Avatares

Avatares é um poema que questiona a identidade humana na era digital, algorítmica e ideológica. O texto reflete sobre a perda de autonomia do indivíduo, transformado em personagem programado, conduzido por sistemas, crenças e discursos que moldam comportamentos e pensamentos. Entre metáforas como fantoches, marionetes e códigos, o poema propõe uma crítica à submissão inconsciente, à obediência automatizada e à desumanização provocada por estruturas invisíveis de controle. O “ser” aparece como algo terceirizado, roteirizado e condicionado, sobrevivendo mais do que vivendo. Ao final, o poema lança a pergunta central: somos realmente quem somos ou apenas aquilo que pensam — ou pensaram — que deveríamos ser? Avatares é um convite à reflexão sobre liberdade, consciência e responsabilidade em um mundo cada vez mais mediado por algoritmos e narrativas impostas.


Avatar. #PraCegoVer #ParaTodosVerem
Um homem careca e musculoso em pé, de frente para a câmera, com expressão séria. Ele está no centro da imagem, vestindo camiseta preta justa, calça cargo escura e botas pretas. Os braços estão relaxados ao lado do corpo, e há uma leve barba por fazer. O fundo tem um visual de “chuva” de códigos/linhas verdes verticais, lembrando um ambiente digital tipo Matrix. Há névoa e feixes de luz esbranquiçados atravessando a cena. O chão é escuro e brilhante, refletindo o homem e as luzes, como se estivesse molhado. - Imagem do ChatGPT, descrição baseada no Be My Eyes.


Somos o que pensam,
o que pensaram sermos,
ermos erráticos da matrix.
Personagens sem personalidade,
fantoches sem vontade;
avatares de um metaverso,
multiverso de uma irrealidade aumentada,
acidentada destinação.
Filhos de um algoritmo determinista,
uma casuísta determinação;
adestrados por uma ideologia,
treinados por uma religião;
ventríloquos da própria agonia,
aforia da submissão.
Bonecos, marionetes, mamulengos;
títeres monstrengos,
armengados Frankesteins.
Teleguiados desalmados,
autômatos desamados,
manipulados ao acaso da ocasião.
Linhas de código,
script digital,
destino programado,
roteiro traçado,
terceirizado ser.
Obediente criatura,
a ruminar a sua agrura,
sobrevive sem viver.
Alguém manda, a gente obedece;
é assim que tem que ser?
Somos o que somos?
Ou somos o que pensam?
O que pensaram sermos?
Avatares?
Fantoches mal representados?


Assista também nossa palestra:



Nesta palestra inspiradora realizada no Grupo Fraterno Espírita Irmão Albino, Antonio Pereira Apon nos convida a uma profunda reflexão baseada no capítulo "Ecos do Mundo", do livro A Imensidão dos Sentidos (Hamed/Francisco do Espírito Santo Neto).

O que significa ser um "eco" na vida? Muitas vezes, agimos como simples repetidores de opiniões, traumas do passado ou influências do ambiente, perdendo nossa voz autêntica. Através de metáforas da mitologia grega e ensinamentos da Doutrina Espírita, a palestra aborda como retomar as rédeas da própria existência.

Destaques do vídeo:
• A Mitologia de Eco e Narciso: Uma lição sobre a perda da própria voz e o perigo do orgulho [00:55].
• Mediunidade e Responsabilidade: O papel do médium e a importância da disciplina, esclarecendo que somos sempre responsáveis pelo que permitimos que o nosso corpo expresse [03:50].
• Autoconhecimento (Conhece-te a ti mesmo): A chave para deixar de ser uma "folha ao vento" e se tornar o senhor do próprio destino [07:37].
• Os 3 Estágios da Transformação: Compreender, Aceitar e Refletir como ferramentas para a mudança interior [12:44].
• Desafios Modernos: Uma reflexão sobre a nomofobia (vício em telas) e como a tecnologia pode nos tornar "ecos" digitais [14:34].
• Protagonismo na Vida: Por que não devemos culpar o passado ou os outros por nossas escolhas atuais [43:30].
O vídeo conta ainda com o uso de Inteligência Artificial para um resumo dinâmico dos conceitos [35:45] e encerra com a canção autoral "Ecos do Viver" [49:50], que reforça a mensagem de que somos os autores da nossa própria história.
Assista para entender como transformar o "chumbo" das suas dificuldades no "ouro" do seu crescimento espiritual.

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