Um poema de gratidão              

em quinta-feira, 18 de abril de 2019



... rota da salvação. Cristo que matou a morte, plantou palavras semeando exemplos, seareiro da nossa imortal eternidade. Dantes da manjedoura, depois da cruz, para além do sepulcro; médium de Deus, governador planetário, irmão maior, divino amigo… Gratidão! ...


Antonio Pereira Apon.


Um jovem de braços abertos em um vasto campo de trigais, como se estivesse agradecendo a Deus.


No blog Filosofando na vida, a professora Lourdes nos convida a escrever uma frase, verso, poesia, pensamento, mensagem… Sobre uma imagem postada a cada fim de semana. Acima, a imagem sugerida. Abaixo, a minha 78ª participação nessa “brincadeira” intitulada: Poetizando e encantando.


Selo de participação no Poetizando e encantando.

Gratidão sob o céu, sobre o chão,

pelo ar, pelo mar,

Pela diversidade da vida que transcende,

pelo trigo e seu pão.

Pelo verbo feito carne,

habitando entre nós,

pra nos legar a rota da salvação.

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                    Páscoa. Jesus, coelhinho e ovos de chocolate              

em terça-feira, 16 de abril de 2019



... Feliz páscoa! Pode até ter coelhinho e ovos. Só não pode faltar Jesus nos corações...


Antonio Pereira Apon.


Cristo Redentor.


O que é páscoa? Para muita gente, a resposta pode não ser tão fácil e imediata. Algumas datas comemorativas, com o passar do tempo, vão se perdendo do seu sentido real e sucumbindo aos ditames comerciais. Assim como no natal, aonde o nascimento de Jesus vai cedendo espaço para o mito do Papai Noel. Na páscoa, o tal coelhinho (já em baixa) e os ovos de chocolate, vão assumindo indevido protagonismo.


Originalmente, a páscoa comemorava a libertação do povo hebreu do cativeiro no Egito. Com o advento do Cristo, grande parte da humanidade, passa a celebrar a páscoa como a ressurreição de Jesus. Derrotada a morte, no 3º dia após a crucificação, ele ressurge dos mortos, legando à humanidade a imortalidade. Coelhinhos e ovos, vão surgir séculos mais tarde, como símbolos da renovação da vida. No princípio, ovos propriamente ditos, eram decorados e presenteados, os de chocolate são mais recentes e "simbolizam" grande lucro para a indústria, o comércio e os produtores artesanais. Andaram inventando tal "colomba pascal". Essa, como algumas leis no Brasil. Não pegou!


Mas, a distorção pascal já começa na sexta-feira dita santa ou da paixão. Nesse dia, os "devotos" de "Nossa Senhora da birita" Enchem a cara, "bebemoram" e com outros tantos se empanturram de comida. Mas, comemorar ou "bebemorar" o que mesmo? O assassinato de alguém que dizem reverenciar? Tornaram-se partidários da trairagem de Pilatos e do povo manobrado pelos fundamentalistas de então? Ou é apenas mais um feriadão para caírem na gandaia?

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                    Linda borboleta. Vida, beautiful butterfly              

em quinta-feira, 11 de abril de 2019



... o tempo faz acontecer a mágica; desperta a poesia e toda estética, em coloridas asas pra viver. Metamorfoseando a sina, assina a alforria, alando a liberdade, recolorindo o azul do firmamento, versando o céu na cor de cada flor; multicolor flor que voa...


Antonio Pereira Apon.


linda borboleta saindo do casulo, símbolo da metamorfose da vida.


No blog Filosofando na vida, a professora Lourdes nos convida a escrever uma frase, verso, poesia, pensamento, mensagem… Sobre uma imagem postada a cada fim de semana. Acima, a imagem sugerida. Abaixo, a minha 77ª participação nessa “brincadeira” intitulada: Poetizando e encantando.


Selo de participação no Poetizando e encantando.

Vida se arrastando a sobreviver,
lagarta borralheira;
em seu casulo,
trancafiada Cinderela.
O seu refúgio a sua prisão
seu abrigo o seu cativeiro…
Subentendendo, apercebendo razão,
a tanta desrazão
de sua tonta desilusão.

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                    Humanidade. Plural e singular              



... ofusca a presunção de pequeninas estrelas atidas, viciadas nos reflexos dos próprios umbigos. A humanidade é um jardim diverso em flores, diversas cores e perfumes mil, universo singular de pluralidades...


