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Mostrando postagens de Fevereiro, 2017

Esqueça o meteoro. Conserte a represa!

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Interpretando, lendo a vida pela cartilha do desespero e desequilíbrio, materializamos surpresas desagradáveis que gostamos de por na conta do destino, dos “castigos” de Deus, dos azares…
Antonio Pereira Apon.

Não é raro, deixarmos de fazer o possível, Antecipando preocupações inúteis e muitas vezes descabidas, que abatem o ânimo e paralisam. Convertendo alertas salvadores em sentenças desastrosas:
Num vale distante, de clima aprazível e solo fértil, isolada de tudo e todos, vivia uma comunidade em harmonia e paz, tirando do fruto da terra o seu sustento. Dos seus fundadores, Amadeu era o último sobrevivente. Muito respeitado e considerado como uma espécie de sábio, profeta… Certa noite, o ancião sonhou que a represa, localizada um pouco acima do vilarejo, começava a sangrar e uma bola de fogo caía do céu, assustando a todos. Em seguida, no decorrer de algum tempo, uma segunda bola flamejante rasgava o espaço atingindo o solo, mas, não restara ninguém para testemunhar o ocorrido. Tal vis…

Pinóquio, a pós-verdade e a “verdade” alternativa

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... deixa de ser o tão fictício boneco de madeira com sua emblemática cara de pau e nariz “retrátil”, que daria um bom “pau de self”. Passa a ser a mais perfeita tradução da sociedade modernosa das redes sociais e do midiatismo exacerbado. É a personificação, imagem e semelhança de...
Antonio Pereira Apon.

Nesses tempos da mais absoluta inversão de valores, onde os “desvalores” é que valem. A mentira foi suprimida, não existem inverdades ou coisas do tipo. A verdade se relativizou de vez, o que conta é a versão da “verdade” e não a dita cuja, é a tal da “pós-verdade”, sacramentada pela “Oxford Dictionaries“ e/ou a “verdade alternativa”, que adequa tudo aos interesses e conveniências de quem diz. Aliás, o que já vem sendo feito de a muito, pelos padrões do “politicamente correto”, que, abusando de eufemismos, intenta customizar a realidade, para vender uma irrealidade, digamos, mais palatável.

Salvador carnavalis

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... Pula atrás do trio, faz um fuzuê; afoxé com frevo, sai fazendo enredo, fica “Alavontê”. Até em cinzas findar a euforia, no despir da fantasia, desse crepúsculo de verão. Já virou cinema, já se fez poema…
Antonio Pereira Apon.

A cidade brinca na diversidade, de ver cidade, da cidade ver. A alegria nua, na folia sua, de endoidecer. Onde o afro é pop, vai de axé com xote, um todo misturê. Pra quem gosta é festa, pra quem não, já resta, insano o folião. Evoé pra Momo! E o povo, no trono de sua ilusão.

Um Espírito carnavalesco

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... Fumava, cheirava, injetava, bebia todas e mais uns goles. Beijava muito, pegava muito e muito brigava. Era desses "malhados" com força física e mente...
Antonio Pereira Apon.

João era um folião incansável, pulava até ao som de radinho de pilha. Fanático por carnaval, não perdia nada, saía na quinta e só voltava dias depois da quarta de cinzas. Ia no bloco, na pipoca, camarote...
Fumava, cheirava, injetava, bebia todas e mais uns goles. Beijava muito, pegava muito e muito brigava. Era desses "malhados" com força física e mente tísica.

Dânae. Se tiver de ser, será

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Há uma poção de destino que foge ao nosso controle. Mas, a maior parte de nosso desiderato está sob nossa autoria.
Antonio Pereira Apon.

Se você não se controla, seu descontrole te “controlará”. Sem um rumo para sua vida nem objetivo para seu viver, qualquer caminho é caminho, qualquer lugar é lugar e qualquer coisa é alguma coisa. É certo que o destino, não obedece de todo a um determinismo absoluto, afinal, diariamente escrevemos e reescrevemos nosso desiderato, através de nossas atitudes e escolhas. Contudo, vivemos a tropeçar no imponderável, colidir com o inevitável, o imprevisível pode se por a um passo, um segundo, um átimo… Coisas que fogem ao nosso controle, transcendem à vontade... Para as quais, profecias e premunições se revelam inúteis. Ante o que “está escrito”, o que tiver de ser, será.
Desgostoso por lhe faltar um herdeiro homem, Acrísio rei de Argos, consultou um oráculo, que lhe previu a morte pelas mãos de seu neto, filho de Dânae, sua filha.
Desesperado, o rei mandou t…

Dinheiro, money, dinero, argent, dinaro...

