A arte da vida. Apon HP


Obrigado por sua visita. Boa leitura!


Clicando na imagem, você lê uma postagem sorteada pelo sistema.



Pensata. Apon HP - Pense nisso...>

Nossos escritos mais recentes:



segunda-feira, 31 de julho de 2017

Experiência de Quase Morte. O mito de Er



... Somos espíritos e estamos momentaneamente presos num corpo físico, sendo libertos dele pelo fenômeno natural da morte, quando voltamos ao nosso estado original, condição real de seres imortais...


Antonio Pereira Apon.


O juízo final, pintura de Michelangelo Buonarroti.


Transmitido pela tradição oral, Platão, discípulo de Sócrates, traz-nos em A República, um relato de alguém retornado do Hades. O mito de Er, no qual, independente das injustiças, erros e prejuízos provocados, os espíritos errantes resgatavam, expiavam o mal perpetrado na Terra, para assim purificarem a alma em consonância com uma inteligência cósmica, essencialmente moral.


Er, habitante arménio, Panfílio de nascimento, guerreiro morto em batalha ressuscitou 12 Dias depois da própria “morte”, narrando o que vira no além:


Desprendida do corpo, sua alma viajou com outras até chegar a um espaço etéreo com duas aberturas para a Terra e outras duas, similares para o céu, entre as quais, juízes decidiam o destino de cada ser. Os justos iam para a direita, que subia ao céu; injustos, para a esquerda, desciam... Cada alma recebia uma nota, sentenciada conforme seus feitos.

sexta-feira, 28 de julho de 2017

Cidadão. Saia da caverna!



... projeta imagens parciais da realidade, confundindo a opinião pública, com a opinião publicada, manipulando a percepção do espectador tornando-o mero objeto, passivo expectador. Joguete entre versões da “verdade”, conforme a...


Antonio Pereira Apon.



ilustração do mito da caverna de Platão, por Mats Halldin.


Platão, inspirado por Sócrates, buscava a essência, além da aparência. E como qualquer um, que, liberto das sombras da ignorância, arriscaria, como seu mestre, a própria vida, simplesmente para expressar o seu pensar, intentar aclarar as mentes toldadas por tantas irrealidades.


Desde que nasce, o indivíduo é ensinado, treinado, doutrinado, convencido, adequado… A enxergar o mundo por uma determinada ótica. De repente, alguém subverte suas crenças, desmente tudo, desmascara farsas, parcialidades, mitos… Revela novos conceitos, desmente velhas convicções. Senão por coisas tais, Sócrates foi sentenciado, inspirando essa alegoria, O mito da Caverna. Nele, Platão nos convida a refletir sobre a similitude da realidade humana dentro e fora de uma caverna: condicionamentos, preconceitos, manipulações, ritos, dogmas...


Conta Platão:


Seres humanos, nascidos e criados dentro de uma caverna. De costas para a entrada, acorrentados, imobilizados, constrangidos a reter o olhar na parede do fundo da gruta, sem poder ver uns aos outros ou a si mesmos.


Atrás dos prisioneiros, uma fogueira, separada deles por um muro, por detrás do qual passam pessoas carregando objetos que representam "homens e outras coisas viventes". As pessoas caminham por detrás do muro, assim, seus corpos não projetam sombras, mas sim os objetos que carregam. Os prisioneiros não podem ver o que se passa atrás deles, apenas as sombras que são projetadas à sua frente. Os sons que ecoam do exterior, induzem os prisioneiros a associá-los com as sombras, seriam as falas das mesmas. Portanto, a realidade.


E, se um dos prisioneiros for solto? Veja o fogo e tudo mais?

terça-feira, 25 de julho de 2017

Anonimato, internet e o anel de Giges



... do que seria capaz um homem sabedor de que seus atos não poderiam ser testemunhados, notados, rastreados, monitorados, passíveis de punição? É o que acontece com muitos usuários da internet, que usam suas telas e telinhas, como...


Antonio Pereira Apon.



Um ourives em sua oficina, pintura de Petrus Christus.


