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Mostrando postagens de Junho, 2017

Mãos

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... Criminosas, virtuosas; mãos amadas, desalmadas mãos. Mãos armadas, mãos floridas; libertas, mãos detidas. Contidas, incontidas mãos; mãos criativas, incapazes mãos. Mãos honestas, mãos vendidas; mãos modestas, mãos corrompidas. Humildes, mãos vaidosas; comportadas, inadequadas mãos. Mãos benévolas, mãos perversas; reversas, adversas mãos...
Antonio Pereira Apon.


Mãos rústicas, mãos delicadas.Mãos modernas, mãos antigas; tecnológicas, artesanais mãos.Contundentes, balsamizantes; pesadas, leves mãos.Duras, macias; amargas, doces mãos.Mãos que dão, que se dão; que acolhem, que se recolhem.Mãos breves, duradouras; mãos que ficam e que se vão.Mãos anônimas, mãos famosas; egoístas, mãos dadivosas.Mãos tementes, mãos dementes; celestes, infernais mãos.Mãos plurais, mãos singulares; promíscuas, salutares mãos.Mãos curativas, mãos venenosas; socorristas, traficantes mãos.

As escolhas de Midas. E as nossas?

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Saber escolher é fundamental, faz toda diferença. Escolher bem o que falar, oque calar e o que ouvir. A escolha do que fazer, do com o que, do com quem...
Antonio Pereira Apon.


A vida é feita de escolhas: Certas ou incertas, felizes ou infelizes… E temos que arcar com ônus e bônus do nosso escolher, ou não. Midas, lendário rei da Frígia, afamou-se por duas infelizes escolhas. Vejamos:
Conta a mitologia grega, que Dionísio (Baco, para os romanos), Deus do vinho, dos ciclos vitais, das festas, da insânia, da inspiração, do delírio religioso/místico... Passeava pelos domínios de Midas, quando o sátiro Sileno, seu mestre e pai de criação desapareceu. Tendo “tomado todas” e mais algumas. “Trêbado”, o velho perdeu o caminho, sendo encontrado por camponeses e levado ao rei. Reconhecido por Midas, o ancião foi acolhido e muito bem tratado, sendo entregue alguns dias depois, são e salvo ao seu divino discípulo. Extremamente agradecido, Dionísio permitiu que Midas escolhesse uma recompensa. Fosse …

Cabeças

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... Cabeças que valem, que cabem; cabeças que é melhor esquecer. Preconceituosas, racistas, orgulhosas; cabeças a desvaler. Cabeças que subtraem, cabeças que somam; dividem, multiplicantes cabeças. Otimistas, pessimistas; realísticas cabeças...
Antonio Pereira Apon.


Cabeças pensantes, cabeças errantes.Falantes, silentes; conscientes, inconscientes cabeças.Cabeças altivas, cabeças bovinas.Cabeças sujeito, objeto; determinadas, indeterminadas, ruminantes cabeças.Cabeças que se fazem, cabeças que se deixam fazer.Agudas, obtusas; moles, duras cabeças.Cabeças poéticas, proféticas; fanáticas, patéticas cabeças.Cabeças equilibradas, obnubiladas; Cabeças que se acham, que vivem a se perder.Cabeças viventes, sobreviventes; plenas, cabeças indigentes.Cabeças minúsculas, cabeças maiúsculas; dementes, cabeças de gente.De homem, de mulher; a cabeça que houver.Religiosas, laicas; Ateias, agnósticas cabeças.Grandes cabeças, cabeças tacanhas; cosmopolitas, provincianas cabeças.Ociosas, operantes; inope…

Pernas

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... Pernas étnicas, éticas, estéticas. Conscientes ou patéticas; pernas imorais, amorais e moralistas pernas. Pernas masculinas, femininas; indefinidas pernas. Perna do antropofágico Abaporu, pernas da poesia...
Antonio Pereira Apon.


Pernas abertas, pernas bem fechadas; devassas, recatadas pernas.Pernocas, pernaltas; pernas peraltas.Pernas cúmplices, pernas súplices.Pernas lentas, pernas apressadas; apreçadas pernas.Pernas, ligeiras, fagueiras, faceiras.Pernas comportadas e irrequietas pernas.Pernas pro ar, pernas ao léu; passivas, ativas pernas.Pernas devotas; envoltas, desenvoltas.Pernas roliças, magricelas; frágeis, fortes pernas.Pernas que passam, pernas que ficam; firmes, vacilantes, ébrias, tropicantes pernas.