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... Rico viaja pros States, tem estada bem provida. Já o pobre, “porradeites”, quando os “home” dá batida. Dinheiro de rico na aplicação procria, engorda ganhando juros. O de pobre nem se cria, some deixando em apuros...
Antonio Pereira Apon.

“Dinheiro não traz felicidade”, acerta o ditado popular. Mas, troçando com a verdade; paga pra mandar buscar.
Tem mulher de bolsa bacana: Dolce & Gabbana, Louis Vuitton e Prada. Mas, na bolsa falta grana; pose, é mesmo uma praga!
Dinheiro que farta ostenta, faz perder a noção. Dinheiro que falta apoquenta, é de perder a razão.
“Dinheiro público não tem dono”, pensa o político ladrão. Do erário faz seu abono, corrupto, mete a mão.
Para rico nada falta, para o pobre farta faltar. Rico leva a vida na flauta, pobre num parônimo dançar.

A Sabedoria, a Ética e a Verdade

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... Na etiqueta diária, que é a “pequena” ética do dia a dia, Muitos dos que gritam, vomitam discursos de moralidade, não hesitam em pagar ou cobrar...
Antonio Pereira Apon.

Atraídas pelos clamores de mudanças na política e combate a corrupção. A Ética e a Verdade desceram ao Brasil, esperando serem acolhidas e reverenciadas, mas, para enorme surpresa delas, ambas foram rechaçadas e desprezadas. Voltando à dimensão onde residem as virtudes, foram se aconselhar com a Sabedoria, que com um sorriso compreensivo lhes falou:
- Muitos rogam por ética e verdade, mas uma ética e verdade próprias, particulares; moldadas, adequadas às conveniências de cada um. Para tais criaturas, a Ética e a Verdade propriamente ditas, lhes são incômodas, pois, como espelhos, denunciam, revelam a realidade de cada qual, desnudando a hipocrisia de quem vive de dedo em riste, julgando e condenando levianamente. Sempre com o dedo indicador apontado como uma arma, pronta para disparar, porém, deliberadamente, ignoran…

Bem-te-vi, bem te ouvi

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... que será que ele viu? Talvez a poesia do dia a raiar, o colorido do alvor, o acordar da cidade? … Vá lá se saber! E ele nem precisa saber. Apenas cantar, até...
Antonio Pereira Apon.

Toda manhã, lá pelas cinco horas e alguns minutos, o trissilábico e onomatopeico canto dos bem-te-vis, vem por cá nos encantar. Daqui e dali, de lá, acolá… Um canta, outro responde, parecem conversar, um versar com de chamar a atenção. Tem um, talvez, mais preguiçoso, que omite o bem e só canta o te vi, outro canta uma carretilha de bem te vis e ainda um outro, fica otempo todo só no: Vi, vi,vi, vi…

Ponte ou muro?

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... Pontes ligam, unem, aproximam, facilitam… Pontes são caminhos, muros obstam o caminhar. Pontes, são. Muros, estão...
Antonio Pereira Apon.

Há quem prefira levantar muros a construir pontes: Os egoístas e egocêntricos, vaidosos e orgulhosos, prepotentes e presunçosos, arrogantes, incapazes, fúteis, débeis e outros tantos desequilibrados; Os preconceituosos e racistas, os misóginos e homofóbicos, intolerantes e “puristas”, machistas, xenófobos, terroristas, fundamentalistas, fascistas, nazistas e tantos outros sociopatas que vagam, ruminando suas problemáticas por aí.
Mas, também tem gente inteligente e capaz, que bem resolvida, prefere levantar pontes e derrubar muros.

Voz e violão

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... Fé na estrada, pé no chão, dureza à parte, gente e arte; se fazer canção. Uma nova bossa...
Antonio Pereira Apon.

Artista iniciante, cantante menestrel. De bar em bar, nos braços da noite, na contramão do açoite; vai tocando a vida, sai cantando a lida; faz da arte profissão.