Já imaginou, comprar numa joalheria, encomendar a um ourives ou simplesmente, encontrar por aí, um anel mágico que lhe desse o poder da invisibilidade? Numa lenda contida em: “A República,” de Platão, aconteceu:


Giges, um pastor, apascentava seu rebanho, quando desabou uma gigantesca tempestade seguida de um terremoto. O solo rasgou-se numa enorme fenda. Admirado, desceu pela abertura no chão, onde entre muitas curiosidades, deparou-se com um cavalo de bronze, oco. Observando por algumas aberturas do insólito objeto, descobriu um corpo, algo maior que um homem normal, do qual, mais nada restava do que um anel de ouro na mão. Giges o Arrancou e se foi.

A arte (Com mp3)



... a coreografia: Das folhas outonais, do beija-flor à flor beijar, do romance dos casais. A arte é: O teatro do cotidiano...


A arte (mp3)
Antonio Pereira Apon.



Giros nos ares.


É a vida transcrita

em cores, acordes e versos;

formas, traços e gestos.

É a sinfonia:

das ondas beijando a areia,

do pássaro que gorjeia no infinito ,

da chuva que orvalha o coração

na noite vazia.

É a plástica:

da estrela que no zênite cintila,

do alvor e do crepúsculo

no convergir de céu e mar,

do caleidoscópio perfumoso

da poética primavera.

domingo, 23 de julho de 2017

Imperfeita percepção



Tem gente com os sentidos perfeitos e um corpo sem deficiências. Mas, manietadas por suas lamentações descabidas e despropositadas reclamações. Cativas de uma voluntária apercepção da realidade; nada fazem, nada dão, nada são.


Antonio Pereira Apon.



Parábola dos cegos, pintura de Peter Bruegel.


Tem gente que vive sem viver,

sobrevive sem um querer.

De tudo reclama,

por tudo faz drama,

já “mortos” sem morrer.

Corpos perfeitos!

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Amigos não tão virtuais



... nem parecem, virtuais. Não costumam ser muitos, como muitos não são os amigos presenciais, mais como esses, vão chegando de mansinho, e como quem não quer nada, vão se achegando e criando morada em nosso coração. A amizade é adimensional, atemporal, transcende às telinhas, transborda e inunda a realidade...


Antonio Pereira Apon.



Mão na tela touch.


Por trás das palavras digitadas, de cada postagem, de cada comentário, clique… Existe uma pessoa, uma alma, alguém se comunicando nesse intercâmbio, interação, dita, virtual. Uns apenas passam, teclam e se vão, outros aparecem eventualmente, mas, alguns fazem-se constantes, criam laços e vão ficando, semanas, meses, anos…

terça-feira, 18 de julho de 2017

Um até...



... partilhamos um caminho, mas, a cada um seu caminhar. Quem se adianta nessa jornada, se deixa saudades, é porque conseguiu passear pelos corações, criando laços de bem-querer...


Antonio Pereira Apon.



Mulher com sombrinha, pintura de Claude Monet.


Quem disse que a morte é um fim? A vida segue numa outra dimensão. Recomeço, novo começo; navegar no espaço-tempo para aportar no infinito, onde o eterno se explicita em encontros e reencontros. Para trás, os instantes doridos, os momentos sofridos, sob as pegadas dos passos deixados nessa Terra; as lágrimas que entristeceram a alegria. Em frente, colher nos braços os abraços furtados, adiados. Recolher a floração do bem semeado, das palavras benditas, das emanações de amor. E ali mais em frente, ver a felicidade ressorrir, ressurgir qual uma Fênix sobre as cinzas de todas as dores passadas.

Trem da vida



... somos gestores de nosso existir, artífices na concepção do nosso desiderato; o tempo pode ser a mola propulsora que nos arremessa...


Antonio Pereira Apon.



Chuva, vapor e velocidade - O grande caminho de ferro do Oeste, pintura de J.M.W. Turner.


segue perseguindo seu destino de ser árvore fértil e frondosa.


Observa a pedra bruta, que sem se acovardar perante a dor da lapidação, se permite a preciosidade da joia rara.

sábado, 15 de julho de 2017

Qual o limite da amizade?



Amigo é alguém com quem se pode contar, confiar, compartilhar...


Antonio Pereira Apon.



Amigos abraçados.