Voto de Minerva ou de me enerva?

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... graça uma versão tupiniquim do mito: O voto de me enerva. Longe de solucionar dilemas de forma sábia, honesta, ética… Exalta a conveniência, o “jeitinho”, interesses quase sempre inconfessáveis, atentando contra a realidade, a verdade e a justa justiça. Acordando a sensação de que o crime até pode compensar...
Antonio Pereira Apon.


Trata-se do mito grego, no qual, a deusa Palas Atena, equivalente à romana Minerva, preside o julgamento do mortal Orestes. Sendo Minerva a deusa da sabedoria, o voto de Minerva refere uma escolha sábia, certa, justa, coerente...
Segundo Ésquilo, tudo começou quando Agamenon ofereceu sua filha em sacrifício aos deuses, no intuito de vencer a lendária Guerra de Troia. Furiosa com a morte da filha, e influenciada pelo amante Egisto, sua esposa Clitemnestra, o assassinou. Como vingança pelo homicídio do pai, Orestes matou a própria mãe e o citado amante.

Acróstico junino

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Versando essa supra religiosa festança a três santos católicos, herança europeia, releitura nordestina, mania nacional. Anarriê! Xaxado, forró, baião e o que vier. Viva Santo Antônio! Salve São João! Valha-nos São Pedro!
Antonio Pereira Apon.


Fogos, festa e fogueira, estética do festejar, saracotear e levantar poeira; triângulo, sanfona e zabumba, arraiá, quadrilha abunda, sanfônico celebrar.

Enamorados namorados

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... A taça e o vinho, linha e linho, quem caminha e o caminho. Eu, você; você e eu, queijo, goiabada, Zéfiro e alvorada, Julieta e Romeu...
Antonio Pereira Apon.


Um abraço,
um laço, enlaço,
entrelaço de corações.
Namorados enamorados:
O barco e o cais,
côncavo e convexo,
amplexo,
gosto de quero mais.

Meu defeito de estimação

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... “irreparáveis”, possuem grande vocação, enorme “clarividência” para perceber defeitos alheios. Contudo, parecem alheias aos próprios. Não hesitam em sacar o dedo indicador, para apontar as culpas, os erros dos outros. Mas, parecem ignorar os três dedinhos que se voltam para as...
Antonio Pereira Apon.


Quando um objeto, um Equipamento apresenta um defeito, procuramos consertá-lo. Se não tem jeito ou não compensa repará-lo, providenciamos substituí-lo. Mas, pessoas nem sempre podem ser substituídas. Bem diferente das coisas, gente tem livre arbítrio, vontade. Precisa querer se consertar. Se não quiser, não tem psicólogo, psiquiatra, exorcista, pai de santo... Que resolva. Nem “Jesus na causa”!

Meio ambiente, ávida vida

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05 de junho, dia mundial do meio ambiente... Conter os flatos que esquentam o mundo, CFC, hidrocarbonetos… Mefistofélicos sonetos, antipoesia, desprogresso imundo. A água farta a faltar, isquêmicas nascentes, mares, lagos, rios… Poluídos, destruídos; inconsequência a nos sentenciar. E o buraco na camada de ozônio? ...
Antonio Pereira Apon.


Mãe Terra,sonho azul no infinito atemporal,casa, abrigo, nosso lar;nosso barco para a vida navegar.A bordo,de borda a borda a bordar,bordado novo, sem igual.Um novo tempo de paz,plantas, homens, outros animais.

Mangue, bordel, Brasil

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... Das bananas aos bananas, indigência treinada, adestrada a gritar gol, requebrar e dizer amém. Pagar caro, posar de otário, não ser alguém. Ser mais um ninguém, atrás de um mitômano “salvador”...
Antonio Pereira Apon.


Cale-se o cálice!Tinto sangue,retinto vinho;da vinha, do que vinha,da via do que não virá.Bordel.Velho mangue, caranguejo novo;o lodo,a lama,o povo.O novo?!Velha,requentada sina a se ruminar.