Quem sou?              

em sexta-feira, 18 de janeiro de 2019



... Sou filho do tempo passado, irmão do tempo presente, pai do tempo que há de vir. Sou a pergunta que não cala, a resposta que não fala, Sou a espera do porvir. Sou o que persiste, o que desiste, corpo e alma que insiste; sou passageiro e eterno, antigo e moderno...


Antonio Pereira Apon.


Narciso, pintura de Caravaggio.


Sou descendente das estrelas,

parente de toda a criação;

do micro ao macro,

o conter, o estar contido.

Acredito que o “acaso” e a “sorte” sejam pseudônimos de Deus.

A coincidência? Uma sua providência!

O Bóson de Higgs,

Uma partícula divina...

Sou a busca de mim mesmo;

meus encontros e desencontros,

caminhos e descaminhos,

certezas e incertezas.

Sou a equação dos meus pensares e sentires,

a resultantes dos meus fazeres,

dos não fazeres também.

Sou minhas crenças e descrenças,

lembranças, esquecimentos...

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                    O que é poesia?              

em terça-feira, 15 de janeiro de 2019



... Poesia, é a semente que brota; pra quem gosta, pra quem pensa desgostar. É um estado, a eternidade e um momento, finitude e infinito, indefinível definição. O tudo e o nada, o tanto e o tão pouco. Divinal e tão humana; transborda dos estilos, derrama das normas e regras...


Antonio Pereira Apon.


O semeador, pintura de Vincent Van Gogh.


É semear palavras.

Da lavra dos versos;

fazer florir sentimento,

frutificar pensamento,

colher da inspiração.

Com rima ou sem rima,

acordar o clima da emoção.

Com ou sem métrica,

se preciso,

desafiar a estética.

É o ditado da alma,

alquimia da escrita,

magia da expressão.

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                    O que é acróstico? Como se faz?              



... escolher um tema ou a quem homenagear, pôr sua criatividade para trabalhar e de letrinha em letrinha, dar forma e significado a seus acrósticos. Essa bela arte que remete-nos...


Antonio Pereira Apon.


Mão escrevendo.


Uma poesia, um poema no qual, (mais usualmente) a primeira letra de cada verso, compõe uma palavra ou frase, lida no sentido vertical. Comumente, usa-se o acróstico para homenagear alguém, construindo a peça poética com o nome da pessoa Homenageada. Segundo o dicionário online de português: s.m. Composição em verso cujas letras iniciais (às vezes as mediais ou as finais), lidas no sentido vertical, formam uma ou mais palavras, que são o tema, o nome do autor ou o da pessoa a quem foi dedicada a composição.


Vejamos um exemplo prático com a palavra criatividade:


Criar seu acróstico sem complicação,

requer criatividade, temperada inspiração;

inicial letra de cada verso,

arrumada, sobreposta,

tece na horizontal sua palavra;

iniciada está sua lavra,

versada composição;

indo assim faz-se a poesia,

dá-se asas ao coração;

aí o acróstico surgindo,

delicado poema,

eloquente, singular versar.

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                    “Pai nosso” ecumênico, inter-religioso, humano              

em segunda-feira, 14 de janeiro de 2019



... Não nos deixeis sucumbir à sedução do orgulho, da vaidade, do egoísmo ou qualquer outro desvario. Mas livrai-nos dos males...


Antonio Pereira Apon.


A Criação de Adão.


Pai nosso que está em tudo e todos, manifesto no infinito universo de sua criação.

Glorificados sejam todos os vossos nomes e suas expressões em todos os idiomas, dialetos, culturas e religiões.

Venha a nós o vosso reino de paz, fraternidade, tolerância e inesgotável amor ao próximo, ao distante, o semelhante e diferente.

Seja feita a vossa vontade bendita em cada canto, recanto do infinito.

O alimento nosso de cada dia, sacie o nosso corpo e nosso espírito multiplicando e dividindo o pão da solidariedade, irmanando-nos acima de crenças, ideologias e qualquer condicionamento desumano.

Perdoa-nos na mesma proporção do nosso incondicional esforço e vontade sincera de perdoar.

Não nos deixeis sucumbir à sedução do orgulho, da vaidade, do egoísmo ou qualquer outro desvario. Mas livrai-nos dos males de nossa ignorância e atrasada materialidade.

Que assim seja!


Mão de Deus tocando a do ser humano gerando luz.



Postado aqui em 29 de agosto de 2015.




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                    Precisa de tinta para escanear?              



... como gosto de paráfrases, me inspiro em Shakespeare: Não existem mais coisas entre o cartucho e o scanner do que sonha...


Antonio Pereira Apon.


Imprimindo uma paisagem - Composição de Antonio Pereira Apon.