Nesses tempos em que se “caça” amigos e seguidores nas redes sociais, gente para curtir e compartilhar tudo e qualquer coisa. A amizade real, parece escassear, entre as descartáveis relações virtuais e artificiais sentires. Mas, amizade de verdade, não é e não pode ser medida em cliques, é uma ligação atemporal e transcendente, elo entre almas, liame incondicional de bem-querer. Algo como conta o filósofo Cícero:


Mergulhando no tempo, vamos encontrar Damon e Pítias, amigos inseparáveis desde pequeninos. Era o século IV a.C., jovens pensantes, andavam por Siracusa a espalhar suas ideias e ideais. Mais loquaz e “revolucionário, Pítias vivia a dizer entre outras coisas, que nenhum homem devia ter poder ilimitado sobre outro. E que os tiranos absolutos eram reis injustos. Aborrecido por demais com aquele discurso, o rei Dionísio, ordenou a prisão dos dois amigos.

sexta-feira, 14 de julho de 2017

É você



Um ode ao amor, ao amar...
Antonio Pereira Apon.



Lua.

Se penso,

meu pensamento é você.

Se sonho,

meu sonho é você.

Se desejo,

meu desejo é você.

Se amo,

meu amor é você.

Você já faz parte de mim,

parte bela de mim.

parte inteira do meu coração;

você é do sol o calor,

é da lua o clarão,

do mar o rumor,

Amizade. Palavra que não anda bem sozinha



Como bem canta Beto Guedes em "O Sal da Terra": "Um mais um é sempre mais que dois". Assim é a amizade, assim são os amigos. Portanto, durante todo o ano; no dia 20 de julho ou em qualquer um dos outros dias do amigo. Pense nisso.


Antonio Pereira Apon.



Gato e cachorro dormindo.


Amizade:

Com saudade, remete-nos a quem está distante ou ausente,

com sorriso, seca lágrimas,

com luminosidade, dissipa sombras,

com confiança, faz-se porto seguro,

com sinceridade, torna-se companhia,

com verdade, gera cumplicidade,

com cliques, reduz distâncias,

com apoio, motiva parceria,

com alegria, torna-se esperança,

com consolo, empresta-nos fé,

com reciprocidade, cria solidariedade,

com ideais, acorda sonhos,

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Tipos de amigo(?)



Amigo de verdade é uma maravilha. Mas, tem umas criaturas que adoram avançar o sinal e atravessar o samba...


Antonio Pereira Apon.



Sinal vermelho.


Fora o cada vez mais escasso amigo de verdade, aquele amigão do peito. Existe uma infinidade de "tipos" de amigos, alguns deles, quem os tem não precisa absolutamente de inimigo. Vejamos:


O amigo filósofo: tudo que você pede, ele responde que vai pensar.


O amigo Capoeirista: não perde a oportunidade de lhe "passar a perna".


O amigo SUS: só deve ser procurado, se não restar outra alternativa.


O amigo CPMF: é aquele insuportável, que chega dizendo que não vai demorar, mas vai ficando, ficando... ...


O amigo bolsa família: você o maltrata, faz dele "gato e sapato", depois dá um agradinho qualquer, que fica tudo bem.


O amigo Lula: nunca sabe de nada.


O amigo cachorro: quando você está longe, ele late (te xinga, fala mal...), morde (diz que vai bater e até matar), mas quando você aparece, ele abana o rabinho (te abraça, elogia, dá tapinha nas costas...).

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Inimigo



Inimizade é um aborto da razão, um desatino do sentir, um ser sem noção, deserto de emoção.


Antonio Pereira Apon.



Deserto.


Inimigo.

Inimigo é o amigo,

que ainda não fizemos;

é a pedra bruta

que desconhece a mão do artista,

é a terra inculta

aguardando a dádiva do plantio;

terça-feira, 11 de julho de 2017

Verdadeiro amigo



... são poucos, são raros, são aquelas pessoas que fazem a diferença; tornam certas, as horas incertas...


Antonio Pereira Apon.



Pessoas andando.


Amigo de verdade, nem sempre é aquele que frequenta nossa casa, nos acompanha nas baladas, partilha a intimidade do nosso dia a dia; não está sempre de acordo conosco, abonando nossas faltas, justificando nossos erros, massageando nosso ego...

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Sobreviventes urbanos



... Mas, se o “azar” vier… Mais um corpo atrapalhando o tráfego, o rabecão tardio enfatizando o trágico. Direitos humanos para o desumano algoz, indefesa, a vítima… Já sem vez, jaz sem voz. Legislação hipócrita...


Antonio Pereira Apon.



Gatilho.


Vamos sobrevivendo,

fingindo,

querendo viver.

