A arte da vida. Apon HP


Obrigado por sua visita. Boa leitura!


Clicando na imagem, você lê uma postagem sorteada pelo sistema.



Pensata. Apon HP - Pense nisso...>

Nossos escritos mais recentes:


segunda-feira, 24 de abril de 2017

Os pais e a "baleia azul"





Perdoem-me o papo reto, mas, já tarda em muito a hora de acordar, aprender a dizer não, vigiar, disciplinar, conscientizar, esclarecer, controlar, fiscalizar, participar, assumir responsabilidade, parar de pongar de moda em moda, esquecer a hipocrisia do “politicamente correto e cair na real, antes que...


Antonio Pereira Apon.



O grito, pintura de Edvard Munch.


Ontem os pais confundiam autoridade com autoritarismo, hoje, a confusão é entre liberdade e permissividade. Antes, plena repressão. Agora: muita vontade e pouco limite, “direitos” demais e deveres de menos; tudo é tolerado, aceito, relevado… Assim, jovens mimados, melindrosos, egocêntricos, egoístas, emocionalmente frágeis, depressivos… Tornam-se potenciais candidatos a pular na primeira barca furada que lhes apareça pela frente: Uso e abuso cada vez mais precoce de álcool e outras drogas, modismos esdrúxulos, sexualidade inconsequente e outras distonias comportamentais; o sinistro jogo “baleia azul” ou qualquer outra insanidade que aguce sua falta de noção vai prosperar. Daqui a pouco, pode vir o marisco colorido, o tubarão neon, a lula vermelha, o golfinho dourado ou qualquer outra aberração, que as cabecinhas vazias vão embarcar sem o menor questionamento.


Muitos pais, atidos em suas ocupações, ainda que se desocupem tão facilmente, trocando figurinhas fúteis e vídeos de igual teor no Whatsapp, viralizando inutilidades nas redes, entre outras tantas desocupações. Descuidam da educação doméstica, da formação do caráter dos filhos, empurrando sua responsabilidade para a escola, psicólogos, psicanalistas, remedinhos… Ainda se surpreendem quando a terceirização vai parar na polícia, na justiça e em casos mais extremos, no agente funerário. A tal “baleia azul” e qualquer sandice do tipo, se infiltra no vazio da deseducação, da ausência, da omissão e do descuidado, vitimando famílias inconscientes de uma infância e juventude involuntariamente tão mal amada.


Perdoem-me o papo reto, mas, já tarda em muito a hora de acordar, aprender a dizer não, vigiar, disciplinar, conscientizar, esclarecer, controlar, fiscalizar, participar, assumir responsabilidade, parar de pongar de moda em moda, esquecer a hipocrisia do “politicamente correto e cair na real, antes que qualquer virtual ameaça se corporifique no atestado de óbito de quem se diz mais amar.


Subscreva aos destaques RSS de:
Powered by FeedBurner

Compartilhe:

8 comentários:

  1. Meu amigo Antonio, há muito não se lia isso que escrevestes aqui, concordo plenamente, eduquei meus filhos, disse não com firmeza quando foi preciso, hoje eles são adultos responsáveis, com seus filhos (meus netos adolescentes saudáveis), que pena que não se vê mais tantos pais com pulso firme em educar, nem é preciso bater em filhos para os ensinar, nunca levei um tapa sequer, nem dei, meus netos nunca apanham também, mas têm consciência do que é certo ou errado. Que pena que estamos vendo tantos jovens desajustados, sofrendo, sendo vítimas e induzidos ao suicídio, tomara que acordem em tempo para ajudarem seus filhos a se livrarem dessa terrível armadilha!
    Abraços apertados meu amigo poeta consciente!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Vivemos uma grande inversão de valores, o desvalor de uma sociedade que coisifica tudo e todos. A família perdeu o rumo...

      Um abraço.

      Excluir
  2. Oi, Antonio!
    Disse tudo! Está na hora de cuidar e proteger!
    Isso demanda energia e discernimento!
    Beijo carinhoso, feliz semana!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Na verdade, já passou da hora. Já perdemos muito tempo com omissão e fantasias.

      Um abraço.

      Excluir
  3. Olá, António!

    "Papo reto" sempre deu resultado e mão firme, ainda mais.
    Os pais não sabem administrar educação, induzir valores, jogando essa tarefa para outros, como mto bem dizes, só que a função primordial da escola é instruir.

    Isso, um dia, e creio que não estará longe, terá um fim e depois logo veremos.

    Abraço e boa semana.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Os pais estão perdidos, sem rumo, atidos em modismos e nos desvalores de uma sociedade vazia e coisificada. Perderam a autoridade...

      Um abraço.

      Excluir
  4. Tivesse acontecido em muitos lares um "papo reto" entre pais e filhos, ou qualquer outro responsável pela educação/condução de jovens pela vida, e não teríamos hoje tantos desmandos, tanto desregramento como está acontecendo na nossa sociedade. Convivo com pais que se mostram permissivos por "temerem" a reação dos filhos se questionados em suas atividades, outros que estão apenas voltados para os seus próprios interesses e deixam a educação a cargo das escolas. Mas também convivo com pais que se preocupam e agem, fiscalizam, orientam, e se mostram interessados em tudo que os filhos estão fazendo, não apenas na freqüência às redes sociais como também na companhia dos amigos, aonde vão, com quem andam, e ainda monitoram através dos celulares. Esta sim, a atitude correta de quem realmente se preocupa com a vida dos filhos, e não temem mostrar autoridade quando o assunto é o seu bem-estar.
    Fiquei horrorizada quando me contaram sobre o jogo intitulado de "baleia azul". Ainda bem que as autoridades já estão à caça dos seus autores, e muitos procedimentos de alerta aos pais e professores já estão em andamento.
    Muito oportuna a tua postagem, meu amigo! Não há o que perdoar a quem se preocupa com um assunto tão atual e traz à baila uma opinião/reflexão tão acertada. Há que se louvar!
    Fica meu carinho num sorriso e numa estrela,
    Leninha

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Muitos pais e ou ditos responsáveis, preferem posar de "amiguinhos", não dando limites e abrindo mão de sua autoridade, delegam aos outros sua responsabilidade e termina dando nisso que assistimos: Jovens desequilibrados, sem rumo, joguetes de toda sorte de moda e absurdos.

      Obrigado por seus sempre gentis comentários.

      Um abraço repleto de paz.

      Excluir

Obrigado por ler e comentar nosso texto. Esse espaço é feito para você. Volte sempre!

Antonio Pereira Apon.