A arte da vida. Apon HP


Obrigado por sua visita. Boa leitura!


Clique para exibir/ocultar os posts mais recentes e mais opções do Site.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Malmequer



... real bem querer que recebi. Pus na janela a flor singela, que criou asas e mais do que voou...


Antonio Pereira Apon.


Malmequer.


Malmequer, um bem-me-quer de bem querer,

diverso em versos, nomes, cores;

beijos de estudante, pajito, pampilho, papiro,

sejamos-amigos, branco ou amarelo o malmequer:

dos beijos, de Santa Maria,

pequeno, grande, da praia, do jardim, do brejo ou da campina,

da China ou de onde vier.

domingo, 18 de fevereiro de 2018

Barco da vida, mar do tempo



... Por vezes, vagantes, errantes; desencontrados buscando se encontrar. Mar calmo ou revolto, ruma em frente, nosso barco que não pode voltar. Ruma ao porto...


Antonio Pereira Apon.


Paisagem-do-mar-e-um-barco-com-uma-linda-lua-cheia.


No blog Filosofando na vida, a professora Lourdes nos convida a escrever uma frase, verso, poesia, pensamento, mensagem… Sobre uma imagem postada a cada fim de semana. Acima, a imagem sugerida. Abaixo, a minha vigésima terceira participação nessa “brincadeira” intitulada: Poetizando e encantando.


Selo de participação no Poetizando e encantando.

Vida,
barco que navega o mar do tempo;
sob o mapa das estrelas,
sob o lume dos luares,
sob os sóis e seus causares.
Passam noites,
passam dias,
tudo passa!
E nós, passando a navegar;
passam tempestades e calmarias,
euforias e agonias;
e a navegar, nós passando.

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Brasil, olha a polpa do voto!



Enquanto muitos que nem sabem diferir entre poupa e polpa, ficam de olho nas polpas das bundas. Polpudas somas trafegam e traficam...


Antonio Pereira Apon.


Retrato do artista em pose debochada, pintura de Ducreux.


O país do jeitinho, perdeu o jeito e superlativa a bunda. Trejeito vulgar de quem celebra o descerebrar. Fantoches, títeres, marionetes, ruminando bovinamente a sua ração de pão e circo ao som de musiqueta vagabunda. Enquanto graça a corrupção a desgraçar a sorte dos alienados, que defendem esse ou aquele politiqueiro e suas farsas. De lula a Temer, politicagem! Esterco do mesmo pasto.

A mercê de balas perdidas, arrastões e toda violência; vitimados pela deseducação e absoluta desassistência... Entorpecida pelo refugo cultural que consome, passivamente, a população assiste a tanta e tão desavergonhada bandalheira, pluripartidária orgia, estelionato, estupro ideológico. Esquerda e direita no mesmo esgoto de mentiras, intentando disfarçar suas péssimas intenções.

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Da janela triste



Diverso do óbvio, incógnito um triste olhar. As aparências nos podem enganar...


Antonio Pereira Apon.


Uma jovem triste contempla a noite pela janela do seu quarto.


No blog Filosofando na vida, a professora Lourdes nos convida a escrever uma frase, verso, poesia, pensamento, mensagem… Sobre uma imagem postada a cada fim de semana. Acima, a imagem sugerida. Abaixo, a minha vigésima segunda participação nessa “brincadeira” intitulada: Poetizando e encantando.


Selo de participação no Poetizando e encantando.

Noite finda,
infinda no triste olhar.
Da janela tudo passa,
transpassa o pensamento;
sem alento, vaga o pensar.
Da janela do seu quarto,
sonha a jovem um não sonhar;
vaga na saudade um sentimento,
um lamento a torturar.
Contempla a paisagem escura,
obscuro observar.

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Um Espírito carnavalesco



... Fumava, cheirava, injetava, bebia todas e mais uns goles. Beijava muito, pegava muito e muito brigava. Era desses "malhados" com força física e mente...


Antonio Pereira Apon.


Carnaval jogos durante o entrudo no Rio de Janeiro, aquarela de Augustus earle.


João era um folião incansável, pulava até ao som de radinho de pilha. Fanático por carnaval, não perdia nada, saía na quinta e só voltava dias depois da quarta de cinzas. Ia no bloco, na pipoca, camarote...


