Chuva ...alheia ao poeta e a rosa, a poesia e a prosa... (com mp3)              

em sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019



... sem sonho, nem realidade, projeto ou destino, lágrimas, risos, sem riqueza nem pobreza, doce nem fel. Apenas chuva...


Chuva (mp3).


Antonio Pereira Apon.

Uma jovem sentada na janela, contempla o mundo lá fora, numa noite chuvosa.


No blog Filosofando na vida, a professora Lourdes nos convida a escrever uma frase, verso, poesia, pensamento, mensagem… Sobre uma imagem postada a cada fim de semana. Acima, a imagem sugerida. Abaixo, a minha 70ª participação nessa “brincadeira” intitulada: Poetizando e encantando.


Selo de participação no Poetizando e encantando.

Cai a chuva,

Indiferente a tudo e nada:

vida, morte,

azar ou sorte,

palácio, choupana,

amor e ódio,

silêncio, burburinho,

violência, carinho,

tempo que passa

ou deixa de passar.

Apenas cai a chuva:

alheia ao poeta e a rosa,

a poesia e a prosa;

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                    Acorda para caminhar (com mp3)              



... Joga esse lixo no lixo! Liberte-se do passado, resgatando o presente para alforriar o futuro; diga sim, se possível, diga não se preciso; sem vazios e sem medo, espaços vazios? ...


Acorda para caminhar (mp3).
Antonio Pereira Apon.


Caminhante sobre o mar de névoa, em alemão: Der Wanderer über dem Nebelmeer, também conhecido como Viajante Sobre o Mar de Névoa; pintura a óleo de Caspar David Friedrich.


Acorda a arte esquecida,

a espiritualidade adormecida sob os entulhos do tempo;

caminha para além dos tropeços,

desperta os passos entorpecidos pelas dores…

Drummond poetizou a pedra que tinha no caminho,

Apon versou o que fazer com ela;

aprenda com as pedras e a poesia!

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                    Navegar, viver... “Toca o barco!”              

em quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019



... não tardemos nas distrações, não percamos tempo com coisas pequenas, bagatelas e tantas questiúnculas pueris e desnecessárias... Navegue já o seu melhor. E, como dizia o saudoso jornalista, Ricardo Boechat, o qual ouvi nas manhãs de tantos anos: “Toca o barco!”


Antonio Pereira Apon.


Barco navegando ao entardecer.


Muitos estranham, não compreendem a antiga frase: “navegar é preciso, viver não é preciso”, adotada pelo infante D. Henrique, como lema da "Escola de Sagres". Celebrizada pela poesia de Fernando Pessoa, a lendária frase foi originalmente proferida pelo general romano, Pompeu: "Navegar neceasse; viver e non est neceasse".


Aqui, a palavra “preciso”, aparece como um Homônimo perfeito, ou seja, tem a mesma grafia, o mesmo som, mas, com significados diferentes. Primeiro no sentido de necessidade, depois referindo-se à precisão, exatidão. Assim, é necessário navegar no mar da vida, enfrentar as tormentas, afrontar as dificuldades, aproveitar o hoje, o instante presente; pois o momento seguinte, o amanhã é impreciso, inexato, pode não acontecer...

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                    Quem nasceu primeiro? O homem ou a mulher?              

em terça-feira, 12 de fevereiro de 2019



... Deus colocou toda a poesia nas formas da mulher, com a mais pura arte, delineou suas curvas e demais predicados desse inspirado e primoroso “design” da natureza. Deu-lhe uma alma...


Antonio Pereira Apon.


Vênus ao Espelho, pintura de Velázquez.


Essa coisa de que Deus criou primeiro o homem e deste fez a mulher, é pura balela, invencionice do patriarcado “nonsense”, machista e caduco. Deus caprichou fazendo a mulher, com as sobras, mandou um estagiário improvisar o homem. Daí essa coisa tosca, mal-ajambrada, com um penduricalho esquisito, afrontando a estética.

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                    Segue a vida, segue o caminhar              

em sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019



... sua sina assina o tempo, tempo que escoa da mão. Segue a vida, prossegue o viver; não para, não tarda, não retarda a esperar...


Antonio Pereira Apon.


Uma jovem protegendo-se da neve que cai, com uma sombrinha, caminha entre as árvores cujas folhas coloridas espalham-se no chão.