Antonio Pereira Apon.


Operários - Tarsila do Amaral.


O respeito à diversidade precisa ser a tônica das relações humanas, nos permitindo iguais em nossas diferenças. Variadas etnias, múltiplas crenças, pensamentos, aptidões, vontades... A “verdade” não tem donos! Nenhuma religião tem o monopólio de Deus, a primazia de uma pretensa salvação nem a exclusividade de qualquer revelação. Nenhuma ideologia é autosuficiente ou se basta para solucionar caminhos. Ninguém é pior ou melhor, simplesmente, por ser diferente. O humano é tolerante. O inumano é radical, racista, xenófobo, extremista, misógino, homo fóbico, preconceituoso, maniqueísta... Ufa! Enfim. Desumano.


Quem condiciona-se em ser ilha, incomoda-se em admitir-se parte de um arquipélago; a luminosidade de uma constelação, ofusca a presunção de pequeninas estrelas atidas, viciadas nos reflexos dos próprios umbigos. A humanidade é um jardim diverso em flores, diversas cores e perfumes mil, universo singular de pluralidades, mosaico interativo, equação de pensares e sentires, fazeres e viveres, haveres em comum. Comunidade, unidade em comum.



Postado aqui em 17 de novembro de 2016.




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                    Ver Deus (Com mp3)              

em segunda-feira, 8 de abril de 2019



... na fraternidade, no trabalho... Nos momentos felizes que me orvalham a alma e nos tristes que me ensinam a valorizar a felicidade, crer nos sonhos, ter fé na vida...


Ver Deus (mp3)
Antonio Pereira Apon.


Entardecer na praia.


Vejo Deus:

Na poesia luminosa de cada amanhecer,

no sol

que se aninha no horizonte

fazendo o dia adormecer;

nas flores da primavera,

nos frutos do outono...

em toda natureza

vejo Deus!

Em mim, em você,

em todas as pessoas;

em nossa capacidade de criar,

amar...

aprender com os erros

construindo acertos

No perdão eu vejo Deus!

na fraternidade,

no trabalho...

nos momentos felizes

que me orvalham a alma

e nos tristes

que me ensinam

a valorizar a felicidade,

crer nos sonhos,

ter fé na vida,

descrer nas quimeras...

assim eu vejo Deus:

sem religiões,

sem ideologias,

sem cor nem classe social.

Simplesmente

o pai nosso

que está em toda parte.



(Postado aqui em 25 de setembro de 2010).





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                    Algumas definições “politicamente corretas”              

em domingo, 7 de abril de 2019


... Ladrão: Defensor da portabilidade patrimonial. Político: Pessoa de ideologia elástica, extremamente adaptável a seus interesses. Presídio: Colônia de acolhimento para a ressocialização. Sacerdote: Adjunto de Deus. Lobista: Embaixador dos interesses corporativos...


Antonio Pereira Apon.


Cofre aberto.


Uma patologia cultural alienante, que sataniza palavras e expressões, usando o eufemismo para criar alcunhas pernósticas, fingindo que mudou algo, apenas trocando-lhe o nome, o rótulo. Eis em suma, o “politicamente correto”, que patrulha, dita, censura... Coisa de gente desocupada, ou melhor, diria: Pessoas dotadas de demasiado tempo ocioso...


E nessa linha podemos definir:

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                    A porta, o tempo              

em quinta-feira, 4 de abril de 2019



... Um espelho, seu reflexo, o aqui, a outra dimensão; quem morre aqui, nasce lá e a recíproca não é mera abstração. Caminha a vida, infinda atrás da porta; sonhos mal guardados, renovados, memórias esquecidas, revividas, oportunidade, oportuna idade ao transpor da porta...


Antonio Pereira Apon.


Uma senhorinha de idade avançada caminha lentamente com sua bengala em direção a porta.


No blog Filosofando na vida, a professora Lourdes nos convida a escrever uma frase, verso, poesia, pensamento, mensagem… Sobre uma imagem postada a cada fim de semana. Acima, a imagem sugerida. Abaixo, a minha 76ª participação nessa “brincadeira” intitulada: Poetizando e encantando.


Selo de participação no Poetizando e encantando.

Relativo espaço-tempo,

tempo que passa, atento, a tempo,

gente a passar;

o verso e o reverso,

nascer e morrer,

berço e túmulo,

chegar e partir;

duas faces,uma porta,

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                    Fala sério! Brasil. Tchutchuca ou Tigrão?              