Fumava, cheirava, injetava, bebia todas e mais uns goles. Beijava muito, pegava muito e muito brigava. Era desses "malhados" com força física e mente tísica.

sábado, 3 de fevereiro de 2018

Mar das belas. Qual delas?



... mar de Marina; de Maria e Mariana; de Marília o mar. Mar de Márcia e de Marluce, de Mariluz, de Luamar… Qual das belas, a mais bela? ...


Antonio Pereira Apon.


O mar a lua e uma jovem adentrando no mar.


No blog Filosofando na vida, a professora Lourdes nos convida a escrever uma frase, verso, poesia, pensamento, mensagem… Sobre uma imagem postada a cada fim de semana. Acima, a imagem sugerida. Abaixo, a minha vigésima primeira participação nessa “brincadeira” intitulada: Poetizando e encantando.


Selo de participação no Poetizando e encantando.

Dos azuis a luz,

luz no mar luar,

lua mar, amar, lumiar.

Mulher menina,

poesia feminina,

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Espera desespera a desalegrar



... homem que perdeu seu eu menino, desencontra o sono, desarvora o tino, desatina a desbrincar; desbrincando dessonha, peçonha de desaprender sonhar...


Antonio Pereira Apon.


Impressão, nascer do sol, pintura de Claude Monet.


Ainda cedo e já tão tarde,

frígido sol que arde;

é crepúsculo abortando a alvorada,

noite retardando a madrugada,

eterno outono na folhinha desfolhada.

Ciranda que gira, mas não anda,

ponteiros que desandam;

fingindo,

fugindo a cirandar.

No cais,

já tarda o caos.

São tantas naus!

Nenhum destino…

domingo, 28 de janeiro de 2018

Balanço ao luar, destino



... ele e ela, a poesia, encantamento a se encantar. Passa o tempo ali sem pressa, pro romance a conversa, pra emoção poder versar. Versa o verso, o vice-versa, até o reverso a reversar. O dito e o não dito, o desdito a...


Antonio Pereira Apon.


Paisagem iluminada pela lua com uma árvore e nela um balanço com um casal namorando.


No blog Filosofando na vida, a professora Lourdes nos convida a escrever uma frase, verso, poesia, pensamento, mensagem… Sobre uma imagem postada a cada fim de semana. Acima, a imagem sugerida. Abaixo, a minha vigésima participação nessa “brincadeira” intitulada: Poetizando e encantando.


Selo de participação no Poetizando e encantando.

Um balanço,

uns segredos,

enamorados ao luar.

O destino embalança,

conjugando o verbo amar.

Na paisagem prateada,

prateado lumiar;

corações entrelaçados,

sonhos a entrelaçar.

Sob a árvore da esperança,

os sentires a brincar;

sábado, 20 de janeiro de 2018

Silente rosa, amor



... Mensageira das palavras não falantes, dos amantes vacilantes, dos silêncios do amor. Menestrel dos amores ocultos, dos quereres incultos, do sonegado amar. Arauto dos ditos inéditos, dos desejos poéticos, do platônico calar...


Antonio Pereira Apon.


Pessoa deitada em ambiente preto e branco com rosa em cores na mão.


No blog Filosofando na vida, a professora Lourdes nos convida a escrever uma frase, verso, poesia, pensamento, mensagem… Sobre uma imagem postada a cada fim de semana. Acima, a imagem sugerida. Abaixo, a minha décima nona participação nessa “brincadeira” intitulada: Poetizando e encantando.


Selo de participação no Poetizando e encantando.

Rosa é poema feito flor;

versa dor,

versa o amor,

versador.

É orvalho e lágrima,

sombra e cor.

Colorindo o descolorido,

reflorindo o furta-cor.

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Persona e personagem



... sonegar o ser. Entre o self e o ego, arquétipo, alter ego; venha Jung explicar! Aparência ou essência? Nonsense. Quintessência do não ser. Desespero, desespelho...


Antonio Pereira Apon.


Mulher em frente ao espelho, pintura de Pablo Picasso.


Quem sois?

Quem és! Ou quem intentas ser?!

Não disfarça a máscara,

o que o rosto não consegue mascarar.

Desmascara a farsa,

a face implícita,

explicitada no espelho,

nas entrelinhas das linhas mal escritas,

na persona da hora,

personagem da vez…

Indisfarçável farsa,

engano que desengana,

cilada do se enganar.