A arte da vida. Apon HP


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Nossos escritos mais recentes:



sábado, 25 de março de 2017

Não há pulso, não há fluxo...



Cidades quentes, almas frias, planeta febril. Vadia sanha de “progresso” sem ré; riqueza sem vida, pobreza sem fé...


Antonio Pereira Apon.



Cataratas do Iguaçu, pintura de Lyssack Gennadiy.


Mata a mata,

desmata sem dó.

“Morrentes" nascentes,

terra a secar;

seca, pó,

extingue o cio do chão.

Não há pulso, não há fluxo…

sexta-feira, 24 de março de 2017

Moinho da vida, mó do tempo



Engenho que roda, destino que rola, tempo e vida a passar. Moenda de...


Antonio Pereira Apon.



Moinho ao sol, pintura de Piet Mondrian.


Vida,

moinho que gira.

Tempo,

a sua mó.

Estilhaça e mói,

desgasta, dói,

tritura,

corrói,

converte, reverte;

mistura, refina,

amassa, afina,

processa, transforma,

quarta-feira, 15 de março de 2017

Aposentadoria póstuma. Uma reforma de morrer



Como a maioria dos políticos se enquadra no primeiro (e principalmente) no segundo caso, além de legislarem em causa própria. Para eles, vale a “teologia da prosperidade”. Gozam agora mesmo aqui na Terra polpudas e precoces aposentadorias, gozando sobretudo, da cara do povo...


Antonio Pereira Apon.



A Lição de Anatomia do Dr.Tulp, pintura de Rembrandt.


Quando político diz uma coisa, na realidade, ele quer dizer algo muito diferente. Em bom politiquês: Verdade é mentira, honesto é desonesto, suruba é culto religioso, doação de campanha pode significar lavagem de dinheiro… Portanto, “reforma previdenciária, bem traduzido,”, é o eufemismo politicamente correto para dizer que o trabalhador só vai se aposentar depois de morto! É o projeto post mortem que bem pode ser chamado de: Sacana - Serviço de assistência ao cidadão aposentado no além.


Vai funcionar mais ou menos assim: O pobre trabalhador que não teve estudo que prestasse, que não tem assistência médica adequada, mora mal, muitas vezes nem tem saneamento básico… Terá que se virar para tentar sobreviver até os 65 anos, após contribuir desde a adolescência com a previdência. Assim, já com um pé (ou os dois) na cova, ele estará habilitado para gozar sua aposentadoria por tempo para a morte. Seu benefício será convertido em “Bônus-Hora” pela cotação do dia do pagamento e estará sujeito, além da taxa de conversão, ao imposto sobre morte e transações financeiras interdimensionais.

sábado, 11 de março de 2017

Você tem fé? Ou…



... confiar no melhor. Mas, entender que existe um porque nas adversidades. Aceitar que a morte não é o ponto final. Apenas, o fechamento de um parágrafo. Assimilar que as dores não são castigos. São oportunidades de reflexão e amadurecimento da alma. Não reclamar dos problemas. Resolvê-los. Não superlativar as dificuldades. Exemplificar a confiança em Deus, na bonança e sobretudo em meio aos momentos tempestuosos...


Antonio Pereira Apon.



Fragmento de A Criação de Adão, de Michelangelo Buonarroti.


Ter fé:
É pedir menos e agradecer mais.
Orar, mais sobretudo, vigiar.
Menos falar e mais praticar.
Se permitir instrumento de soluções. Não esperar que essas caiam do céu.
Não esperar que Deus faça aquilo que pode, e deve, ser feito pelos homens.

Lição poética das cores



... ótica ciência, magia da cor. Cor quente, cor fria... Cromática poesia... Antonio Pereira Apon.



Composição colorida de Antonio Pereira Apon.

Azul, amarelo e magenta,

cores primárias são.

Mas, misturadas em pares,

secundárias serão.

De magenta e azul se faz violeta,

laranja vai dar o amarelo com magenta.

Azul e amarelo, do verde a mistura está feita.

Engana-se quem pensa finda a misturação.

Com cores, mesclas infindas se faz.

sexta-feira, 10 de março de 2017

Salvador. A sempre “Cidade da Bahia”



Ode a Salvador, capital primeira do Brasil. Fundada às margens da Baía de Todos os Santos em 29 de março de 1549.


Antonio Pereira Apon.



Farol da Barra, pintura de José Pancetti.


Proverbial Cidade do Salvador,

encanto de Todos os Santos,

encontro de todos os credos.

Miscigenada por essência,

brasileira terra afro-lusitana;

morena mátria da pátria,

capital primeira,

recanto primaz do Brasil.

Pictórica e arquitetônica,

sinfônica e popular;

tempero, dendê e dengo,

“dim dom dom” de berimbau.

quarta-feira, 8 de março de 2017

O assédio de Cassandra e a queda de Troia



... provocou a paixão do “deus”, que lhe ensinou os segredos de profetizar. Mas, negando-se a deitar com Apolo. Ele se vingou lançando-lhe uma maldição: Ninguém daria crédito às profecias da moça. Assim, Cassandra foi tida como louca e constantemente ridicularizada...


Antonio Pereira Apon.



Cassandra, ilustração de Evelyn de Morgan.


