O estagiário - A arte da vida. Apon HP



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segunda-feira, 6 de agosto de 2018

 

                    O estagiário              

     

Julgar, condenar, apontar os erros alheios é muito fácil. Se enxergar, conhecer, combater e vencer as próprias falhas... É o velho: “Faça o que digo, não faça o que faço”.


Antonio Pereira Apon.


Dedo apontando para a esquerda.


Após longos séculos de trabalho na portaria celeste, S. Pedro, resolveu tirar umas férias. Assim, foi colocado um estagiário para aprender o serviço antes que fosse liberado o efetivo descanso do honorável porteiro.


O tal aprendiz logo começou a se achar o último acarajé do tabuleiro. Substituiu o "protocolo celestial", e as instruções do titular, por suas convicções e preferências pessoais: Barrou um por ser gay, outro por ser ateu, aquele por ser de um partido de oposição, aqueloutro era de outra religião, Fulano era adúltero, Cicrano era corrupto, Beltrano era falso... Não importava o mérito nem as obras do sujeito, o foco era o que o substituto considerava certo ou errado.


S. Pedro que monitorava tudo, chamou o dito cujo em seu escritório:


- Meu filho, tenho notado sua austeridade na triagem de quem vai entrar no céu.


- É S. Pedro. Comigo é assim, tolerância zero! Escreveu, não leu, é analfabeto!


- Pois bem, tenho aqui um caso que quero sua opinião. Um cidadão que foi assessor político no Brasil e se envolveu em todo tipo de maracutáia, usou a religião para explorar os mais pobres, era extremamente preconceituoso e hipócrita. Batia na mulher, fornicava com as muitas amantes, abandonou os filhos...


- Esse não tem nem que analisar. Vai pro inferno!


- Mas apesar disso tudo, acreditamos que ele tem alguma chance de se reabilitar e tem muitos amigos dispostos a ajudá-lo. Seus pais foram grandes beneméritos, pessoas merecedoras de toda reverência por sua caridade, altruísmo e correção...


- Mas, como diz o ditado: "pau que nasce torto, morre torto". O lugar dele é lá com o Capeta.


- Então pegue suas coisas e desça. Esse de quem falei, é você.


Foi quando o despertador tocou e o cidadão acordou de seu pesadelo.


Despertador


Condenar os pequenos erros(?) alheios é muito fácil. Consertar nossas grandes faltas...



Leia também: O estagiário 2. Barrados no céu.



(Postado aqui em 15 de março de 2010)



   
 
 

5 comentários:

  1. Verdade amigo... o erro do outro, por menor que seja, é gigante aos nossos olhos. E a recíproca nunca é verdadeira!

    Muito bom! Bem humorado e verdadeiro!

    Abraços

    Leila

    ResponderExcluir
  2. E o mundo tá cheio de gente assim, Antonio, que aponta os erros alheios sem olhar pro próprio "rabo"!

    Um abraço!

    ResponderExcluir
  3. Querido Antonio,
    Há um ditado popular que diz: "Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço". Realmente, há pessoas que enxergam os erros e falhas dos outros, mas nunca se acham faltosos ou errados.
    Esta é uma situação muito cômoda, porém errada. Todos somos sujeitos a erros e acertos. Temos, no entanto, que ver as duas partes e assumi-las, para que possamos corrigir as faltas. A humildade é um dos mais preciosos valores morais de uma pessoa.
    Adorei seu texto, amigo.
    Desejo a você um domingo com muita paz e luz.
    Grande beijo.
    Maria Paraguassu.

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  4. Realmente aquele que se acha acima do bem e do mal em geral é o pior nas avaliações alheias... Quem somos nós para julgar alguém?
    Abraço.

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    Respostas
    1. Quem "se acha", vive se perdendo e não aprendeu lições que nos foram deixadas a mais de 2000 anos: "não julgues para que não sejas julgado", "amar ao próximo como a si mesmo"...

      Um abraço e um bom fim de semana.

      Excluir

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