A arte da vida. Apon HP


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Nossos escritos mais recentes:



quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Esqueça o meteoro. Conserte a represa!



Interpretando, lendo a vida pela cartilha do desespero e desequilíbrio, materializamos surpresas desagradáveis que gostamos de por na conta do destino, dos “castigos” de Deus, dos azares…


Antonio Pereira Apon.



Evento de impacto - Arte da NASA.


Não é raro, deixarmos de fazer o possível, Antecipando preocupações inúteis e muitas vezes descabidas, que abatem o ânimo e paralisam. Convertendo alertas salvadores em sentenças desastrosas:


Num vale distante, de clima aprazível e solo fértil, isolada de tudo e todos, vivia uma comunidade em harmonia e paz, tirando do fruto da terra o seu sustento. Dos seus fundadores, Amadeu era o último sobrevivente. Muito respeitado e considerado como uma espécie de sábio, profeta… Certa noite, o ancião sonhou que a represa, localizada um pouco acima do vilarejo, começava a sangrar e uma bola de fogo caía do céu, assustando a todos. Em seguida, no decorrer de algum tempo, uma segunda bola flamejante rasgava o espaço atingindo o solo, mas, não restara ninguém para testemunhar o ocorrido. Tal visão causou admiração e foi tida como uma premunição catastrófica, contudo, não se lhe deu maior importância.


Os anos passaram, Amadeu morreu e só alguns poucos lembravam da “profecia” quando a represa, apresentou um pequeno vazamento. Devido a alta concentração de óxido de ferro e a abundância de argila, misturados ao material usado na construção, a água escorria num filete de tom avermelhado que lembrava sangue; o que até então, impressionara, mas, não provocara qualquer sobressalto. Todos seguiam empenhados procurando uma solução para o problema, estudando a melhor maneira de consertar o vazamento. Foi quando um meteorito atingiu o solo num estrondoso impacto, que não produziu danos físicos. Porém…

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Pinóquio, a pós-verdade e a “verdade” alternativa



... deixa de ser o tão fictício boneco de madeira com sua emblemática cara de pau e nariz “retrátil”, que daria um bom “pau de self”. Passa a ser a mais perfeita tradução da sociedade modernosa das redes sociais e do midiatismo exacerbado. É a personificação, imagem e semelhança de...


Antonio Pereira Apon.



Pinóquio - Enrico Mazzanti.


Nesses tempos da mais absoluta inversão de valores, onde os “desvalores” é que valem. A mentira foi suprimida, não existem inverdades ou coisas do tipo. A verdade se relativizou de vez, o que conta é a versão da “verdade” e não a dita cuja, é a tal da “pós-verdade”, sacramentada pela “Oxford Dictionaries“ e/ou a “verdade alternativa”, que adequa tudo aos interesses e conveniências de quem diz. Aliás, o que já vem sendo feito de a muito, pelos padrões do “politicamente correto”, que, abusando de eufemismos, intenta customizar a realidade, para vender uma irrealidade, digamos, mais palatável.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Salvador carnavalis



... Pula atrás do trio, faz um fuzuê; afoxé com frevo, sai fazendo enredo, fica “Alavontê”. Até em cinzas findar a euforia, no despir da fantasia, desse crepúsculo de verão. Já virou cinema, já se fez poema…


Antonio Pereira Apon.



Carnaval 1924 - Di Cavalcanti.


A cidade brinca na diversidade,

de ver cidade,

da cidade ver.

A alegria nua,

na folia sua,

de endoidecer.

Onde o afro é pop,

vai de axé com xote,

um todo misturê.

Pra quem gosta é festa,

pra quem não, já resta,

insano o folião.

Evoé pra Momo!

E o povo,

no trono de sua ilusão.

Um Espírito carnavalesco



... Fumava, cheirava, injetava, bebia todas e mais uns goles. Beijava muito, pegava muito e muito brigava. Era desses "malhados" com força física e mente...


Antonio Pereira Apon.


Carnaval jogos durante o entrudo no Rio de Janeiro, aquarela de Augustus earle.


João era um folião incansável, pulava até ao som de radinho de pilha. Fanático por carnaval, não perdia nada, saía na quinta e só voltava dias depois da quarta de cinzas. Ia no bloco, na pipoca, camarote...


Fumava, cheirava, injetava, bebia todas e mais uns goles. Beijava muito, pegava muito e muito brigava. Era desses "malhados" com força física e mente tísica.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Dânae. Se tiver de ser, será



Há uma poção de destino que foge ao nosso controle. Mas, a maior parte de nosso desiderato está sob nossa autoria.


Antonio Pereira Apon.


Dânae. Ilustracao da princesa quando fecundada por chuva de ouro - Ticiano.


Se você não se controla, seu descontrole te “controlará”. Sem um rumo para sua vida nem objetivo para seu viver, qualquer caminho é caminho, qualquer lugar é lugar e qualquer coisa é alguma coisa. É certo que o destino, não obedece de todo a um determinismo absoluto, afinal, diariamente escrevemos e reescrevemos nosso desiderato, através de nossas atitudes e escolhas. Contudo, vivemos a tropeçar no imponderável, colidir com o inevitável, o imprevisível pode se por a um passo, um segundo, um átimo… Coisas que fogem ao nosso controle, transcendem à vontade... Para as quais, profecias e premunições se revelam inúteis. Ante o que “está escrito”, o que tiver de ser, será.


