A arte da vida. Apon HP


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Nossos escritos mais recentes:



quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Feliz eu, você, nós melhores!



... O ano novo, será o que fizermos dele, o que levarmos para ele, o que legarmos a ele! Feliz ou triste, melhor ou pior, ele terá a nossa cara, o DNA de nossa humanidade e seu livre arbítrio...


Antonio Pereira Apon.


A Persistência da Memória - Salvador Dalí.

Recebi no Whats App essa pertinente e muito oportuna reflexão. Repensar o tempo nos repensando, pensando o ano novo numa perspectiva mais real e menos fantasiosa:


“E se, em vez de você esperar por 2017, - 2017 esperasse por você?

Em vez de: "2017 vai ser melhor", use: "Eu serei melhor em 2017".

Em vez de: "Que 2017 seja um ano excelente", use "Eu serei uma pessoa excelente em 2017".

Em vez de: "o que 2017 me reserva?", use: "O que eu reservo para 2017?"

Em vez de: "tomara que 2017 me traga...", o que é que você pretende levar, entregar, oferecer à 2017?

Te desejo um ótimo VOCÊ para 2017".


Mudanças, melhorias não florescem do improviso, não frutificam do acaso, nem surgem por geração espontânea. O calendário, é simplesmente a organização cronológica do tempo que passa, referência didática, nominal, quantitativa dos minutos, horas, dias, semanas, anos… Mas, tempo verdadeiramente dito, é o que fazemos acontecer. A resultante do sentir, pensar e agir de cada um de nós. Eu, você, fulanos, sicranos e beltranos; anônimos ou famosos, escrevemos o nosso melhor e o nosso pior nas linhas do tempo. Tempo não é uma obra pronta, acabada; é dádiva, oportunidade; não é fim, mas o meio. Sem fim de possibilidades, começos, recomeços…

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Ano novo. Para além do arco-íris



... arco-íris da uma prosa sem fim. Tem jeito de ano novo, de renovação, renovada ação de embelezar, tornar melhor, energizar, reenergizar; unir, ligar, conduzir… Ponte, atalho, caminho… Passar da chuva, reluzir de sol...


Antonio Pereira Apon.


Celebração do arco-íris - William Blake.


Místico, simbólico, mágico, mitológico, religioso, ecológico, inspirador, poético, encantador, belo… Com todos seus predicados e adjetivos, o arco-íris nunca passou desapercebido ao olhar humano. A origem do seu nome é atribuída à deusa Íris, que na mitologia grega, figurava como uma espécie de mensageira, arauto divino, que em sua passagem, deixava para trás um arco colorido enfeitando o céu. A tradição judaico-cristã e o islamismo, afirmam ter Deus o denominado "arco da aliança", selando uma promessa de não mais destruir a humanidade e outros seres viventes com água. Marca o fim do dilúvio, com a Arca de Noé assentando no Monte Ararate. Enquanto para a cultura ioruba, o arco-íris simboliza o Orixá Oxumarê, mensageiro divino aos seres humanos. Já no mito nórdico, o arco-íris aparece como Bifrost, ponte ligando a Terra (Midgard), a Asgard, morada dos deuses. Para os antigos havaianos, a deusa ANUENUE, associada à chuva, é a personificação do arco-íris.Para os chineses, a deusa Nüwa utiliza pedras de sete diferentes cores para fechar uma abertura no céu, provocada pelo confronto entre os deuses dá água e do fogo, derramando o lago celestial sobre a Terra; esse remendo, o arco-íris. A mitologia hindu, fala do arco de Indra (Indradhanush), deus dos raios e trovões. Uma ponte suspensa no céu, escada de sete cores por onde desce Buda, diz a tradição japonesa. Tem também a lenda que trata o arco-íris como a ponte para um recanto de aconchego para os “espíritos” dos animais. E o pote de ouro no fim do arco-íris? Coisa dos Irlandeses, para chegar lá se precisa capturar um leprechaun, tipo de duende, que some num piscar de olhos. Um mito dos índios Cree, versa sobre os “guerreiros do arco-íris”, lendária tribo de espíritos que resgatariam a natureza quando a Terra ficasse doente; inspirado nesse conto/profecia da índia Olhos de Fogo, em 1978, o Greenpeace, organização internacional de defesa da natureza, batizou seu barco de Raimbow Warrior (Guerreiro do Arco-Íris).

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Ano novo: Desejos X Necessidades



... Desejamos desnecessárias “necessidades”. Necessitamos, menos desejar. Desejamos ter. Necessitamos, ser. Desejamos mudanças. Necessitamos, mudar. Desejamos um mundo melhor. Necessitamos, ser melhores. Desejamos um ano novo ideal. Necessitamos, um ideal de ano novo...


Antonio Pereira Apon.


Arco-íris.


Um ano novo, não será suficiente para atender todos os nossos desejos. Talvez nem dois, três ou mesmo uma vida inteira! Nosso desejar, costuma superar em muito as nossas necessidades, descambando para a futilidade, o supérfluo, artificial até o despropositado. Desmedido, incontido, superlativo… Segue inflacionando os dias, endividando o tempo, superfaturando o existir. E quando o corpo somatiza o alto custo da nossa insensatez, culpamos: O destino, a sorte, Deus...

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Kairós: Cadê o agora que estava aqui? Cronos comeu?!



... é a dádiva do momento oportuno: Oportunidade! Tempo em toda sua potencialidade, possibilidade. Revela fugacidade das chances que surgem e precisam ser devidamente aproveitadas. Ele não reflete o passado nem pressente o futuro; simboliza o tempo de fato, o presente. o instante em que tudo acontece; sem o sobrepeso do que passou e da preocupação pelo que passará(?)...