Não ria não. A coisa é séria! Parece até brincadeira, mas duas pessoas me perguntaram isso no mesmo dia. Uma pediu para a outra escanear uns documentos, pois a sua multifuncional estava “sem tinta”. Ingenuamente, perguntei se havia algum defeito além da falta de tinta, e a resposta: “ E pode escanear sem tinta? Eu pensava que tinha algum mecanismo que precisasse da tinta para aparecer a imagem no monitor”...

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                    Ela, despretensiosa              

em domingo, 13 de janeiro de 2019



Despretensiosa. ...Como calendário novo, a pedra do escultor. Como o saber do povo. do campo a bela flor...


Antonio Pereira Apon.


Musas dançam com Apolo, pintura de Baldassare Peruzzi.


Ela é assim,

sem pretensão.

Encanta, enlaça,

envolve, abraça...

Simples, apenas existe,

Insiste persiste...


Como frescor de orvalho,

como cantar de passarinho.

Descanso e trabalho,

gosto bom de antigo vinho.


Como onda a quebrar na praia,

chuva a dessedentar o chão.

Como luar que se espraia,

papel de enrolar pão.

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                    Simulacro de mulher              



... Me deleito no teu leito frio, no hálito gélido de teu beijo, no enigma dos teus seios, no vazio dos teus encantos...


Antonio Pereira Apon.


Olhos observando um passarinho.


Aninho-me em seu regaço,

como solitário passarinho.

Sem ninho,

sem ter onde se abrigar.

Espelho-me em teus olhos,

Revisitando paisagens,

dissolvidas qual miragens,

diluídas na fluidez do tempo.

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                    Adivinha? …              

em quinta-feira, 10 de janeiro de 2019



... O destino desatina, atira, tira da vida o tino. A sorte é forte, mas, é consorte do azar; é...


Antonio Pereira Apon.


O grito, pintura de Edvard Munch.


Palavras natimortas,

abortadas,

mal caladas.

Gritos mudos,

surdos silêncios.

A vida nem sempre consegue adivinhar,

o que se diz, sem se dizer.

Errante sentimento,

vagante tempo,

destino itinerante;

perdido,

silente,

“desavido”...

Quero dizer que…

Não adivinha? …

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                    Uma questão de palavras              



... Palavras nobres, ratificam, nobilitam, avalizam... Palavras preconceituosas, apequenam, manietam, abatem...


Antonio Pereira Apon.


Gritando ao telefone.


Palavras não ditas,

sufocam, engasgam, espinham...

Palavras mal ditas,

machucam, deprimem, constrangem...

Palavras bem ditas,

estimulam, alegram, acariciam...

Palavras ofertadas,

iluminam, enlevam, semeiam...

Palavras atiradas,

estilhaçam, ofendem, desiludem...

Palavras poéticas,

inspiram, encantam, seduzem...

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                    Querer              

em quarta-feira, 9 de janeiro de 2019



... Deve ser uma opção a mais, jamais uma inexorável sentença. Não seja o seu querer o querer dos ditadores, nem o dos fanáticos; não seja indevido como o querer de um salteador, nem fútil quanto o dos esnobes...


Antonio Pereira Apon.


Balões.


Não,

Não queira impor à vida

O seu querer;

e quando o querer do destino

divergir do seu...

Não fique triste, nem deixe de querer.

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Livros e vídeos:


Capa da segunda edição de : Essência.

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Esse livro propõe uma incursão na alma humana, garimpando sentimentos e emoções, revelando-os em versos que retratam o homem moderno em sua incansável procura de si mesmo; seu contexto social, político e cultural em um mundo em transição.


Depois de 14 anos, atendendo a pedidos, estamos republicando Essência. Nessa segunda edição, incluímos o subtítulo: O livro do poema: A pedra. O distraído nela tropeçou... Numa referência ao nosso poema integrante dessa publicação, que, absurdamente, tem aparecido na internet com o nome de autores famosos: Fernando Pessoa, Renato Russo, Chaplin... Ou plagiadores. No endereço: (http://aponarte.com.br/apedra), o amigo leitor encontra todos os esclarecimentos, inclusive algumas das formas de como o plágio tem se apresentado.

Capa da segunda edição da : Coleção
                            Graziela.

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Aqui, pais e professores encontram uma forma prazerosa e divertida, de abordar temas como: Cidadania, comportamento, respeito ao outro e à natureza... Em sete contos, compondo um jogo de arte e educação, onde lúdica e naturalmente aos pequeninos são apresentados conceitos de: Ecologia, solidariedade, diversidade, coletividade, tempo, responsabilidade, motivação, interatividade, participação...


Textos que parecem se renovar a cada dia, conservando impressionante atualidade e sintonia. Espero que gostem.

Capa de Um dedo de prosa e poesia. A arte da
                vida.

São 125 páginas com 89 títulos em verso e prosa de Literatura Nacional, num livro prefaciado pelo professor, escritor, poeta e trovador Orlando Carvalho. Crônicas, mensagens, poesias... amor, humor, reflexão, arte, cotidiano, atualidades, auto-ajuda, espiritualidade...


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