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segunda-feira, 10 de julho de 2017

Sobreviventes urbanos





... Mas, se o “azar” vier… Mais um corpo atrapalhando o tráfego, o rabecão tardio enfatizando o trágico. Direitos humanos para o desumano algoz, indefesa, a vítima… Já sem vez, jaz sem voz. Legislação hipócrita...


Antonio Pereira Apon.



Gatilho.


Vamos sobrevivendo,

fingindo,

querendo viver.

Bandidagem liberta,

cidadãos numa semiaberta,

imposta “prisão domiciliar”.

No bolso,

tem que ter “o do ladrão”;

para arriscar a sorte,

tentar fugir da morte

na hora de não reagir.

Mas, se o “azar” vier…

Mais um corpo atrapalhando o tráfego,

o rabecão tardio enfatizando o trágico.

Direitos humanos para o desumano algoz,

indefesa, a vítima…

Já sem vez,

jaz sem voz.

Legislação hipócrita,

demagógicos códigos…

A polícia até prende,

apreende.

Até a lei mandar soltar.

Injusta “justiça”,

que pouco faz e mais complica,

impunidade faz grassar.

O poder ensimesmado,

faz que faz do não fazer;

lega ao povo, descuidado,

ruminar o seu sofrer.


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4 comentários:

  1. Querido amigo, seu belo poema/texto que mostra a triste realidade, nem adianta correr, nem gritar, estamos todos desprotegidos e entregues a própria sorte, eu por mim me apego aos anjos da guarda, meu e dos meus, pois somente com essa crença de que há um anjo a nos proteger é que conseguimos seguir em frente nesse país de "legislação hipócrita", direitos humanos para bandido, enfim... Até quando, não se sabe, vamos indo, já me cansei de até ler jornais, não se fala em outra coisa que não seja essa coisa podre que está aí.
    Enfim... como já disse, vamos indo...
    Abraços bem apertados!

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    Respostas
    1. É cada um por si e Deus por todos, enquanto nossos desgovernantes "exercem seus podres poderes".

      Um abraço.

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  2. Oi, Apon, é uma pena, as pessoas passam muito tempo se esquivando, e pouco vivendo, pois o tempo que tem para isso vivem com tensão, em estado de alerta. Abraços!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Pessoas de bem nessa infame semiaberta "prisão domiciliar", enquanto grassam soltos os bandidos de ofício, sob a proteção dos seus colegas do poder.

      Um abraço.

      Excluir

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Antonio Pereira Apon.