Desgostoso por lhe faltar um herdeiro homem, Acrísio rei de Argos, consultou um oráculo, que lhe previu a morte pelas mãos de seu neto, filho de Dânae, sua filha.


Desesperado, o rei mandou trancafiar a jovem e virgem princesa, num inexpugnável cativeiro de bronze, protegido pelos mais confiáveis guardas do reino, para que a profecia jamais se cumprisse. Porém, o volúvel Zeus, Don Juan do Olimpo, caído de “amor” pela encantadora moçoila. fez-se uma chuva de ouro, infiltrando-se por um orifício no teto do cativeiro, desaguando no colo de Dânae, engravidando-a. Há quem se pergunte se essa tal chuva seria uma alegoria, ou teria Zeus, subornado os carcereiros? Se fosse no Brasil! …

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Dinheiro, money, dinero, argent, dinaro...



... Rico viaja pros States, tem estada bem provida. Já o pobre, “porradeites”, quando os “home” dá batida. Dinheiro de rico na aplicação procria, engorda ganhando juros. O de pobre nem se cria, some deixando em apuros...


Antonio Pereira Apon.


Dinheiro.


“Dinheiro não traz felicidade”,

acerta o ditado popular.

Mas, troçando com a verdade;

paga pra mandar buscar.


Tem mulher de bolsa bacana:

Dolce & Gabbana, Louis Vuitton e Prada.

Mas, na bolsa falta grana;

pose, é mesmo uma praga!


Dinheiro que farta ostenta,

faz perder a noção.

Dinheiro que falta apoquenta,

é de perder a razão.


“Dinheiro público não tem dono”,

pensa o político ladrão.

Do erário faz seu abono,

corrupto, mete a mão.


Para rico nada falta,

para o pobre farta faltar.

Rico leva a vida na flauta,

pobre num parônimo dançar.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

A Sabedoria, a Ética e a Verdade



... Na etiqueta diária, que é a “pequena” ética do dia a dia, Muitos dos que gritam, vomitam discursos de moralidade, não hesitam em pagar ou cobrar...


Antonio Pereira Apon.


A queda dos anjos rebeldes - Pieter Bruegel, o velho.


Atraídas pelos clamores de mudanças na política e combate a corrupção. A Ética e a Verdade desceram ao Brasil, esperando serem acolhidas e reverenciadas, mas, para enorme surpresa delas, ambas foram rechaçadas e desprezadas. Voltando à dimensão onde residem as virtudes, foram se aconselhar com a Sabedoria, que com um sorriso compreensivo lhes falou:


- Muitos rogam por ética e verdade, mas uma ética e verdade próprias, particulares; moldadas, adequadas às conveniências de cada um. Para tais criaturas, a Ética e a Verdade propriamente ditas, lhes são incômodas, pois, como espelhos, denunciam, revelam a realidade de cada qual, desnudando a hipocrisia de quem vive de dedo em riste, julgando e condenando levianamente. Sempre com o dedo indicador apontado como uma arma, pronta para disparar, porém, deliberadamente, ignorando o dedo médio, o anelar e o mínimo que se voltam para a culatra de onde costumam sair desastrados tiros.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Bem-te-vi, bem te ouvi



... que será que ele viu? Talvez a poesia do dia a raiar, o colorido do alvor, o acordar da cidade? … Vá lá se saber! E ele nem precisa saber. Apenas cantar, até...


Antonio Pereira Apon.


Bem-te-vi.


Toda manhã, lá pelas cinco horas e alguns minutos, o trissilábico e onomatopeico canto dos bem-te-vis, vem por cá nos encantar. Daqui e dali, de lá, acolá… Um canta, outro responde, parecem conversar, um versar com de chamar a atenção. Tem um, talvez, mais preguiçoso, que omite o bem e só canta o te vi, outro canta uma carretilha de bem te vis e ainda um outro, fica otempo todo só no: Vi, vi,vi, vi…

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Ponte ou muro?



... Pontes ligam, unem, aproximam, facilitam… Pontes são caminhos, muros obstam o caminhar. Pontes, são. Muros, estão...


Antonio Pereira Apon.


A ponte japonesa (Water lily pond) - Claude Monet.


Há quem prefira levantar muros a construir pontes: Os egoístas e egocêntricos, vaidosos e orgulhosos, prepotentes e presunçosos, arrogantes, incapazes, fúteis, débeis e outros tantos desequilibrados; Os preconceituosos e racistas, os misóginos e homofóbicos, intolerantes e “puristas”, machistas, xenófobos, terroristas, fundamentalistas, fascistas, nazistas e tantos outros sociopatas que vagam, ruminando suas problemáticas por aí.


Mas, também tem gente inteligente e capaz, que bem resolvida, prefere levantar pontes e derrubar muros.

Voz e violão



... Fé na estrada, pé no chão, dureza à parte, gente e arte; se fazer canção. Uma nova bossa...


Antonio Pereira Apon.


Partitura.


Artista iniciante,

cantante menestrel.

De bar em bar,

nos braços da noite,

na contramão do açoite;

vai tocando a vida,

sai cantando a lida;

faz da arte profissão.