No blog Filosofando na vida, a professora Lourdes nos convida a escrever uma frase, verso, poesia, pensamento, mensagem… Sobre uma imagem postada a cada fim de semana. Acima, a imagem sugerida. Abaixo, a minha 69ª participação nessa “brincadeira” intitulada: Poetizando e encantando.


Selo de participação no Poetizando e encantando.

Sob a neve dos invernos,

sobre as folhas dos outonos,

além das primaveras que já foram,

entre as árvores que irão.

Segue a vida;

sua sombrinha é o destino, desprotegida proteção,

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                    Titanomaquia. O bafafá dos deuses              



... Nos arquétipos do mito, podemos presumir os frutos do conflito entre espírito e matéria. Cronos assumindo o arbítrio dos destinos, corporificando a subordinação geral ao tempo. A cíclica ingestão dos próprios filhos, retrata a obsolescência da matéria. Zeus, ao batalhar contra o pai representa o reciclo do existir, dos costumes, a inconstância de conceitos, preconceitos, das verdades absolutas e o fugaz poder que embriaga de perecível ilusão.


Antonio Pereira Apon.


A Queda dos Titãs, pintura de Peter Paul Rubens.


Segundo a mitologia grega, houve uma guerra entre os titãs, liderados por Cronos, contra os deuses do Olimpo, comandados por Zeus , que durou dez anos e definiu o controle universal. A Titanomaquia, da qual, Zeus se fez vencedor, Resgatando seus irmãos e se coligando a outras forças, De acordo com o poema épico, Teogonia, do poeta Hesíodo, cujo título significa: "O nascimento dos deuses" e que conta a origem desses e da ascensão de Zeus ao trono do Olimpo. No mito, Zeus desafia seu pai, Cronos, para assumir o controle do universo. Tarefa nada fácil, derrotar o rei dos titãs, seres tão poderosos quanto os deuses, ainda que, mortais como os humanos.


O quiproquó tem início, quando Urano resolve casar com Gaia, a Terra, gerando os titãs e, temeroso de que um desses seus filhos tentasse roubar seu trono, ele, assim que um filho nascia, o introduzia de volta no útero da mãe. Revoltada, Gaia colocou os filhos contra o pai. Certa vez, enquanto Urano copulava, Cronos escapou e com uma foice, cortou a genitália do pai. O sangue de Urano ao cair na Terra gerou os mares, as montanhas, as florestas e as erínias que personificavam a vingança, Eram elas: Tisífone (Castigo), Megera (Rancor) e Alecto (Inominável); equivalentes na mitologia romana às fúrias. Do esperma de Urano surgiu a deusa Afrodite. Vencida essa peleja, Cronos liberta seus irmãos e casa com Reia. Contudo, antes de cair, Urano profetizou que Cronos também seria destronado por um filho. Daí, Cronos passar a devorar os próprios descendentes, mas, a mãe resolveu poupar o último, Zeus. Reia entregou a Cronos uma pedra enrolada em panos, e este a engoliu pensando ser seu filho. Zeus passa a infância se preparando para seu grande desafio, vencer seu pai e os titãs pelo controle do universo. Já adulto, Zeus sente-se preparado para vingar-se de seu pai. Porém não tendo poder suficiente para derrotar os titãs só. Precisa primeiro, libertar seus irmãos engolidos por Cronos, para juntos lutarem. Assim, disfarçado, Zeus dá a Cronos uma poção que recebeu da deusa Métis, e que o faz vomitar seus cinco irmãos. Mas, ainda precisa de mais força para derrotar os titãs. Gaia alerta que há ainda mais parentes querendo vingança. Os irmãos de Cronos, os cíclopes e os hecatônquiros, cujos poderes amedrontavam o todo poderoso. Zeus desce ao Tártaro e os liberta da prisão imposta pelo irmão deles e seu pai, para lutarem ao seu lado". Gratos pela libertação, os cíclopes ofertam a Zeus o poder dos raios.


Tem início os dez anos da Titanomaquia; os deuses postados no monte Olimpo e os titãs chefiados por Cronos, no monte Ótris.

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                    Podcast de áudio poesia e +, literatura em mp3. Ouça no Pc, tablet, celular...              

em quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019



Poemas e outros textos para ouvir. "Mobilidade" literária. Escute nossos áudio clips aonde você estiver: Em casa, no carro, na academia, no trabalho... Reunimos aqui, literatura no formato MP3 para você ouvir no desktop, no smartphone, em seu player favorito...


