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sábado, 6 de maio de 2017

Tempo sem pressa, sem preço





... gozar da vida a flor, da lida o fruto; florescer e frutificar do tempo, tempo vento que nos sopra, sopro que somos do Criador. tempo que pulsa no ritmo do peito, fluido, fluxo…


Antonio Pereira Apon.



Barco navegando ao amanhecer.


Ter tempo para ter tempo,

afora,

fora dessa ciranda louca dessa dita, desdita modernidade;

moderna idade requentada, amanhecida...

Soprar a vela que nos leva para lá,

pano que um dia já foi flor,

hoje vela sopra o tempo, vento para algum lugar;

não ao soprar da vela que nos velará,

parafina, fina apara do não ficar.

Tempo sem pressa e sem preço:

Para apreciar momentos,

degustar as horas,

saborear os dias,

provar o melhor das estações.

Curtir o mar,

alvoradas e crepúsculos,

antes de crepuscular.

Trabalhar para viver

e não viver para trabalhar,

aposentar com vida a gozar;

gozar da vida a flor,

da lida o fruto;

florescer e frutificar do tempo,

tempo vento que nos sopra,

sopro que somos do Criador.

tempo que pulsa no ritmo do peito,

fluido, fluxo…

Tempo solução, não sentença,

para viver, não para cumprir,

para sentir, não computar;

sem agendas,

horários, datações, marcações, demarcações.

Apenas tempo para ter tempo de tempo ter.


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8 comentários:

  1. Oi, António!

    Como tu ligas bem e entrelaças palavras, conceitos! És perito em jogos de palavras, mas não gostas de frango (rs). Não era canja de frango, mas de galinha, Tonico (rs).

    Essa louca correria da modernidade está, cada vez mais, fazendo distúrbios a todos os níveis, mas eu não a uso. Prefiro, a outra, com timings, sim, tem que ser, mas tenho tempo pra mim e para os outros, naturalmente. Há por cá um provérbio que diz: "depressa e bem, não o faz ninguém" e acho que é isso mesmo.

    Olha, que estás caminhando para os 30 (rs) e tens de ter cuidado com o "cérebro" (rs).

    Beijinho e lindinho fim de semana.

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    1. Adoro "brincar" com as palavras, inventando, contrapondo, combinando e por vezes, até subvertendo o sentido delas. A poesia permite esse jogo gostoso do versar que transcende o limite do óbvio, dando asas a arte de escrever.

      Esqueci que a canja "ainda" é de galinha. É que por cá, todo galináceo, quando morto, vira frango. Seja como for, não gosto.

      Gostei do ditado, não o conhecia. De fato, fazer bem não costuma combinar com a pressa e como diz um outro provérbio: "O apressado come cru" ao que, Zé Rodrx complementa em sua música "Soy Latino Americano": "e eu como mais descansado".

      Pois é, apenas trintando e já com esses lapsos. O tempo é um canalha! Kkkkkkk...

      Um abraço, bom resto de domingo e uma boa semana. deus salve a França!

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    2. Isso já eu entendi há muito, mas tu sabes, espontânea e naturalmente, faze-lo muito bem, tendo sempre em foco o social e o político.
      A poesia permite tudo, portanto, não é a parente pobre da Literatura, como alguns afirmam.

      Ah, garoto esquecido! Adoro galinha do campo cozida com massinhas. Frango assado também como, mas não gosto tanto assim, não. Gosto muito de peixe e como dele 6 vezes por semana, grelhado ou assado. Frito, muito raramente.

      Que "homi" difícil você é (rs)! Quando vieres cá te dou, todos os dias, e a todas as refeições, feijão com arroz e pronto, tu te sentes feliz e consolado. E teus intestinos não se ressentem, não "falam" (rs) com tanto feijão?.

      Já aprendeste um ditado português e eu também fiquei conhecendo esse que tu escreveste, aqui. Tenho de escutar essa música.

      Pois é, isso costuma dar mais nos "enta", mas te digo que teu cérebro está excelente, pois continua escrevendo esses trocadilhos todos, o que não é fácil. Tens razão, o tempo não se detém, não para e nós é que pagamos a velocidade dele (rs)!

      O que que está acontecendo com e na França, que eu não saiba (rs)? Ah, António, a França precisa de segurança e de paz e aquilo ou quem não presta, tem que ser "varrido", banido do país. Se for francês, há formas de colocar os franceses terroristas no lugar. Infelizmente, não te preocupes, porque o jovem sonhador e cru, de nome Emmanuel Macron, que não é de centro, vai ganhar essas eleições. Governar, depois, é que vai ser mais complicado, mas... Todavia, se não for desta vez, que a direita/extrema direita vença, será já para a próxima, porque o terrorismo não vai parar, bem pelo contrário.

      Os partidos socialistas quase já não existem na Europa, excetuando em Portugal, mas isso aqui não é um governo, é uma forma de governo, que uns "trocentos" (rs) partidos e forças políticas arranjaram para que o centro-direita, que ganhou as eleições, sem maioria absoluta, não governasse. Enfim, a gente daqui a uns tempos conversa.