... se diria: “Relaxa e goza”, pois “não vamos colocar meta. Vamos deixar a meta aberta, mas, quando atingirmos a meta, vamos dobrar a meta”, afinal de contas, "a cachorra é um ser humano como qualquer outro" e "uma mulher não pode ser submissa ao homem por causa de um prato de comida. Tem que ser submissa porque gosta dele". Quem também for “imorrível”, como Jesus vai “subir na goiabeira”...


Antonio Pereira Apon.


Retrato de artista em pose debochada), pintura de Joseph Ducreux.


Muita gente repete mundo afora com absoluta razão: “Le Brésil n’est pas un pays serieux” – “O Brasil não é um país sério”, frase equivocadamente atribuída a Charles de Gaulle. Na verdade, seu autor é o diplomata brasileiro Carlos Alves de Souza Filho, embaixador do Brasil na França entre 1956 e

1964, genro do presidente Artur Bernardes.

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                    Tempo, gaiola e saudade              



... trancafiado no passado; ontem, ainda perto e já tão distante... Minutos, horas que o relógio já não marca, dias perdidos em velhas folhinhas, obsoletos calendários. Na memória um filme...


Antonio Pereira Apon.


Cena de filme mudo.


Saudade, tempo engaiolado,

cantar enamorado,

pássaro que perdeu o seu voar.

Sonho desacordado,

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                    Um alento em Quintana              

em terça-feira, 2 de abril de 2019



... Esquerda e direita. Duas faces, uma moeda; ideológica farsa! Gente, ruminando ódios que a politicagem inventou, batendo palma pra maluco, sem perceber que desvairou. Enxergando virtude no vício, no algoz, um salvador. Mas, ainda bem que tudo passa...


Antonio Pereira Apon.


Pássaro azul para ilustrar o verso de Mário Quintana: Todos esses que aí estão Atravancando meu caminho, Eles passarão... Eu passarinho!


Ingente fome,

ingente sede;

famélicos indigentes.

Sem pão nem mesmo o circo,

sem a velha utopia,

sem fantasia,

para adocicar o trago amargo das tardias ilusões,

sem as palatáveis mentiras que já não se consegue engolir.

Mas, enquanto “os meninos vestem azul e as meninas vestem rosa”...

Mal vestidos,

mal despidos habitam o relento,

ocupam os vazios das promessas vazias,

o resto que não resta,

arresto da realidade.

O poder enfarta de tanto fartar-se!

Ingente fome,

ingente sede;

insaciável anti gente.

Saúde que descura,

ensino que desensina,

intelectual chacina,

insegura segurança,

o risco de arriscar-se a cada esquina.

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Livros e vídeos:


Capa da segunda edição de : Essência.

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Esse livro propõe uma incursão na alma humana, garimpando sentimentos e emoções, revelando-os em versos que retratam o homem moderno em sua incansável procura de si mesmo; seu contexto social, político e cultural em um mundo em transição.


Depois de 14 anos, atendendo a pedidos, estamos republicando Essência. Nessa segunda edição, incluímos o subtítulo: O livro do poema: A pedra. O distraído nela tropeçou... Numa referência ao nosso poema integrante dessa publicação, que, absurdamente, tem aparecido na internet com o nome de autores famosos: Fernando Pessoa, Renato Russo, Chaplin... Ou plagiadores. No endereço: (http://aponarte.com.br/apedra), o amigo leitor encontra todos os esclarecimentos, inclusive algumas das formas de como o plágio tem se apresentado.

Capa da segunda edição da : Coleção
                            Graziela.

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Aqui, pais e professores encontram uma forma prazerosa e divertida, de abordar temas como: Cidadania, comportamento, respeito ao outro e à natureza... Em sete contos, compondo um jogo de arte e educação, onde lúdica e naturalmente aos pequeninos são apresentados conceitos de: Ecologia, solidariedade, diversidade, coletividade, tempo, responsabilidade, motivação, interatividade, participação...


Textos que parecem se renovar a cada dia, conservando impressionante atualidade e sintonia. Espero que gostem.

Capa de Um dedo de prosa e poesia. A arte da
                vida.

São 125 páginas com 89 títulos em verso e prosa de Literatura Nacional, num livro prefaciado pelo professor, escritor, poeta e trovador Orlando Carvalho. Crônicas, mensagens, poesias... amor, humor, reflexão, arte, cotidiano, atualidades, auto-ajuda, espiritualidade...


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