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terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Maresia





... malabares a sobreviver. Na orla o ir e vir do mar, amanhecer da paisagem; “desanoitecida” maresia, cheiro de dia novo, renovo...


Antonio Pereira Apon.


Amanhecer na cidade.


Dorme a poesia,

deserta o riso,

abdica o querer.

Vaga entre as vagas o silêncio das naus;

errantes,

penitentes…

Na praia…

Crepúsculo nos meus olhos,

murmúrio da rebentação calando o dia.

Na areia, pegadas,

rabiscos que o mar vem devorar.

Melancólica maresia…

Luzes de artifício,

fingem-se estrelas,

redesenham a cidade.

Nas ruas:

Boêmios e trabalhadores;

marginais, travestis e prostitutas,

sacizeiros vagantes,

bêbados cambaleantes,

malabares a sobreviver.

Na orla o ir e vir do mar,

amanhecer da paisagem;

“desanoitecida” maresia,

cheiro de dia novo,

renovo...

Acordar da poesia,

despertar de um sorriso,

redivivo querer.


Alvorecer no mar.


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2 comentários:

  1. Olá, António!

    "Qui susto", o barulho do mar, mas nem tudo o que barulho, confusão, desalinhamento é mar!

    A tua poesia nunca dorme, porque dentro de tua alma há sempre espaço para o entendimento, para a maciez e lucidez do mundo. Remas, vais continuar remando e, um dia, chegarás a "Porto Seguro".

    Como sempre, esses teu trocadilhos sociais, políticos e inteligentes, muito me disseram. Queres/quero um DIA NOVO.

    Abracinho.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. O mundo precisa de um porto seguro para aportar. Uma nova esperança, uma nova forma de viver, sentir e pensar. Um dia novo para uma humanidade nova, renovada.

      Um abraço.

      Excluir

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Antonio Pereira Apon.