A arte da vida. Apon HP


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sábado, 29 de abril de 2017

Aprendizado. Reflexões de aniversário



Aprendi e sigo aprendendo, vivendo a arte de estar aqui; caminhando meu caminho, semeando e colhendo, compartilhando a vida e o tempo desse nosso viver...


Antonio Pereira Apon.



Caminhante sobre o mar de névoa, pintura de Caspar David Friedrich.


Aniversariar, não é computar os anos passados, é comemorar o tempo vivido, o vívido acervo de nossos aprendizados. Tesouro atemporal e transcendente do nosso existir. Há quem simplesmente assista o tempo e a vida passarem. Mas, há também quem assuma a autoria do seu viver. Tem quem apenas passe alheio a tudo, tem quem aprenda com o passar...


Eu tenho aprendido:

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Os pais e a "baleia azul"



Perdoem-me o papo reto, mas, já tarda em muito a hora de acordar, aprender a dizer não, vigiar, disciplinar, conscientizar, esclarecer, controlar, fiscalizar, participar, assumir responsabilidade, parar de pongar de moda em moda, esquecer a hipocrisia do “politicamente correto e cair na real, antes que...


Antonio Pereira Apon.



O grito, pintura de Edvard Munch.


Ontem os pais confundiam autoridade com autoritarismo, hoje, a confusão é entre liberdade e permissividade. Antes, plena repressão. Agora: muita vontade e pouco limite, “direitos” demais e deveres de menos; tudo é tolerado, aceito, relevado… Assim, jovens mimados, melindrosos, egocêntricos, egoístas, emocionalmente frágeis, depressivos… Tornam-se potenciais candidatos a pular na primeira barca furada que lhes apareça pela frente: Uso e abuso cada vez mais precoce de álcool e outras drogas, modismos esdrúxulos, sexualidade inconsequente e outras distonias comportamentais; o sinistro jogo “baleia azul” ou qualquer outra insanidade que aguce sua falta de noção vai prosperar. Daqui a pouco, pode vir o marisco colorido, o tubarão neon, a lula vermelha, o golfinho dourado ou qualquer outra aberração, que as cabecinhas vazias vão embarcar sem o menor questionamento.

domingo, 23 de abril de 2017

Tempo e amor



Mais um texto da década de 90, retirado do fundo do baú. Inspirei-me em “A ilha dos sentimentos”, atribuído a Reinilson Câmara, para escrever esse conto, essa mensagem, retrato dos desatinos humanos:


Antonio Pereira Apon.


Ampulhetas voando. Composição de Antonio Pereira Apon.


O amor maltratado e ferido, ali largado no chão:


- Eu sou o amor. Os homens me feriram, maltrataram, me esqueceram aqui...


Passa o egoísmo com cara de paisagem:

- Egoísmo me ajude, preciso levantar daqui.

- Me desculpe amor! Mas agora estou com muita pressa, vou à praia pegar um bronze, não posso perder o saudável sol da manhã...


O fanatismo desfila com seu ar altista e desequilibrado:

- Me socorra fanatismo! Pelo amor de Deus, não me deixe aqui!.

- Olha amor, você vai me desculpar, está na hora de minhas orações. Mas não se aflija, nas minhas preces, rogarei ao Senhor que lhe envie o socorro celeste...

Seja feliz e siga em frente



... Quem tem a verdadeira compreensão da vida, transita incólume às “sabotagens”, que afligem as almas distraídas, desencontradas...


Antonio Pereira Apon.



Caneta nos ares. Composição de Antonio Pereira Apon.


Porque dar ouvidos a arenga do desânimo e escutar os condicionamentos das adversidades? Porque cair nas tocaias da vaidade e do orgulho ou se embriagar nas miragens do egoísmo? Porque estagnar em dogmatismos pueris, “certezas” incertas ou movediças “convicções”? Se a má vontade e a preguiça ficam a espreitar, se a inveja e a traição armam infame bote. Porque não alçar voo acima dos rasteiros intentos? Porque complicar o simples, se entorpecendo de preconceito, presunção e egocentrismo? Porque entulhar a brevidade do existir, com “urgentes” inutilidades, detritos emocionais e tantas fictícias “necessidades”.

domingo, 2 de abril de 2017

Felicidade e as estações da vida



... inconstância que aflige nossa apercepção de que tudo passa e o tempo é o grande artífice da evolução. Sabemos o que queremos, contudo, a ciência das nossas necessidades, muitas vezes foge ao nosso entendimento e aceitação...


Antonio Pereira Apon.



Rosas.


Tem tempos em que tudo parece favorável, a vida sorri e uma energia boa nos impulsiona para frente num grande verão existencial. Há épocas coloridas, floridas, de plena poesia primaveril. Mas, em certos momentos outonais, avida cai num mormaço, uma pasmaceira doentia, esterilizante… De repente tudo desanda e um tempestuoso inverno desaba sobre nossa cabeça, parecendo eternizar desventuras. Assim, vão se intercalando ciclos de nossa vida, como uma paráfrase das estações climáticas, mas, sem a ordem determinada pelo movimento de translação da Terra, as “estações” da vida se alternam aleatoriamente, sem sequência lógica, previsibilidade; mesclando, “sorteando” sorrisos, lágrimas, alegrias, sofrimentos, sucessos, quedas…