Bandidagem liberta,

cidadãos numa semiaberta,

imposta “prisão domiciliar”.

No bolso,

tem que ter “o do ladrão”;

para arriscar a sorte,

tentar fugir da morte

na hora de não reagir.

Mais amigo



... diálogo para o monólogo hodierno. Amigo; é o minuto perfeito nas horas imperfeitas, água para a semente, semente para a terra, terra para a...


Antonio Pereira Apon.



Aperto de mão.


Amigo:

é o encontro nos desencontros,

presença na solidão,

certeza na incerteza;

coadjuvante na dor,

parceiro na alegria.

Amigo

é o verso que falta

em nossa poesia.

É palavra para o nosso silêncio,

domingo, 9 de julho de 2017

O Caipira a realidade e a tecnologia



Entre a modernidade tecnológica e a medieval carência. Um hiato de humanidade. Desumanidade num circo de horrores.


Antonio Pereira Apon.



Tela do celular.


Morador de um remoto e pequenino vilarejo, menor que salário mínimo. Lá pras bandas de “Deus que acuda”, onde nem promessa de político consegue chegar. Após alguns dias na capital, retornou narrando suas percepções tecnológicas e realísticas:


- “Cumpade. Fui fazê exame de prosta e astroporose na capitar qui o dotô mandô fazê com urgência. In tudo qui é lugá, tem um tar de computadô. Os home juntaro telivisão cummáquina de inscrevê e deu nesse trem que dá pra vê a vida dos otro numa tar de internetica. Uns outro, pegaro o computadô e butaro numa taubinha metida a besta e apelidaro de tabrete. Chamam isso de tecnicologia! E o povo dana a falá istrangero, é: Dolod, scrip, imeio, notbruque, feicebruque,iutubre... Mas fiquei invocado mermo foi quano infiaro o tabrete num telefone piquinininho que fala sem fio, diz qui é ismartofone. Lá na Cidade, eles colhe milho em saquinho, tira leite de caixa, faz chuvê água quente... Mas, o atendimento no tar do “SUSTO” não tem nada dessas modernidade. É um mundarel de gente de madrugada na porta do hospitar tentano consurta e izame, uns funcionaro mais brabo qui os cavalo daqui, os dotô chega tarde, nem óia pra nós e já vai simbora...

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Vidas por um cinto. Sinto...



... uso do cinto de segurança. Usar o cinto com c, para não terminar usando o sinto com s. A vida não tem tecla de retrocesso nem dá para “rebobinar”; ela não volta! ...


Antonio Pereira Apon.



Lágrimas.


Hoje não tenho uma poesia nem uma prosa literária, mas, uma literal e triste crônica da vida real: segunda-feira, 03 de julho de 2017, pouco mais de nove da noite, um amigo nosso levava uma amiga para casa, quando perdeu o controle do carro e chocou-se contra um poste. Com o impacto, ambos foram projetados contra o para-brisa; ela teve ferimentos leves e moderados, ele entre outras contusões, bateu o abdome violentamente contra o volante. Os dois estavam sem o cinto de segurança. Socorridos pelo SAMU, ele deu entrada no hospital com forte dor na barriga… Na mesa de cirurgia, os médicos não puderam resolver aquela extensa lesão no fígado, uma forte hemorragia o tirou dos amigos, da família, dessa vida.


Não costumo me apegar ao: se… Ao talvez…

sábado, 1 de julho de 2017

Querido defeito de estimação…



... reverenciam a si mesmas, combatendo os outros, e nos outros, enxergando espelhos, projeções do que não querem ver...


Antonio Pereira Apon.



Mulher em frente ao espelho, pintura de Pablo Picasso.


A Rainha Má do conto de Branca de Neve, consulta o “Demônio Familiar” do seu espelho mágico, para saber quem era a mulher mais bela. Quando a resposta do “Gênio Mal”, contraria suas expectativas, ela se toma de ódio e tenta exterminar sua “adversária”, o seu “problema”.


Todo ser humano, carrega seu lado obscuro que precisa ser domado, educado e por fim; dominado, devidamente vencido. É aquela sombra, remanescente de nossos atavismos, aquilo que sobrevive nos guetos do inconsciente intentando se insurgir, roubar as rédeas da consciência e pôr suas “manguinhas de fora”: O orgulho inconfesso, a vaidade apercebida, a arrogância insuspeita...