Avatares
Avatares é um poema que questiona a identidade humana na era digital, algorítmica e ideológica. O texto reflete sobre a perda de autonomia do indivíduo, transformado em personagem programado, conduzido por sistemas, crenças e discursos que moldam comportamentos e pensamentos. Entre metáforas como fantoches, marionetes e códigos, o poema propõe uma crítica à submissão inconsciente, à obediência automatizada e à desumanização provocada por estruturas invisíveis de controle. O “ser” aparece como algo terceirizado, roteirizado e condicionado, sobrevivendo mais do que vivendo. Ao final, o poema lança a pergunta central: somos realmente quem somos ou apenas aquilo que pensam — ou pensaram — que deveríamos ser? Avatares é um convite à reflexão sobre liberdade, consciência e responsabilidade em um mundo cada vez mais mediado por algoritmos e narrativas impostas. Um homem careca e musculoso em pé, de frente para a câmera, com expressão séria. Ele está no centro da imagem, vestindo camiseta...