Quem pensa que assédio é alguma novidade, está enormemente enganado. Na antiguidade, esse “jogo” de dominação, rolava de A a Z, ou melhor, de Apolo a Zeus. As aventuras e estrepolias de Zeus, o “altíssimo pegador” do Olimpo, são famosas, contadas em prosa, verso e machismo. Entre outros tantos, Apolo também aprontou. A mitologia grega, até parece delação da “Lava Jato”, compromete “deuses” e o mundo. Mas, vamos ao que interessa:


Os irmãos gêmeos, Cassandra e Heleno, filhos do rei Príamo e da rainha Hécuba de Troia, brincavam no Templo de Apolo. Sem se dar conta do tempo, as crianças brincaram até tarde demais para voltarem para casa e ali mesmo foram acomodadas. No dia seguinte, os dois ainda dormiam, quando, aterrorizada, sua ama, flagrou duas serpentes passando as línguas por suas orelhas. Ilesas, as crianças desenvolveram uma sensível audição que lhes permitia ouvir os deuses.

Homem não bate, não maltrata, não mata...



Mulher não é utensílio do lar, acessório de cama e mesa. Não é propriedade particular, escrava ou submissa presa. 08 de março, dia internacional da mulher. Todo dia é dia de combater a violência contra elas.


Antonio Pereira Apon.



Rosa amarela.


Fina flor humana,

primorosa obra da natureza.

Não se presta a objeto,

de machista abjeto,

dejeto da estupidez.


Violência, eclipse da razão,

aberração da força bruta.

Covarde “argumentação”,

tacanhez absoluta.


Quem fere só desama,

maltrato desengana o amor.

Possessividade tirana,

artífice funesta da dor.


Homem de verdade,

não se faz cobarde espancador.

Carece travestir-se de “autoridade”,

quem traz emasculado ente agressor.


Desvirtuada masculinidade,

atávica perversão.

Sadismo da brutalidade,

anacrônico aleijão.

segunda-feira, 6 de março de 2017

Elas, ela. Mulher



... Manda catar outro sapatinho, o tal Príncipe. Sem perder a poesia, a lida da vida enfrenta: Vai de toga, bisturi, enxada, bordado ou .40; dirige a boléia, encara a bateia, a maternidade aguenta. Angélica, Margarida, Dália e Aurora, Capitu, Débora, Líria e Flora; Camélia, violeta, Açucena e Acácia, Hortência, Jasmim, Cássia… Com ou sem nome de flor...


Antonio Pereira Apon.



Mulheres no jardim, pintura de Claude Monet.


Sendo frágil, faz-se força,

tendo força, faz-se mulher.

Empoderada Cinderela;

não se presta a mimimi,

dondoquice

ou musiqueta chinfrim.

Qual doce rosa;

tem formosura e perfume,

espinhos, se preciso for.

Mulher (Com mp3)



Um poema para ler e ouvir. Uma pequena homenagem à grandeza da Mulher.


Mulher (mp3)
Antonio Pereira Apon.



Rosa vermelha.


Com a força

do seu sexo frágil,

deu a luz a todos nós:

Poetas e guerreiros,

ricos e plebeus,

covardes ou heróis.

sábado, 4 de março de 2017

Naturais lições



... Alimentando a fome da comodidade, bem nutrida morbidade; ração de veneno, que nos torna ao pó. Artifícios dessa louca pressa; apressando, apreçando o tempo, desapreçando a vida. Fruta em caixa, legume em lata, do bebê a papa; vidro que engarrafa o coco. Eta povo louco! Sai parindo lixo, vai tornando mixo, o sobreviver aqui. Natureza morta, insustentabilidade torta...


Antonio Pereira Apon.



Vanitas - Pieter Claesz.


Natureza a ensinar:

Tudo tem um tempo certo.

O homem incerto,

intenta da lição declinar.


Tem tempo de calor e de frio,

florir ou frutar;

abstinência e cio,

arribar ou ficar.


Tempo de enchente ou vazante,

chuva e estio;

cheia ou minguante,

fome ou fastio.


Plantar e colher,

viver e morrer;

tempo de chegar e de partir,

de vir, de ir.


Tempo de crepúsculo e de alvorada,

escassez e fartança,

quietude ou revoada,

falta ou bastança.


Colorir, descolorir,

folhar, desfolhar,

apagar e reluzir,

hibernar, despertar.


Tempo de mudar tudo!

De deixar como está;

germinar e brotar,

verdecer e maturar,

insistir ou desistir,

afrontar ou se entregar.

Assim a translação das estações, rotação dos dias,

fluxo, refluxo,

ciclos, reciclos.

Vida que ensina,

existir que se afirma,

homem que se nega a aceitar.


Sobrevive em casulos estéreis,

em suas florestas de concreto e asfalto;

zumbis débeis,

respirando, dos hidrocarbonetos o flato.

Ruminando:

Acróstico da Mulher



08 de março, é o dia dedicado a lembrar os 365 dias da Mulher. Não esqueça!


Antonio Pereira Apon.



Rosa vermelha.


Desastrado o desatino machista,

imaginar-se dela o dono,

anacrônica possessão.


Inspiradora essência,

nascida faz nascer;

tesouro transformador,

encanto em forma de gente,

reluzente em seu ser;

natureza nela explícita,

amor a transbordar.

legado do Criador.

quarta-feira, 1 de março de 2017

Carnaval... Já é ano novo! Shalom! Salam-aleikum! Namastê! ...



... acorda, no silenciar do samba, no calar dos trios da elétrica folia. Finda em cinzas a fantasia, o enredo da realidade bota o bloco do ano novo para tocar a vida. Acabou o carnaval! ...


Antonio Pereira Apon.



Galateia das esferas - Salvador Dalí.


Passada a febre consumista do fim de ano, onde o coadjuvante Noel tem se apropriado mais e mais do protagonismo da natividade; atravessada a pasmaceira, intermezzo compulsório dos janeiros. Passa o carnaval fechando o verão, prenunciando as águas de março. “É pau, é pedra, é o fim do caminho”…