      Abracinho, menino e boa semana.

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    3. A extrema direita, como a esquerda são um desastre para qualquer país, desastres diferentes mas igualmente desastrosos. Precisamos encontrar um ponto de equilíbrio entre o capital e o social. Fora do centro não há salvação e o socialismo é uma aberração político social, que dá à casta dominante, tudo que o dinheiro e o poder podem oferecer e ao povo sua ração de socialização alienada. Do outro lado, a xenofobia e a desumanização são descaminhos equivalentes à insanidade esquerdóide. A solução para o terrorismo, está na mudança da política internacional, o terror é um dos efeitos colaterais dos mandos e desmandos das grandes potências e seu inescrupuloso jogo geopolítico.

      Voltando à gastronomia. O feijão não provoca qualquer problema, só o excesso de gordura tem o dom de me incomodar.

      Um abraço e uma semana bem centrada.

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  2. Que poema mais gostoso de ler! Este encadeamento de rimas, de verbos, dando significados e sentidos, num compasso agradável, prazeroso de declamar, esta repetição de sons, esta variação gostosa de ouvir, nos faz apreciar ainda mais este teu “tempo sem pressa e sem preço”.
    Muitas vezes culpamos o tempo pela nossa falta de tempo, apenas uma desculpa para (talvez) a nossa desorganização, pois há que se fazer do tempo uma solução e não uma sentença, como bem dizes.
    Eu aprendo a cada dia como ministrar o meu tempo entre as tarefas que me aguardam cotidianamente, e também tenho aprendido a “apreciar momentos, degustar as horas, saborear os dias” quando na companhia das minhas crianças, brincando ou ensinando alguma tarefa, ou lendo para os meus idosos ou até mesmo ouvindo alguma história de vida que ainda não me contaram, mesmo que seja a centésima vez que o fazem, rs. Ou então quando o Pai me coloca nas mãos a responsabilidade de trazer ao mundo aquele pedacinho de gente e me faz “provar o melhor das estações”...
    Temos mesmo que fazer sobrar o tempo para “curtir o mar, alvoradas e crepúsculos, antes de crepuscular”. Temos que “trabalhar para viver e não viver para trabalhar”, viver um tempo sem “sem agendas, horários, datações, marcações, demarcações”, e assim buscar em meio aos entraves da modernidade “apenas tempo para ter tempo de tempo ter”.
    Amei este teu poema, meu amigo, e com um tiquinho de tempo a mais dei uma lida n’outras postagens e fui cair aos pés de um poema que me chamou a atenção: O grande amor. Lá pelos idos de Dezembro/10. E na sua leitura, voltei no tempo...
    “Pode-se ter
    diversos amores na vida,
    mas um
    é todo especial.
    Faz vibrar a alma
    ao simples toque da lembrança”

    E com estes versos, meu amigo, eu me despeço.
    Que as horas que estão chegando possam deixar sorrisos e estrelas a brincar no teu olhar, e que a tua semana seja inundada de alegrias e realizações.
    Um beijo com meu carinho,
    Helena
    (eu demoro a vir, mas quando venho, fica este “abuso” de comentário, rs)

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    1. Gosto do infinito de possibilidades que a poesia nos permite no lidar com as palavras. Esse jogo gostoso de significados e ressignificados que só cabe no versar, na "alquimia" das frases.

      Uma grande verdade é que "quem não tem tempo. tem tempo. Quem tem tempo. Não tem tempo". Sem disciplina,foco e organização, todo o tempo do mundo não dá para nada. Já, para quem sabe usar bem o tempo, qualquer tempo é tempo suficiente. O tempo é uma dádiva a ser aproveitada, não esse cativeiro de loucos que a sociedade de consumo inventou. As pessoas viraram servas e não senhoras do seu tempo, trancafiadas nas agendas, manietadas pelas horas que correm e consomem todo o tempo útil. A ditadura do ter obscurecendo o ser e roubando o sentido da vida.

      Obrigado por suas sempre superlativas palavras. De fato, o amor pode ser plural, mas, é o singular que toca e faz vibrar verdadeiramente o coração. Geralmente os amores passam e só um fica.

      Recíprocos votos de uma semana transbordante de todo bem possível.

      Pode vir e "abusar" o quanto quiser. Infelizmente, tentei comentar ontem em seu site, mas fiquei impossibilitado por conta do CAPTCHA. Por aqui, o serviço que identificava as letrinhas parou de funcionar e não sei se ou quando voltará.

      Um abraço.

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  3. Estou nesse delicioso tempo: meu ócio criativo... Sem horários, sem agendas e/ou compromissos. Como é bom ter plantado muito e, agora viver o tempo da colheita!
    Abraço.

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    Respostas
    1. Aproveitar as delícias do tempo é o sonho que muitos buscam realizar. Bom poder desfrutar da semeadura dos anos e colher os frutos saborosos de uma existência.

      Um abraço e uma boa semana.

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Antonio Pereira Apon.