Antonio Pereira Apon.


Kairós - Francesco de Rossi.


Todo tempo é tempo de pensar o tempo e no tempo, mas a proximidade da chegada de um ano novo, parece acordar reflexões especiais:


Existe um tempo cronológico, linear, irrefreável, inexorável... No qual sobrevivemos. Mas, há um tempo ideal, o instante de viver e vivenciar, momento oportuno, o agora, o hoje; o presente onde tudo realmente acontece. Não adianta tentar reter o passado ou antecipar o futuro. A vida é como um cesto onde só cabe o instante presente. No fluxo incoercível do rio do tempo, não dá para reter as águas passadas nem adivinhar as do porvir...


Cronos e kairós. Um, dita o tempo cronológico, sequencial; medido, agendado, quantificado. Enquanto o outro, presta-se, refere-se ao qualitativo, à ocasião oportuna, o acontecer especial.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Esperança. Esperançar que fica. A caixa de Pandora



... Diverso do que diz o ditado popular: Quem espera, nem sempre alcança. Ter esperança. Isso sim, ajuda a alcançar. Esperar é aguardar, se acomodar, estagnar esperando. Esperança vem de esperançar: Sonhar, desejar, projetar, confiar, ter fé… Como canta Geraldo Vandré: “Quem sabe faz a hora, não espera acontecer”. Tudo passa e a esperança fica, fica não a esperar, mas a esperançar...


Antonio Pereira Apon.


Pandora - Jules Joseph Lefebvre.


Conta-se que, para se vingar de Prometeu, por ter roubado o fogo dos deuses e dado aos homens. Zeus incumbiu Hefesto e Atena de criarem a primeira mulher, com a ajuda de todos os deuses, cada um deles lhe dando uma qualidade. Assim, surgiu Pandora, que foi enviada para Epimeteu, irmão de Prometeu, que, conhecedor dos ardis do todo poderoso do Olimpo, já o havia alertado para não aceitar presentes dos deuses. Mas, enfeitiçado pelos encantos da moça, Epimeteu a tomou como esposa e aceitou a caixa enviada com ela sob recomendação de que jamais fosse aberta. O grande defeito de Pandora, e com o qual contava Zeus, era a curiosidade. Sabedor de que um dia, ela não resistiria e abriria a caixa liberando grandes males aos humanos. Afinal os puniria pelo fogo que haviam recebido a seu contragosto. Assim, uma infinidade de desgraça sse espalhou: Discórdia, guerra, doenças… Percebendo a bobagem feita, a moçoila fechou a caixa depressa, porém, tudo de ruim já havia escapado, restando apenas a esperança. Daí dizer-se: “A esperança é a última que morre”.


Esperança. Chamada Elpis pelos gregos, era Spes para os romanos. Representada como uma formosa jovem, portando um botão de flor entreaberto e segurando a barra do vestido. Quase uma espécie de divindade alegórica, era venerada pelos antigos com especial solenidade.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

O ano novo e o mito de Procusto



... Visitando a mitologia, podemos perceber que já passou da hora de acordarmos o Teseu das mudanças para dar o necessário destino ao anacrônico Procusto que retarda, a realização de anos realmente novos e verdadeiramente felizes. Se assim o queremos, não podemos nos conformar, nem acomodar como Atena...


Antonio Pereira Apon.


Teseu e Procusto.


Queremos um feliz ano novo? Mas como? … Insistimos em paparicar, mimar nosso infeliz homem velho, ególatra e egocêntrico, seus velhos conceitos e preconceitos de estimação: Seguimos medindo os outros por nossa medida, formatando “verdades” conforme nossos mais personalíssimos parâmetros, abusando da cartilha do eu mesmo, para nortear tudo e todos. Abominamos a diversidade, execramos os discordantes, rivalizamos com quem não espelhe nosso Narciso. Temos nos tornado irritadiços e intolerantes, assumindo posturas extremadas, fugindo de um ideal ponto de equilíbrio, deliberadamente, sonegando oportunidades ao discernimento.

sábado, 3 de dezembro de 2016

O mito de Prometeu e o natal



... o Cristo derrota a morte para reluzir no natal de cada coração que permite florescer a fé em si e no mais alto, renovando a esperança nos dias melhores que virão. A chama viva da boa nova, que dividiu a história num antes e depois, fulgura nas mentes conscientes, de que apesar das negatividades e da má vontade de tantos, podemos e vamos fazer melhor; uma humanidade melhor, um mundo melhor, inspirador, inspirado no fogo imorredouro do natal...


Antonio Pereira Apon.


A natividade - Giotto.


Segundo uma versão do mito de Prometeu, ele e seu irmão Epimeteu, foram incumbidos de criar o homem e os outros animais. Epimeteu assumiu a tarefa, cabendo a Prometeu supervisionar tudo. Tendo Epimeteu distribuído entre os bichos, todos os dons e capacidades, quando formou o homem do barro, não soube o que fazer. Assim recorreu a seu irmão, que não hesitou em roubar o fogo dos deuses, dando inteligência ao homem, colocando-o acima dos outros animais. Contudo, o fogo era exclusividade dos deuses e por tê-lo usurpado, Prometeu foi severamente punido. Acorrentado por Hefesto no cume do monte Cáucaso, tendo diariamente seu fígado dilacerado por uma águia, sendo o órgão regenerado dia a dia, num suplício que deveria durar milênios, não intervisse Hércules.


Tocha acesa.


Usando uma enorme licença poética e respeitando as devidas proporções, podemos fazer uma analogia entre o mito grego e o natal de Jesus: