Morre quem deixa de viver - A arte da vida. Apon HP



Obrigado por sua visita. Boa leitura!




Para exibir/ocultar os posts mais recentes e mais opções do Site Clique aqui.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

 

                    Morre quem deixa de viver              

     

 

O título desse texto pode parecer redundante e óbvio. Mas, não falo da morte propriamente dita, do desencarne, do inexorável fenecer do corpo. Trato aqui das mortes vividas no dia-a-dia e que transformam tanta gente em mortos-vivos, zumbis, insepultos penitentes, sentenciados por si mesmos:

 

Quem faz do ganhar dinheiro a sua razão de viver. Confunde ter e ser, acha que pode comprar tudo e todos, acredita que qualquer meio, serve de atalho justificável para seus fins.

 

Quem deixa o tempo esvair-se, contemplando o féretro das horas, desperdiçando oportunidades preciosas de assumir o protagonismo do seu próprio destino..

 

Quem não faz o seu possível ou aquilo que lhe cabe. Compraz-se na lamuria pelo "impossível" e pelo não feito dos outros.

 

Quem carrega uma língua ferina, contundente e ácido açoite, sempre pronto a vociferar os erros alheios. Contudo, incapaz de mover um músculo sequer para ajudar no acerto.

 

Quem abortou seus sonhos e entrega-se ao ruminar desilusões. Espalhando ao seu derredor, o falso e frígido "pragmatismo" de quem perdeu a crença na vida.

 

Quem cristalizou preconceitos, tornando-se cético ou fanático, ingênuo ou malicioso, permissivo ou tirano...

 

Quem se permite corromper pela ilusão fugaz da fama ou do poder. Abrindo mão do discernimento e da simplicidade, mergulhando no delírio autista do orgulho e da vaidade.

 

Quem sabe muito e paradoxalmente, sente e pensa pouco.

 

Quem aguarda inerte as graças divinas ou os favores da sorte, querendo que tragam frutos, a acomodação e a preguiça.

 

Quem reclama privilégios e nega o auxílio. Quer para si supérfluo e subtrai dos demais o elementar.

 

Morre quem deixa de viver.

Licença Creative Commons Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original: Antonio Pereira (Apon) (Além do nome do autor, cite o link para o site http://www.aponarte.com.br). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.

Leia mais no Apon HP: Mensagens, poesias, artigos, crônicas, humor...

   
 
 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigado por sua visita. Aqui você pode deixar seu comentário. Esse espaço é feito para você. Volte sempre!

Antonio Pereira Apon.

Fale conosco:






Nosso conteúdo é de direito reservado. Sua reprodução pode ser permitida, desde que seja dado crédito ao autor original: Antonio Pereira Apon. E inclua o link para o site: WWW.aponarte.com.br
É expressamente proibido o uso comercial e qualquer alteração, sem nossa prévia autorização.
Plágio é crime previsto no artigo 184 do Código Penal.
- Lei n° 9.610-98 sobre os Direitos Autorais
.


Creative Commons License
This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Unported License.

Fale conosco.



Clique na imagem para ler um texto sorteado pelo sistema:
Textos para todos os dias. Curta a arte da vida!




Fique mais um pouquinho. Leia também...



Livros e vídeos:


Capa da segunda edição de : Essência.

>

Esse livro propõe uma incursão na alma humana, garimpando sentimentos e emoções, revelando-os em versos que retratam o homem moderno em sua incansável procura de si mesmo; seu contexto social, político e cultural em um mundo em transição.


Depois de 14 anos, atendendo a pedidos, estamos republicando Essência. Nessa segunda edição, incluímos o subtítulo: O livro do poema: A pedra. O distraído nela tropeçou... Numa referência ao nosso poema integrante dessa publicação, que, absurdamente, tem aparecido na internet com o nome de autores famosos: Fernando Pessoa, Renato Russo, Chaplin... Ou plagiadores. No endereço: (http://aponarte.com.br/apedra), o amigo leitor encontra todos os esclarecimentos, inclusive algumas das formas de como o plágio tem se apresentado.

Capa da segunda edição da : Coleção
                            Graziela.

>

Aqui, pais e professores encontram uma forma prazerosa e divertida, de abordar temas como: Cidadania, comportamento, respeito ao outro e à natureza... Em sete contos, compondo um jogo de arte e educação, onde lúdica e naturalmente aos pequeninos são apresentados conceitos de: Ecologia, solidariedade, diversidade, coletividade, tempo, responsabilidade, motivação, interatividade, participação...


Textos que parecem se renovar a cada dia, conservando impressionante atualidade e sintonia. Espero que gostem.

Capa de Um dedo de prosa e poesia. A arte da
                vida.

São 125 páginas com 89 títulos em verso e prosa de Literatura Nacional, num livro prefaciado pelo professor, escritor, poeta e trovador Orlando Carvalho. Crônicas, mensagens, poesias... amor, humor, reflexão, arte, cotidiano, atualidades, auto-ajuda, espiritualidade...