrevendo no céu. Parece, até. Gostei muito.

    Um beija-mão, do meu metro e meio (rs)!

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    Respostas
    1. Vez por outra, nem eu sei de onde vem esse "brincar" com as palavras, jogar com os versos... É uma coisa que flui naturalmente e até me surpreende.

      A imagem se chama Apcaneta, faz parte de uma coleção que fiz ainda quando enxergava. Hoje, com tantos recursos e eu não posso aproveitar, tenho que me limitar às palavras, não posso mais "versar" com as formas, os traços, as cores... Isso as vezes me entristece...

      Um abraço e bom fim de semana.

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Antonio Pereira Apon.

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