Áudio poesia playlist
Antonio Pereira Apon.


Alto-falante.


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                    Hoje é dia de que mesmo?              

em terça-feira, 5 de fevereiro de 2019



... e o tempo pessoal? Emocional? Consciencial? A vida que rola fora da caixinha? O meu, o seu, o nosso Kairós, o tempo real, o agora onde tudo verdadeiramente acontece e faz acontecer? No relativo e tão absoluto espaço-tempo desse momento, hoje é dia de que? ...


Antonio Pereira Apon.


O Pesadelo, pintura de Heinrich Füssli.


Tem dia de tudo e para tudo comemorar, dia do pai, da mãe, do avô, da avó, da criança, da pizza, do sorvete, do disco, do homem, da mulher, do orgulho ateu, de Nossa Senhora disso, de Santo aquilo... Assim, vamos datando, rotulando, etiquetando, classificando os dias e acondicionando o tempo na caixinha das efemérides, feriados e afins. Eis o tempo cronológico, o artifício da linearidade temporal, a “timeline” que customizamos para a rotina da vida; o cotidiano programado para ser. Agendado para acontecer, regrado, pasteurizado, pré-fabricado, condicionado...

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                    Odoyá, Iemanjá! Rainha do mar daqui              

em sábado, 2 de fevereiro de 2019



... Iemanjá é um orixá feminino, divindade africana, do Candomblé e da Umbanda. Padroeira dos pescadores, é senhora do destino dos que entram no mar. Reverenciada por muitos na passagem do ano novo e em outras tantas datas, conforme costumes diversos, é no dia 2 de fevereiro que acontece sua grande festa, em Salvador na Bahia, na praia do Rio Vermelho...


Antonio Pereira Apon.


Iemanjá amamentando os Ibejis, representação do início do século XX, Museu Afro Brasil.


O Poseidon dos gregos, Netuno dos romanos e o Aegir dos nórdicos que nos desculpem. Mas, o empoderamento feminino, invadiu até mesmo o “divinal”. Assim, ao imaginar-se entidades dominantes das águas, são elas, as “minas”, que assomam à nossa mente: Iemanjá, Iara, Afrodite, Sereias... Que povoam o imaginário popular. Segundo Carl Gustav Jung e seus arquétipos psicanalíticos, todos somos susceptíveis à padrões que se vão repetindo, ficando armazenados no inconsciente coletivo, passados de geração em geração. Conforme o instinto, sentimentos e comportamentos de cada qual, tais padrões eclodem. Daí, podemos inferir as similitudes entre as “Rainhas do Mar”. Ainda que oriundas de culturas tão diversas, carregam o mesmo simbolismo feminino, representado na singular faceta de cada mulher. A sensualidade e a maternidade, a água e o ventre feminal, como forças geradoras da vida e o paradoxal perigo das correntezas, intempéries aquáticas, beleza e risco, à feição das águas e humores das suas “deusas”.


Já ouviu falar no “canto de sereia”? As mulheres peixe, são figurinha fácil nas mais diversas culturas, sendo a versão mais disseminada do mito, a dos gregos, segundo os quais, a princípio, existiam dois seres distintos. As sereias, metade peixe, metade mulher, e as sirenas, mulheres-pássaro que atraíam os navegantes com o seu canto hipnotizante para a morte, atirados entre pedras. Lá por volta da Idade Média, sereias e sirenas, se confundiram num só ser. Companheiras de Perséfone, antes dela ser conduzida ao Reino de Hades, o mundo dos mortos, o canto das sereias, passou a ser tratado como canto fúnebre, anunciação da morte. Na Odisseia de Homero, durante a viagem à Itaca, a nau atravessou o domínio das míticas moçoilas. A tripulação tapou os ouvidos com cera de abelha para conseguir escapar aos encantos do entorpecente canto delas. Com Odisseu amarrado ao mastro, conseguiram manter o curso e impedir o eminente desastre.


Padroeira de Roma, Afrodite, impediu que soldados inimigos invadissem a cidade, usando os seus poderes para bloquear o caminho com águas. Já para os gregos, segundo Hesíodo, Afrodite emergiu das espumas do mar em meio ao confronto entre Cronos e Urano para dominar a Terra. Quando Cronos cortou os órgãos genitais de Urano, jogando-os ao mar, surgiu uma espuma branca e dessa, uma formosa mulher, Afrodite. Daí ela ser venerada por marinheiros da antiga Grécia, os quais rogavam-lhe proteção sempre que se aventuravam em novas viagens.


Por aqui, a mitologia amazônica, nos conta que Iara, valorosa guerreira, afogou-se no encontro entre o rio Negro e o Solimões, sendo transformada pelos peixes e o luar, numa sereia, a Senhora das Águas, com os cabelos negros, olhos esverdeados, corpo metade mulher e metade peixe, que com seu canto mágico, seduz os homens e os leva para o fundo do rio. Os poucos que escapam da morte, enlouquecem e carecem ser tratados pelos pajés.


Um dos maiores ícones do sincretismo brasileiro, a Iemanjá hodierna é fruto de um caldo de culturas. Originária do povo Egba, na Nigéria, tratada por Yemojá, era cultuada como a deusa dos rios, da fertilidade e da maternidade. Filha de Olokun, seu nome, Iemanjá, quer dizer “mãe cujos filhos são como peixes”. Mãe-d'água para Iorubatanos no Daomé. transmuta de orixá fluvial na África, para marítimo no norte/nordeste brasileiro. Aqui, ela ganha diferentes nomes: Dandalunda, Inaé, Ísis, Marabô, Mucunã, Princesa de Aiocá, Princesa do Mar, Rainha do Mar, Sereia do Mar, Janaína (remetendo à Iara, versão guarani do seu nome), “Afrodite brasileira” (aludindo à sua proteção aos apaixonados)...

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                    Entre as pedras. Uma flor              

em quinta-feira, 31 de janeiro de 2019



... Novamente? Passado o clamor popular, calarão os discursos? Os projetos e tantas intenções adormecerão nos braços do esquecimento, no colo da acomodação? Até que de novo… Será?


Antonio Pereira Apon.


Um botão de rosa vermelho no meio dos pedregulhos.


No blog Filosofando na vida, a professora Lourdes nos convida a escrever uma frase, verso, poesia, pensamento, mensagem… Sobre uma imagem postada a cada fim de semana. Acima, a imagem sugerida. Abaixo, a minha 68ª participação nessa “brincadeira” intitulada: Poetizando e encantando.


Selo de participação no Poetizando e encantando.

Mariana, Brumadinho...

Restam restos,

rejeitos de razão.

Entre pedras esquecidas nasce uma flor;

poema de teimosa esperança,

desafiando, desmentindo a aridez,

sonho persistindo na realidade,

coração insistindo em pulsar,

vida que não desiste de tentar.

Intenta atenta ao que vale,

para a lama do que não vale,

descartar.

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Livros e vídeos:


Capa da segunda edição de : Essência.

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Esse livro propõe uma incursão na alma humana, garimpando sentimentos e emoções, revelando-os em versos que retratam o homem moderno em sua incansável procura de si mesmo; seu contexto social, político e cultural em um mundo em transição.


Depois de 14 anos, atendendo a pedidos, estamos republicando Essência. Nessa segunda edição, incluímos o subtítulo: O livro do poema: A pedra. O distraído nela tropeçou... Numa referência ao nosso poema integrante dessa publicação, que, absurdamente, tem aparecido na internet com o nome de autores famosos: Fernando Pessoa, Renato Russo, Chaplin... Ou plagiadores. No endereço: (http://aponarte.com.br/apedra), o amigo leitor encontra todos os esclarecimentos, inclusive algumas das formas de como o plágio tem se apresentado.

Capa da segunda edição da : Coleção
                            Graziela.

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Aqui, pais e professores encontram uma forma prazerosa e divertida, de abordar temas como: Cidadania, comportamento, respeito ao outro e à natureza... Em sete contos, compondo um jogo de arte e educação, onde lúdica e naturalmente aos pequeninos são apresentados conceitos de: Ecologia, solidariedade, diversidade, coletividade, tempo, responsabilidade, motivação, interatividade, participação...


Textos que parecem se renovar a cada dia, conservando impressionante atualidade e sintonia. Espero que gostem.

Capa de Um dedo de prosa e poesia. A arte da
                vida.

São 125 páginas com 89 títulos em verso e prosa de Literatura Nacional, num livro prefaciado pelo professor, escritor, poeta e trovador Orlando Carvalho. Crônicas, mensagens, poesias... amor, humor, reflexão, arte, cotidiano, atualidades, auto-ajuda, espiritualidade...


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